BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM BAIXA

Alta
Depois de uma manhã incerta, entre altas e baixas, o Ibovespa firmou o pé no período da tarde ajudado pela estabilização das bolsas norte-americanas. As ações da Vale, que seguraram uma valorização mais firme na primeira etapa, também abriram caminho para a recuperação ao virarem para cima, seguindo a melhora geral do mercado, embora tenham fechado em sentidos divergentes. O setor siderúrgico foi destaque de elevação, ao lado dos papéis da Petrobrás.

Compras
Na segunda sessão seguida de alta, a Bovespa subiu 1,21%, para 51.918,20 pontos. Com o resultado de ontem, o índice passou a acumular elevação em julho, de 0,88%. No ano, os ganhos atingem 38,26%. O giro financeiro somou R$ 4,766 bilhões. Segundo um profissional do mercado, houve a volta dos investidores estrangeiros, que foram pegos de surpresa na quarta e, agora, foram às compras para ''se garantir''. Esse movimento também se aprofundou por causa do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira. Os principais strikes para o vencimento são de R$ 30 para Vale e Petrobras, mas o preço de R$ 32 começou a ganhar força depois da alta de quarta.

Impulso
O impulso comprador do mercado veio mesmo de Wall Street, que avançou sustentado pela previsão do professor da Universidade de Nova York Nouriel Roubini de que a economia deve sair da recessão por volta do final de 2009. Isso também deu força aos dados positivos que haviam sido deixados de lado mais cedo. Dow Jones subiu 1,11%, aos 8.711,82 pontos, S&P teve ganho de 0,86%, aos 940,74 pontos, e Nasdaq mostrou alta de 1,19%, aos 1.885,03 pontos.

Recuperação
Foram divulgados ontem nos EUA os balanços do JPMorgan (lucro líquido de US$ 2,7 bilhões no segundo trimestre), os dados de auxílio-desemprego (queda nos pedidos de auxílio-desemprego), e o índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia, que caiu de -2,2 em julho para -7,5 em julho. Também foram citados dados divulgados na China, que mostram recuperação da atividade, entre eles a alta de 7,9% no PIB do segundo trimestre ante o mesmo intervalo de 2008, acima dos 7,7% esperados pelos analistas. Esses dados deram reforço ao desempenho das ações das siderúrgicas. CSN ON teve elevação de 2,49%, Gerdau PN, de 3%, Metalúrgica Gerdau PN, de 3,80%, e Usiminas PN, 2,59%.

Dólar
O dólar no mercado doméstico oscilou entre leves alta e queda até o começo da tarde, quando firmou-se em terreno negativo em meio à melhora das Bolsas norte-americanas e brasileira. As novas previsões de Nouriel Roubini, sobre o fim da recessão nos EUA conduziu à tarde os índices de ações em Wall Street para o positivo, renovando a disposição para compras na Bovespa. ''O dólar perdeu força aqui e no exterior em sintonia com a movimentação das Bolsas'', disse um operador de Tesouraria de um banco privado nacional.

Baixas
Com este quadro, o dólar à vista encerrou em baixa pelo quarto dia seguido no balcão e quinto dia consecutivo na BM&F, cotado a R$ 1,930, com perdas respectivas de 0,26% e 0,21% - este é o menor valor da moeda desde 1º de julho, quando encerrou a R$ 1,929. No mercado futuro, os negócios também diminuíram. O vencimento de dólar em 1º de agosto/09 caiu 0,05%, cotado a R$ 1,9365, após oscilar de R$ 1,922 (-0,80%) a R$ 1,9475 (+0,52%), informou um operador. Este vencimento girou cerca de US$ 10,028 bilhões ou 26% a menos do que os US$ 13,536 bilhões registrados no dia anterior. O giro total negociado com quatro vencimentos de dólar ontem somou US$ 10,103 bilhões, ante US$ 13,725 bilhões anteriormente.

Leilão
No leilão vespertino do BC, a taxa de corte foi fixada em R$ 1,9332. Esta taxa era um pouco menor do que a cotação do dólar à vista na hora do leilão, de R$ 1,935 no balcão e de R$ 1,934 na BM&F, ambos em estabilidade. No mercado de moedas, a expectativa de que a China continue a segurar a cotação do yuan nos próximos meses fez a unidade chinesa permanecer estável em relação à moeda norte-americana, apesar das notícias de forte recuperação da economia chinesa no segundo trimestre. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8312 yuans, de 6,8317 yuans do fechamento de quarta-feira.

Juros
Os juros futuros fecharam a negociação normal da BM&F sem tendência definida, com os contratos de curto e médio prazos entre leve queda e a estabilidade, enquanto os vencimentos a partir de 2012 encerraram pressionados. O DI janeiro de 2011 (146.780 contratos) estava em 9,77%, de 9,78% quinta-feira. O DI janeiro de 2010 (111.810 contratos) projetava 8,67%, de 8,68% e 8,69% no fechamento e ajuste de quinta. O DI janeiro de 2012 (50.330 contratos) marcava 11,05%, de 11,01% no fechamento e 11,04% no ajuste anteriores.

(Agência Estado)

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