MERCADO FINANCEIRO
DÓLAR EM ALTA
BOVESPA EM QUEDA
Bovespa
A Bovespa se manteve ontem atrelada ao comportamento das bolsas norte-americanas e fechou novamente em baixa, pela quarta sessão seguida. Puxado principalmente por Vale, o índice perdeu o suporte de 50 mil pontos, para fechar em baixa de 2,3% - menor nível desde 24 de junho. A Bolsa terminou a sessão aos 49.456,70 pontos. Na mínima do dia, registrou os 49.400 pontos (-2,41%) e, na máxima, os 50.621 pontos (estabilidade).
Perdas
Nestas quatro sessões seguidas de baixa, acumulou perdas de 4,05% que, em julho, são um pouco menores (-3,90%), já que no primeiro pregão o índice subiu 0,15%. Em 2009 até ontem, a Bolsa acumula alta de 31,71%. O volume financeiro totalizou R$ 5,441 bilhões, engrossado na reta final da sessão.
Incertezas
A justificativa para o desempenho dos mercados ontem - e nas últimas sessões - é a incerteza sobre o rumo da economia global, sobretudo norte-americana, depois dos dados fracos sobre o mercado de trabalho. Como a agenda está vazia de indicadores, os investidores ficam sem norte e também preferem não arriscar, já que tem início hoje a temporada de balanços do segundo semestre, para a qual não se esperam números muito animadores.
Pressão
Ontem, assim como ao longo desta semana, Wall Street comandou os negócios também por aqui. Em Nova York, as bolsas trabalharam a sessão toda em queda, e ampliaram a queda no finalzinho, pressionadas pelo sentimento negativo dos investidores quanto à recuperação da economia e pela fraqueza nos papéis de petrolíferas e de empresas do segmento industrial.
Índices
O Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,94%, aos 8.163,60 pontos. O S&P 500 recuou 1,97%, aos 881,03 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,31%, aos 1.746,17 pontos. Na Europa, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 0,19%, para 4.187,00 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 1,15%, para 4.598,19 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 1,09%, para 3.048,57 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 recuou 0,51%, para 9.520,00 pontos.
Papéis
No Brasil, o tombo das ações da Vale foi fundamental para o desempenho do índice. Os papéis PNA despencaram 5,55% e os ON, 5%, respectivamente a segunda e terceira maiores quedas do Ibovespa. BradesPar, que integra o bloco de controle da Vale, liderou as perdas do Ibovespa, com -5,58% na ação PN. Esse sinal negativo também se espalhou pelas siderúrgicas. Metalúrgica Gerdau e Gerdau tiveram as maiores quedas do setor, de 3,82% e 3,56%, respectivamente, nas ações PN. Petrobras também fechou em baixa, na esteira do recuo do preço do petróleo. Petrobras ON terminou em -0,99% e PN, em -2,30%. Na Nymex, o contrato para agosto fechou em baixa de 1,75%, aos US$ 62,93 o barril.
Dólar
O dólar no mercado doméstico inverteu sinal para alta no início da tarde e atingiu níveis de stop loss, passando a renovar as máximas intraday várias vezes. A correção refletiu ajustes à piora das Bolsas norte-americanas e brasileira e à alta da moeda norte-americana no exterior. Além disso, internamente, ajudaram a amparar a correção o fluxo cambial negativo decorrente de remessas de lucros e dividendos por empresas e investidores estrangeiros diante da percepção de menor oportunidade de ganhos na Bovespa e no mercado de renda fixa, por causa da perspectiva de continuidade da queda da taxa Selic em meio aos sinais de fraqueza da economia local.
Mercado futuro
A atuação permanente do Banco Central, que está com posição nivelada no mercado de derivativos e mantém demanda diária no mercado à vista, ainda que em volumes considerados pequenos, também ajudou a amparar o avanço da moeda. No mercado futuro, o dólar com vencimento em agosto/09 ultrapassou os R$ 2,00 mais cedo e atingiu a máxima de R$ 2,008 (+2,29%), sendo que, mais tarde, o contrato projetou taxa de R$ 2,003 (+2,04%).
À vista
No mercado à vista, o dólar renovou as máximas várias vezes durante à tarde e aproximou-se dos R$ 2,00. No fechamento, o pronto no balcão subiu 1,68%, para R$ 1,993 - maior patamar desde o encerramento em 22 de junho, a R$ 2,024. As cotações no balcão oscilaram entre mínima pela manhã de R$ 1,945 (-0,77%) e máxima à tarde de R$ 1,997 (+1,89%). Na BM&F, o pronto encerrou com ganho de 1,58%, cotado a R$ 1,992, após mover-se entre mínima em R$ 1,945 e máxima em R$ 1,998. No mercado de moedas, o euro caiu 0,42%, a US$ 1,3918; a libra esterlina recuou 0,94%, a US$ 1,6129.
Juros
Os indicadores industriais da CNI considerados fracos, o IGP-DI de junho no piso das estimativas e a depressão dos mercados externos foram os principais suportes para a inclinação negativa da curva de juros na BM&F ontem. Às 16 horas, ao término na negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (145.885 contratos) estava em 9,79%, de 9,85% e 9,86% no ajuste e fechamento de segunda-feira. O DI janeiro de 2010 (93.595 contratos) caía a 8,72%, de 8,74% na sessão anterior.
(Agência Estado)





