MERCADO FINANCEIRO
Bolsas europeias subiu
Dólar desceu
Em queda
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,935, o que significa uma queda de 1,72% sobre a cotação de terça-feira. Trata-se da menor taxa desde 12 de junho. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,955 e R$ 1,934. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 2,050, em baixa de 1,91%. Em uma semana, a taxa cambial recuou 3,92% e no mês, 1,37%.
Juros futuros
As taxas de juros projetadas no mercado futuro da BM&F mostraram direções díspares nos contratos de prazo mais longo. Ontem, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sugeriu que as taxas de juros do mercado ainda embutem expectativas muito altas para a inflação. No contrato que projeta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista recuou de 8,71% ao ano para 8,69%; para janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 9,75% para 9,78%.
Positivo
O fluxo de dólares entre o Brasil e o exterior ficou positivo em US$ 436 milhões nos dez primeiros dias de julho, segundo dados do Banco Central. Isso significa que, neste período, houve mais dólares entrando do que saindo do país. O fluxo é dividido em duas partes. Na área comercial, o fluxo ficou negativo em US$ 161 milhões. O BC considera também nessa conta os dólares que entram por meio de operações financeiras, como aplicações, investimentos, gastos e remessas. Nesse caso, o fluxo ficou positivo em US$ 597 milhões.
Compensação
No acumulado do ano, o fluxo cambial está positivo em US$ 3,101 bilhões. No mesmo período do ano passado, estava positivo em US$ 15 bilhões. Entre janeiro e o começo de julho, saíram do país US$ 9,565 bilhões na área financeira. Esse resultado negativo foi compensado pela entrada de US$ 12,666 bilhões no comércio exterior.
Intervenções
O Banco Central também informou ontem já ter comprado US$ 222 milhões em julho no mercado de dólar à vista. Essas compras são aquelas que afetam o nível das reservas internacionais, que estão hoje em US$ 209 bilhões. O BC também registrou o retorno para as reservas de empréstimos em dólares que venceram nesse período. Foram US$ 1,5 bilhão de operações de recompra e US$ 181 milhões de empréstimos.
Ganhos europeus
As Bolsas europeias fecharam em alta ontem, com os ganhos registrados nos papéis dos setores bancário e de tecnologia. A Bolsa de Londres fechou em alta de 2,57% no índice FTSE 100, aos 4.346,46 pontos; a Bolsa de Paris subiu 2,90% no índice CAC 40, para 3.171,27 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 3,07% no índice DAX, para 4.928,44 pontos; a Bolsa de Zurique teve alta de 2,02% no índice Swiss Market, que ficou com 5.473,33 pontos; e a Bolsa de Madri valorizou 2,79%, para 1.029,72 pontos no índice Madrid General.
Beneficiado
O setor de tecnologia se beneficiou com as boas notícias da fabricante holandesa de semicondutores ASML e da americana Intel. A ASML informou que sua receita no terceiro trimestre deve ficar em US$ 634,5 milhões, contra 390,5 milhões no segundo. Já a Intel perdeu US$ 398 milhões de abril a junho, registrando seu primeiro prejuízo trimestral desde 1986. Mesmo assim, o resultado superou as expectativas e a empresa projeta uma receita de US$ 8,1 bilhões a US$ 8,9 bilhões no terceiro trimestre, contra previsões de US$ 7,8 bilhões dos analistas.
Bolsa de Tóquio
O índice Nikkei 225 da bolsa de valores de Tóquio fechou em leve alta, uma vez que as ações das empresas de tecnologia se recuperaram, influenciadas pela divulgação do balanço da Intel, compensando as perdas registradas pelos papéis do setor imobiliário. O índice subiu 7,44 pontos, ou 0,1%, encerrando em 9.269,25 pontos.
Expectativa
De acordo com os analistas, o mercado aguarda a divulgação dos balanços corporativos nos EUA nesta semana, incluindo os de empresas importantes como JPMorgan Chase e IBM. Os investidores procuram por sinais de que os planos de investimentos das indústrias de manufaturas do Japão podem melhorar no futuro próximo. Os papéis das fabricantes de equipamentos para produção de chips tiveram um desempenho acima do mercado. A Tokyo Electron subiu 0,9% e a Nikon, 1,7%, depois que a Intel divulgou resultados melhores do que o esperado no segundo trimestre e ofereceu uma perspectiva otimista para o terceiro trimestre.
Na Ásia
Os resultados do segundo trimestre divulgados terça-feira nos Estados Unidos pelo banco Goldman Sachs e pela Intel impulsionaram também as ações bancárias e do setor de tecnologia nas bolsas de valores asiáticas. Na China, o mercado foi estimulado também pelos dados sobre a oferta monetária e o investimento estrangeiro, divulgados pelo banco central chinês.
Das agências





