MERCADO FINANCEIRO
DOW JONES EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Volatilidade
A Bovespa teve ontem outra sessão volátil, mais uma vez descolada do comportamento preponderante do mercado norte-americano. Muitos dados relevantes esperados para ontem foram bons, principalmente o balanço do Goldman Sachs, mas os investidores, lá, não mostraram o mesmo entusiasmo da véspera em fazer compras. O PPI (índice de inflação ao produtor) acima das previsões e o temor do avanço do desemprego foram citados como freio às compras nos EUA.
Perdas
No Brasil, a realização de lucros, sobretudo pelos estrangeiros, e o vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira foram as explicações para mais essa sessão de queda. O Ibovespa terminou em baixa de 0,64%, aos 48.872,58 pontos, menor pontuação desde os 48.679,19 pontos de 13 de maio. No mês, esta foi a sétima sessão, dentre nove, em que a Bovespa recuou, acumulando perdas de 5,04%. No ano, a Bolsa ainda sobe 30,15%. O giro financeiro somou R$ 4,815 bilhões.
Lucros
Ontem, o Goldman Sachs divulgou lucro por ação de US$ 4,93 no segundo trimestre ante US$ 4,58 em igual período do ano passado. Já as vendas no varejo dos EUA subiram 0,6% em junho, após alta de 0,5% em maio, ajudadas pelas compras de gasolina e automóveis. Mas o PPI veio pior que a previsão (+1,8% ante 1% estimado e o núcleo ficou em +0,5%, ante aposta de estabilidade). O Dow Jones terminou o pregão em alta de 0,33%, aos 8.359,49 pontos, o S&P avançou 0,53%, aos 905,83 pontos, e Nasdaq ganhou 0,36%, aos 1.799,73 pontos.
Papéis
A Bovespa registrou ordens de vendas de estrangeiros, principalmente em Vale e Petrobras. Vale fechou na contramão dos metais, que avançaram, mas Petrobras acabou seguindo o petróleo, que virou no final e caiu. Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto terminou com variação negativa de 0,28%, a US$ 59,52 o barril. Petrobras ON terminou em queda de 0,41% e PN, de 0,67%. Vale teve perdas mais robustas: a ON caiu 0,86% e a PNA, 1,42%. As maiores altas do Ibovespa foram TAM PN (+6,49%) e Gol PN (+5,57%). Também contribuiu para a alta o relatório do Bank of America elevando a recomendação dos dois papéis para compra.
Dólar
O dólar no mercado doméstico caiu, ontem, pelo segundo dia consecutivo, acumulando perda de 1,55% no balcão nesse período. A moeda norte-americana oscilou em terreno negativo, abaixo de R$ 2 durante toda a sessão, que foi marcada pela fraca volatilidade e baixo volume de negócios. No fechamento, o dólar no balcão estava na mínima intraday, a R$ 1,969, em queda de 0,56% - mesma cotação e variação de encerramento do pronto na BM&F. No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de agosto de 2009 estava na mínima da sessão, em queda de 0,88%, a R$ 1,9690; a máxima mais cedo foi de R$ 1,9870.
Segundo um operador de tesouraria de um banco europeu, os investidores, principalmente estrangeiros, que compraram moeda no mercado futuro desde o começo do mês e reforçaram essas apostas na quarta-feira passada, antes do feriado estadual em São Paulo e quando as cotações do dólar à vista e futuro ultrapassaram os R$ 2, passaram a reverter essas posições na segunda-feira principalmente e também ontem. Isso justifica o recuo das cotações, uma vez que faltou apetite pela compra da divisa norte-americana. Como o fluxo cambial foi equilibrado ontem e as ofertas de dólar não encontraram demanda equivalente, a taxa cedeu.
Operador
É consenso entre os operadores de mesas de câmbio consultados de que a tendência de médio e longo prazo do dólar é de baixa. No leilão vespertino ontem, o Banco Central fixou a taxa de corte para compra de dólar em R$ 1,9732. Após essa operação, as cotações à vista renovaram as mínimas intraday. No exterior, o dólar exibia no fim da tarde leves altas ante o euro e o iene. O euro caiu 0,24%, a US$ 1,3950; e o dólar subia 0,32%, a 93,38 ienes.
Juros futuros
A alta exibida pelos juros futuros, em reação aos dados das vendas do varejo em maio, não teve fôlego para se sustentar e as taxas viraram para queda ainda pela manhã, tendo ampliado o movimento a partir da última hora da negociação normal na BM&F. As declarações dadas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a respeito dos prêmios embutidos na curva a termo esta tarde levaram os vencimentos futuros às mínimas.
Queda
O DI janeiro de 2011 (198.840 contratos) encerrou esta etapa no menor patamar do dia, a 9,74%, de 9,86% no ajuste e 9,89% no fechamento de segunda-feira. O DI janeiro de 2012 (102.825 contratos) cedeu a 10,93%, de 11,09% e 11,13% no ajuste e fechamento segunda. O DI janeiro de 2010 (144.950 contratos) projetava 8,71%, de 8,74% e 8,73% no fechamento e ajuste segunda.
(Agência Estado)





