NASDAQ EM ALTA
BOVESPA EM QUEDA

Volatilidade
A Bovespa não se deixou entusiasmar pelo bom desempenho das bolsas norte-americanas neste início de semana e fechou em queda de 0,07%. Numa sessão marcada pela volatilidade, oscilou entre altas e baixas, influenciada pelo desempenho frágil das blue chips Vale e Petrobras. As siderúrgicas também não ajudaram, mas o setor financeiro foi destaque de ganhos e ajudou a equilibrar o desempenho. Os papéis dos bancos acompanharam o comportamento de seus pares em Wall Street, favorecidos pela elevação da recomendação das ações do Goldman Sachs e pela expectativa de balanços não tão fracos na safra do segundo trimestre.

Giro financeiro
O Ibovespa terminou aos 49.186,93 pontos. Na mínima, registrou 48.262 pontos (-1,95%) e, na máxima, os 49.644 pontos (+0,86%). No mês, acumula perdas de 4,43% e, no ano, ganho de 30,99%. O giro financeiro somou R$ 4,877 bilhões. Ontem, a queda do petróleo na Nymex, que registrou recuo de 0,33% nos contratos para agosto (US$ 59,69 barril) refletiu nas ações da Petrobras. No final da sessão, Petrobras ON terminou em -0,19% e PN, em +0,40%.

Exterior
No exterior, os investidores em Nova York se entusiasmaram com a recomendação de compra para o Goldman Sachs pela respeitada analista Meredith Whitney. Com seu aval, as ações do Goldman acabaram subindo, também à espera do balanço trimestral que sai hoje. Dow Jones terminou o dia em alta de 2,27%, aos 8.331,68 pontos, S&P avançou 2,49%, aos 901,05 pontos, e Nasdaq terminou em 2,12%, em 1.793,21 pontos. O setor financeiro foi destaque de elevação.

Papéis
No Brasil, além de Petrobras, Vale também titubeou. Além da queda de alguns metais, também pesou sobre as ações a greve dos funcionários da subsidiária da empresa no Canadá, a Vale Inco. Vale ON terminou estável e Vale PNA subiu 0,71%. As siderúrgicas recuaram em bloco, lideradas por Usiminas. Os papéis PNA desta empresa caíram 5,53%, e os ON, 5,19%, segunda e terceira maiores quedas do Ibovespa, depois que o relatório de um banco estrangeiro indicou que o balanço da empresa no segundo trimestre deve ser mais fraco. Gerdau PN perdeu 1,79%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,36%, e CSN ON, 0,79%.

Dólar
O dólar iniciou a semana nos mercados à vista e futuro abaixo do nível psicológico de R$ 2,00 em meio à retomada do apetite por risco no mercado internacional. No começo do dia, as cotações da moeda ultrapassaram esse patamar de preço, refletindo compras principalmente de investidores estrangeiros que saíram da Bovespa. Contudo, a elevação da recomendação para compra de ações do banco Goldman Sachs amparou firme melhora das Bolsas na Europa e nos EUA com reflexos no segmento de câmbio.

Fechamento
No fechamento, o dólar à vista estava em queda, cotado a R$ 1,980 no balcão (-1,00%) e na mínima da BM&F (-1,05%). A mínima do pronto no balcão foi de R$ 1,979 (-1,05%). As máximas, registradas pela manhã, foram de R$ 2,010 (+0,50%) no balcão e na BM&F (+0,45%). No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de agosto de 2009 era cotado a R$ 1,984, em baixa de 0,95%, após oscilar de mínima à tarde de R$ 1,9815 (-1,07%) e máxima pela manhã de R$ 2,0195 (+0,82%). Este vencimento girou cerca de US$ 10,075 bilhões, de um total movimentado com seis vencimentos de dólar, de US$ 10,227 bilhões.

Leilão
No leilão vespertino, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,9819. A autoridade monetária informou que as reservas internacionais subiram US$ 82 milhões na última sexta-feira para US$ 209,258 bilhões no conceito de liquidez internacional. No mercado internacional, o euro subiu 0,37%, a US$ 1,3988; a libra esterlina ganhava 0,12%, a US$ 1,6232; e o dólar avançava 0,40%, a 92,89 ienes.

Juros
A curva de juros manteve-se pressionada até o fechamento da negociação normal da BM&F, ainda refletindo o movimento de realização de lucros que marcou a sessão desde a abertura dos negócios. Diante da agenda fraca de indicadores econômicos de ontem, o mercado aproveitou o resultado da pesquisa Focus do Banco Central, novas notícias desfavoráveis na área fiscal e a melhora do humor externo para recompor um pouco dos prêmios queimados ao longo da semana passada.

Déficit
Faltando três meses para o fim do ano fiscal do governo dos Estados Unidos, o déficit fiscal ultrapassou a casa dos US$ 1 trilhão pela primeira vez na história. O Departamento do Tesouro informou ontem que o déficit fiscal americano foi de US$ 94,3 bilhões no mês de junho, atingindo aproximadamente US$ 1,1 trilhão no acumulado do ano fiscal, iniciado em outubro do ano passado. O déficit é puxado principalmente pelos gastos do governo local para frear a recessão e a crise financeira, além de sofrer com a queda na arrecadação de impostos causada pela menor atividade econômica.

(Das agências)

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