Bovespa

A Bovespa teve ontem sua terceira sessão consecutiva de elevação. Embora o ritmo tenha sido bem mais lento do que o visto nos dois dias anteriores, colaborou para garantir uma alta de 5,79% na semana. O Ibovespa terminou a sexta-feira em alta de 0,30%, aos 52.072,49 pontos, o maior patamar desde os 52.137,58 pontos de 29 de junho. Na mínima do dia, o Ibovespa atingiu 51.736 pontos (-0,35%) e, na máxima, os 52.353 pontos (+0,84%).

Giro

No mês, Bolsa acumula +1,18%, e, no ano, +38,68%. O giro financeiro de ontem foi o menor da semana e somou R$ 4,102 bilhões. Já o dólar viveu a sua quinta sessão consecutiva de baixa, fechando em R$ 1,928, o que representou perdas de 3,6% na semana.

Volatilidade

Na Bovespa, o dia de ontem foi marcado pela volatilidade, no Brasil e em Wall Street, com os investidores pisando no freio para digerir os últimos números da safra de balanços e de indicadores, à procura de qual rumo seguir. O vencimento na próxima segunda-feira no mercado doméstico também pautou o vaivém dos negócios.

Petrobras

Não faltaram motivos para a Bolsa subir, um dos principais é a elevação, pelo Morgan Stanley, da recomendação para sua carteira de ações do Brasil, do índice MSCI de equal-weight (igual à referência do mercado) para overweight (acima da referência). Petrobras foi uma das beneficiadas pelo banco, que classificou o papel como um dos top picks de empresas de países emergentes. As ações ON avançaram 2,11% e as PN 1,78%, ainda favorecidas pela alta do petróleo - na Nymex, o contrato do petróleo para agosto subiu 2,48%, para US$ 63,56 o barril.

Siderúrgicas

As siderúrgicas também podem ser citadas como destaque de alta, embora o setor não tenha fechado com uniformidade - Gerdau Metalúrgica foi a exceção. Os dados do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), indicando crescimento das vendas e das exportações, favoreceram os papéis. Gerdau PN registrou +0,34%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,77%, CSN ON, +1,02%, e Usiminas PNA, +1,32%.
A Vale terminou de novo em sentidos opostos, com a ON em baixa de 0,09% e a PNA em alta de 0,27%.

Redecard

Redecard ON foi um dos destaques de baixa ontem, na segunda maior queda do Ibovespa, com -3,75%. Os papéis reagiram à notícia de que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça abriu processo contra a companhia por suposto abuso de mercado contra os chamados ''facilitadores'' de pagamento via Internet, como o MercadoPago, ligado ao MercadoLivre, e o PagSeguro, do UOL.

Dow Jones

Nos Estados Unidos, o Dow Jones encerrou a sexta-feira em +0,37%, aos 8.743,94 pontos. O S&P recuou 0,04%, aos 940,38 pontos, e o Nasdaq subiu 0,08%, aos 1.886,61 pontos. O mercado gostou dos números do Citigroup e da IBM, mas ficaram ressabiados com Google, General Electric e Bank of America.

Câmbio

O dólar no mercado doméstico encerrou a semana em queda, refletindo o ajuste de baixa iniciado na segunda-feira no balcão e na sexta-feira passada na BM&F. No fechamento, o dólar à vista caiu 0,10%, a R$ 1,928 no balcão - menor valor desde 12 de junho quando encerrou a R$ 1,925 e era também a taxa mais baixa desde 1º de outubro de 2008 (a R$ 1,918). Em cinco sessões em baixa, o pronto no balcão perdeu 3,60%. No mês, a queda apurada é de 1,83% e, no ano, de 17,43%.

Mercado futuro

No mercado futuro, apenas dois vencimentos de dólar foram negociados na sessão e projetaram taxas mais baixas. O dólar agosto/09 foi cotado a R$ 1,932, em baixa de 0,21% às 17h49, após oscilar de R$ 1,925 a R$ 1,947. Este vencimento girou cerca de US$ 9,676 bilhões até 16h21, de um total negociado de US$ 9,774 bilhões.

Nova York

Ontem, os investidores locais e estrangeiros reforçaram as vendas da moeda norte-americana estimulados pelos ganhos dos últimos quatro pregões das Bolsas em Nova York, que nesta sexta oscilaram entre leves quedas e altas. O reposicionamento amparou-se em dados macroeconômicos dos EUA melhores do que o esperado, como o índice Empire State sobre as condições para as fábricas de Nova York e a produção industrial do País em junho, e no forte otimismo gerado pelos primeiros balanços anunciados do segundo trimestre de empresas e bancos norte-americanos.

China

Nos EUA, a produção industrial caiu 0,4% em junho, melhor do que a previsão de queda de 0,7%. Além disso, a China registrou um crescimento de 7,9% da economia no segundo trimestre, superando a média das projeções dos analistas.

Juros

Os juros futuros confirmaram ao final da negociação normal na BM&F a queda firme exibida desde a abertura dos negócios, sustentada em boa medida pela deflação mostrada pelo IGP-10 de julho, que ficou em -0,35%. O índice animou a espera pela decisão do Copom na semana que vem. Tanto nas mesas de operação quanto entre os economistas das instituições financeiras, é consenso que o Banco Central vai reduzir o ritmo de afrouxamento monetário em julho, optando por um corte da Selic de 0,5 ponto porcentual.

Copom

O clima de Copom já tomou conta do mercado, como se vê pelo volume acima da média negociado nos contratos de curto prazo. Às 16 horas, o DI janeiro de 2010 liderava o giro, com 267.225 contratos, e taxa de 8,63% - 8,68% e 8,67% no fechamento e ajuste de anteontem. (Agência Estado)

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