MERCADO FINANCEIRO
NASDAQ EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Bom humor
O mercado externo amanheceu de melhor humor ontem, de feriado em São Paulo. Apesar do prejuízo, os investidores digeriram bem os números da Alcoa e também os indicadores conhecidos nos Estados Unidos. Assim, o dólar comercial negociado ontem em volume estreitíssimo acabou interrompendo uma sequência de três altas e voltou a fechar abaixo de R$ 2.
Giro financeiro
Segundo fontes, o giro ontem registrado na Clearing da BM&F girou em torno de US$ 300 milhões, muito abaixo do cerca de US$ 1,5 bilhão movimentado diariamente, já que o principal mercado - São Paulo - não funcionou. O dólar comercial encerrou o pregão na mínima cotação do dia, em baixa de 0,90%, a R$ 1,9920. Na máxima do dia, foi cotado a R$ 2.
Indicadores
Na quarta-feira a produtora de alumínio Alcoa, dos Estados Unidos, anunciou prejuízo líquido de US$ 0,47 por ação no segundo trimestre deste ano, mais do que a previsão de US$ 0,38 dos analistas. Apesar disso, os investidores gostaram da receita, que somou US$ 4,2 bilhões, melhor que a previsão de US$ 3,93 bilhões. Também foram bem digeridos os dados de pedidos de auxílio-desemprego, que caíram 52 mil na semana até 4 de julho, ante previsão de redução de 4 mil. Outro indicador divulgado ontem por lá foi o de estoques do atacado, que recuou 0,8% em maio, enquanto economistas esperavam queda de 1%.
Bolsas
Tais informações levaram as bolsas norte-americanas a operarem no azul quase a sessão toda. O Dow Jones e o S&P chegaram a oscilar temporariamente em baixa. No fim do pregão, Dow Jones fechou praticamente estável, aos 8.183 pontos. O Nasdaq manteve-se no azul, fechando em alta de 0,31% aos 1.752 pontos.
Reservas
O dólar recuou em relação ao euro e à libra esterlina ontem, quando o apetite pelo risco retornou e a condição do dólar como moeda de reserva global voltou ao foco do mercado. O encontro do G8, que poderia adicionar alguma volatilidade à moeda no exterior, não trouxe nenhum impacto, mesmo após o conselheiro de Estado da China, Dai Bingguo, ter defendido, durante o encontro, que o regime internacional de moedas deve ser mais diversificado. A Casa Branca declarou que não vê nenhuma ameaça ao status do dólar como moeda de reserva internacional, minimizando os pedidos por um conjunto mais diverso de moedas de reserva.
Risco
Fato é que embora os dados tenham amainado o sentimento de aversão a risco, ele não se dissipou, já que, embora melhores, os números mostram uma situação bastante frágil da economia norte-americana. No caso do balanço da gigante Alcoa, o prejuízo cresceu e, no dado de pedidos de auxílio-desemprego, o número de pessoas na lista é elevado e tende a aumentar, já que as demissões previstas na indústria automobilística não aconteceram na proporção prevista pelo governo. Esses efeitos, no entanto, devem ter efeito a partir de hoje, com a volta dos investidores ao mercado doméstico, e com mais vigor na segunda-feira, já que muitos emendarão a folga paulista com o final de semana.
Inflação I
O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) da cidade de São Paulo, com período de coleta até 7 de julho, apresentou alta de 0,28%, com aceleração de 0,26 ponto porcentual em relação ao da semana passada, coletado até o dia 30 de junho, que ficou em 0,02%. O indicador, porém, ainda ficou abaixo da média nacional, que registrou 0,31% nesta semana e 0,12% na anterior.
Inflação II
A inflação medida pelo IPC-S desta semana foi positiva em todas as sete capitais pesquisadas e também demonstrou aceleração em cinco capitais, além de São Paulo: Rio de Janeiro, de 0,24% para 0,28%; Belo Horizonte, de 0,19% para 0,50%; Porto Alegre, de 0,09% para 0,26%; Recife, de -0,12% para 0,14% e Salvador, de 0,28% para 0,41%.
Desembolsos
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social divulgou ontem um aumento de 10,8% nos desembolsos no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período do ano passado, totalizando R$ 42,9 bilhões. As consultas para novos investimentos cresceram 40% no período. Os desembolsos para o setor industrial subiram 8%. Para o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, os dados mostram que ''o pior da crise já passou''.
Juros
O BoE (Banco da Inglaterra, o banco central britânico) manteve a taxa básica de juros em 0,5% ao ano, o menor nível histórico. A autoridade monetária britânica também deixou inalterado o volume de dinheiro injetado nos mercados para incentivar os empréstimos dos bancos a empresas e particulares, em 125 bilhões de libras. O governo havia autorizado o BoE a desbloquear até 150 bilhões de libras para as compras de ativos (obrigações de Estados e de empresas) para reativar o mercado de crédito.
(Das agências)





