MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DOW JONES EM QUEDA
Liquidez
O intervalo nos negócios devido ao feriado de quinta-feira em São Paulo enxugou a liquidez no mercado acionário doméstico, o que não impediu o principal índice à vista de trabalhar praticamente toda a sessão colada a Wall Street. Tudo indicava que ontem a Bovespa fecharia em queda pela sexta sessão consecutiva, mas esse cenário mudou nos ajustes finais e o principal índice doméstico garantiu um pequeno ganho de 0,09%.
Bolsas
A Bovespa encerrou o dia de ontem aos 49.220,78 pontos. Na semana, acumulou baixa de 3,36%, e, no mês, perde 4,36%. Em 2009, tem elevação de 31,08%. Ontem, Wall Street não teve um grande tombo. O Dow Jones fechou em baixa de 0,45%, aos 8.146,52 pontos, e o S&P recuou 0,40%, aos 879,13 pontos. O Nasdaq subiu 0,20%, aos 1.756,03 pontos, com ajuda do upgrade de empresas de hardware como a Dell pelo Goldman Sachs.
Déficit
Foi divulgado ontem o déficit comercial norte-americano (de US$ 25,96 bilhões em maio, menos que os US$ 30 bilhões esperados); e os preços das importações (alta de 3,2% em junho ante maio, a maior alta desde setembro de 1990, quando também avançaram 3,2%). Outro destaque norte-americano foi o anúncio do fim do processo de concordata da GM.
Destaques
Aqui, as ações da Petrobras contiveram as perdas do principal índice à vista ao fecharem em alta firme, na contramão do preço do petróleo no mercado externo. Petrobras ON terminou em alta de 2,33% e PN, de 1,92%. Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto recuou 0,86%, para US$ 59,89. Vale e siderúrgicas acompanharam a queda dos metais. Vale ON encerrou o dia em baixa de 0,18%, PNA, de 0,43%, Gerdau PN, de 0,68%, Usiminas PNA, de 3,98%, CSN ON, de 0,20%. Metalúrgica Gerdau PN, ao contrário, subiu 0,29%. O setor financeiro também foi destaque negativo: Bradesco PN perdeu 0,67%, Itaú Unibanco PN, 1,15%, e BB ON, 1,90%.
Dólar
O dólar no mercado doméstico sustentou-se ontem acima do suporte psicológico de R$ 2,00. No segmento spot, o pronto manteve-se em terreno positivo o dia todo, mas chegou a bater momentaneamente em R$ 1,999. Já no mercado futuro as cotações devolveram os ganhos iniciais e recuaram na sessão vespertina, embora tenham permanecido acima de R$ 2,00 o tempo todo. No fechamento, o dólar foi cotado a R$ 2,00 no balcão, em alta de 0,40%.
Perdas
Na BM&F, a cotação do dólar à vista encerrou em R$ 2,001, em baixa de 0,40% uma vez que não houve negócios quinta na bolsa e a referência comparativa foi a taxa de encerramento na quarta-feira, de R$ 2,009. As mínimas foram de, respectivamente, R$ 1,999 e R$ 2,0007; e as máximas, no início do dia, de R$ 2,018 e R$ 2,030. Na semana, o dólar subiu 2,46% no balcão e 2,59% na BM&F. No mês, o pronto acumula ganho de 1,83% e 1,99%. Contudo, no ano, as perdas apuradas são de 14,35% e 13,49%, respectivamente.
Movimentação
No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de agosto foi cotado a R$ 2,0045, em baixa de 0,42%, após recuar até mínima em R$ 2,004 (-0,45%); a máxima foi de R$ 2,037 (+1,19%). De acordo com a assessoria de imprensa da BM&F, este vencimento de dólar futuro movimentou cerca de US$ 9,469 bilhões, de um total negociado com cinco vencimentos, de US$ 9,477 bilhões. No leilão no início da tarde, o Banco Central comprou dólar no mercado à vista com taxa de corte de R$ 2,006, pouco abaixo da taxa do pronto naquele momento, de R$ 2,008 (+0,80%) no balcão e de R$ 2,007 (-0,10%) na BM&F.
Juros futuros
Os dados do emprego industrial em maio divulgados pelo IBGE deram gás extra ao recuo dos juros futuros ontem. O pessimismo no mercado externo também continuou contribuindo para a ampliação das posições vendidas na BM&F, refletido na queda das ações e das commodities agrícolas, metálicas e petróleo. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI mais líquido, janeiro de 2011, (98.345 contratos) projetava 9,74%, de 9,77% e 9,78% no ajuste e fechamento na quarta-feira.
Europa
As bolsas europeias fecharam em queda ontem, em um dia de volume menor de negócios, conforme os investidores optam por ficar de fora para se preparar para o começo da temporada de divulgação de balanços na Europa na próxima semana, com o relatório da Philips Electronics na segunda-feira. As ações de empresas farmacêuticas ajudaram a puxar os índices para baixo, com destaque para queda de 1,3% da GlaxoSmithKline, e declínio de 1,8% da Novartis.
Índices
O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 recuou 1,1%, para 198,28 pontos, acumulando queda de 3,4% na semana. Em termos de mercados locais, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres caiu -0,76% - na semana, o recuo acumulado foi de 2,58%. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX perdeu -1,16%, com desvalorização de 2,80% na semana. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 1,42%, perdendo 4,37% no acumulado da semana. Em Madri, o índice IBEX-35 recuou -1,04%, - o declínio na semana foi de 3,74%.
(Das agências)





