Bovespa subiu
Dólar desceu

Recuperação


A Bovespa manteve ontem o clima positivo visto na semana passada e recuperou os 53 mil pontos, nível que tinha pisado pela última vez na primeira quinzena do mês passado. O desempenho do dia veio em função de dados externos, ajudado pela recuperação das commodities e em meio a um giro engordado pelo vencimento de opções sobre ações. Já o dólar no balcão caiu pela sexta sessão consecutiva, desta vez em -1,30%, para R$ 1,903 e chegou ao menor nível desde 30 de setembro de 2008, quando fechou em R$ 1,902.

Movimentação

No mercado acionário, a Bolsa subiu 2,08% na sessão de ontem, para 53.154,93 pontos, maior patamar desde os 53.558,23 pontos de 12 de junho passado. Na mínima do dia, ficou estável, aos 52.073 pontos, e, na máxima, atingiu +2,28%, aos 53.262 pontos. Com mais esse resultado favorável, os ganhos em julho subiram a 3,28% e, em 2009, a 41,56%. O volume financeiro somou R$ 7,773 bilhões, dos quais R$ 2,46 bilhões referem-se ao vencimento de opções sobre ações, sendo R$ 2,23 bilhões em opções de compra e R$ 230 milhões, de venda.

Benefícios

O clima doméstico beneficiou-se da brisa favorável vinda do exterior, com o noticiário dando conta de que o CIT Group iria anunciar ontem um acordo de refinanciamento de US$ 3 bilhões com os detentores de bônus para evitar um pedido de concordata. Houve ainda os indicadores antecedentes do Conference Board, que mostraram alta em linha com as projeções em junho, de 0,7%.

Reflexos

A revisão para cima do S&P 500 pelo Goldman Sachs, que agora prevê que o índice fechará o ano perto de 1.060 pontos, também favoreceu a alta das bolsas. O Dow Jones terminou em elevação de 1,19%, aos 8.848,15 pontos, S&P avançou 1,14%, aos 951,13 pontos - nível mais alto de 2009 -, e Nasdaq subiu 1,20%, aos 1.909,29 pontos. Na Nymex, o contrato para agosto do petróleo aumentou 0,66%, para US$ 63,98 o barril.

Influências

Repercutiu ainda o vencimento das opções sobre ações, que influenciaram o comportamento das blue chips Vale e Petrobras. Ontem, a mineradora brasileira anunciou mais um acordo de preços, para seu minério de ferro e pelota, com a siderúrgica italiana Lucchini. O preço dos finos de minério vai cair 28,2% em relação aos níveis de 2008, mesmo porcentual já acertado com siderúrgicas do Japão, Coreia do Sul e Europa. Vale ON terminou em alta de 3,83%, e PNA, de 3,05%.

Em baixa

O dólar no mercado doméstico manteve a trajetória de baixa, numa sessão de fraca volatilidade e volume de negócios. O dólar no balcão caiu pela sexta sessão consecutiva, desta vez -1,30%, para R$ 1,903 - menor patamar desde 30 de setembro de 2008 (a R$ 1,902). O recuo apurado em seis dias úteis foi de 4,85%; no mês a baixa acumulada é de 3,11% e, no ano, de -18,50%. Na sessão, o pronto oscilou 0,52%, de R$ 1,910 a R$ 1,90. Na BM&F, o pronto cedeu pela sétima sessão seguida, a R$ 1,9035 (-1,32%), contabilizando perda de 5,25% no período. A desvalorização no mês é de 2,98% e, no ano, de 17,70%. Internamente, o Banco Central continuou comprando moeda, mas o volume foi insuficiente para reverter o sinal negativo das cotações. A taxa de corte no leilão ontem foi de R$ 1,9039.

Negociações

No mercado futuro, os cinco vencimentos de dólar negociados projetaram taxas em baixa, com um volume financeiro de cerca de 9,119 bilhões às 16h16. O dólar para 1º de agosto de 2009 era cotado às 17h12 a R$ 1,9070, em baixa de 1,27%, após oscilar de R$ 1,916 a R$ 1,9025. No mercado de moedas às 17h25, o euro subia 0,97%, a US$ 1,4239; a libra esterlina ganhava 1,30%, a US$ 1,6547; e o dólar subia 0,02%, a 94,23 ienes. Hoje, o foco dos mercados de câmbio estará no depoimento semestral sobre política monetária do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, a um comitê da Câmara.

Juros

As taxas de juros futuros fecharam em queda, dando continuidade ao movimento verificado na sexta-feira, quando os DIs apresentaram recuo acentuado. Assim como na sessão anterior, pesou no mercado o último alerta feito pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que talvez a precificação da curva de juro não está adequada às projeções de inflação. Outro movimento que justifica a queda das taxas ontem é o desmonte de posição. Com a proximidade da reunião do Copom, o mercado costuma se desfazer de alguns contratos para embolsar parte dos lucros recentes, o que se ampliou após a fala do presidente do BC.

Projeções

Na sessão regular, o DI de janeiro de 2010 (112.735 contratos) projetou taxa de 8,64%, de 8,63% do ajuste e 8,65% no fechamento de sexta-feira; a taxa de janeiro de 2011 (109.640 contratos) estimou 9,66%, de 9,67% do ajuste e 9,68% da sessão anterior. O DI de janeiro de 2012 (34.115 contratos) caiu a 10,85%, de 10,90% do ajuste e 10,91% do fechamento de sexta-feira.

Das agências

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