Dólar subiu
Juros futuros desceu

Em alta


Após seis sessões consecutivas de perdas, o dólar comercial no balcão voltou a subir, em pequena elevação de 0,21%, fechando a R$ 1,907. Já a Bovespa teve um pregão bastante volátil ontem, ora em alta, ora em baixa. Pesaram ontem no mercado financeiro as notícias envolvendo o CIT Group e o depoimento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na Câmara, além dos ganhos acumulados da Bovespa nas últimas sessões.

De leve

Por outro lado, os balanços corporativos melhores do que o esperado contiveram as ordens de vendas de ações - e chamaram compras. Isso garantiu um Ibovespa oscilando no período da tarde bem perto da estabilidade, terminado o dia em leve alta de 0,15%, aos 53.233,57 pontos. Nestas cinco sessões com elevação, a Bolsa acumulou +8,92%. No mês, os ganhos são bem menores e somam 3,44%. Em 2009, a Bolsa sobe 41,77%. Na mínima do dia, o Ibovespa registrou os 52.520 pontos (-1,20%) e, na máxima, os 53.716 pontos (+1,05%). O giro financeiro totalizou R$ 4,830 bilhões.

Muito fraca

Logo cedo, um artigo de Bernanke no Wall Street Journal já antecipava o que ele repetiria mais tarde na Câmara, de que a economia dos Estados Unidos segue muito fraca, a política de juros baixos vai continuar até que a atividade mostre indícios de recuperação e que ainda não há prazo para a ''saída'' dos pacotes de estímulos. Segundo ele, o BC possui ferramentas para desfazer as medidas adotadas durante a crise, mas isso não é ação para já. Além disso, observou que o sistema financeiro continua pressionado e que o mercado de trabalho, enfraquecido, embora tenha afirmado que o ritmo de queda da economia ''parece ter desacelerado significativamente'' e as condições financeiras apresentaram ''melhoras notáveis''.

De lado

No Brasil, as ações de maneira geral operaram de lado, sem nenhum setor com uniformidade para conduzir o índice. Vale ON subiu 1,14% e PNA, 1,48%, Petrobras virou no finalzinho e caiu 0,15% na ON e 0,25% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto subiu 1,16%, para fechar em US$ 64,72. Usiminas foi destaque de elevação. As ações ON lideraram os ganhos, com +3,91%, seguidas pelas PNA, com +3,64%. A empresa vai colocar em operação um alto-forno que estava paralisado na unidade de Cubatão (SP), segundo sindicatos de metalúrgicos locais. As demais ações do setor de siderurgia não tiveram fechamento uniforme: Gerdau PN, -0,83%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,74%, CSN ON, +1,08%.

Câmbio

Após iniciar a sessão sustentando a trajetória de baixa, o dólar zerou as perdas e subiu acompanhando o comportamento da moeda no exterior em meio à perda de força das Bolsas norte-americanas. Assim o dólar no balcão interrompeu uma série de seis quedas consecutivas e voltou a subir. O dólar no mercado à vista encerrou a R$ 1,907, com altas de 0,21% no balcão e de 0,18% na BM&F. O giro financeiro em D+2 registrado na Clearing de Câmbio às 16h42 somava cerca de US$ 1,5 bilhão e era cerca de 132% superior ao volume em D+2 da véspera.

Movimento

No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de agosto de 2009 caiu 0,13%, a R$ 1,899,50, após oscilar de uma mínima pela manhã de R$ 1,895 (-0,37%) e máxima de R$ 1,918 (+0,84%) registrada por volta das 13 horas. Este vencimento movimentou cerca de US$ 10,323 bilhões até às 16h17, de um total de US$ 10,355 bilhões transacionados com quatro vencimentos. No leilão vespertino, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,912. Após esta operação, as cotações à vista recuaram mais. Às 17h26, o euro subia 0,04%, a US$ 1,4213; a libra esterlina recuava 0,34%, a US$ 1,6456; e o dólar perdia 0,18%, a 93,74 ienes.

Em queda

Na véspera da decisão do Copom, o mercado de juros deu sequência ao movimento de queda das taxas. Para o curto prazo, os players enxergam que, se houver alguma surpresa na reunião que começou ontem e termina amanhã, será de um corte maior do que 0,50 ponto porcentual, que já está precificado na curva de juros. Os DIs de curto prazo - agosto e setembro - tiveram um volume de negócios um pouco maior ontem - mas ainda baixo se comparado com os vencimentos mais líquidos, o que indica que alguns players optaram por fazer hedge contra uma possível nova surpresa por parte do Copom, como aconteceu na reunião anterior quando a expectativa era de recuo de 0,75 ponto porcentual e o BC promoveu uma queda de 1 ponto porcentual.

Projeções

Na sessão regular da BM&F, o DI de agosto (2.185 contratos) projetou taxa de 8,72%, de 8,75% do fechamento da véspera; o contrato que vence em setembro (20.455 contratos) cedeu de 8,68% ontem, para 8,65%. O Di de janeiro de 2010 (214.460 contratos) projetou taxa de 8,61%, de 8,65% na véspera; o juro de janeiro de 2011 (134.200 contratos) passou de 9,66% na véspera, para 9,65%; e o de janeiro de 2012 (33.100 contratos) projetou 10,81%, de 10,85% de segunda-feira.

Das agências

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