BOVESPA EM QUEDA
DÓLAR EM ALTA

Fraco
Numa semana fraca de indicadores, com um feriado no Estado de São Paulo na quinta-feira (data da revolução Constitucionalista) para intercalar as operações e em meio à aversão a risco no mercado externo, a Bovespa iniciou a semana em baixa. Realização de lucros, com a ajuda de investidores estrangeiros principalmente na venda das blue chips, ditou o rimo do pregão.

Baixa
Na hora final, entretanto, as perdas diminuíram um pouco, com a melhora das bolsas norte-americanas. O Ibovespa terminou em baixa de 0,61%, aos 50.622,47 pontos. Na mínima do dia, registrou 49.691 pontos (-2,44%) e, na máxima, os 50.932 pontos (-0,01%). No mês, acumula perdas de 1,64% e, no ano, ganhos de 34,81%. O giro financeiro não foi muito forte e totalizou R$ 3,942 bilhões.

Petrobras
Ontem, Petrobras ON terminou em -2,90% e PN em -2,18%, influenciadas pelo tombo de 4,02% no contrato para agosto do petróleo negociado na Nymex. O barril terminou cotado a US$ 64,05. A estatal confirmou à tarde que suspendeu a produção na área de Tupi, em razão de um problema de fabricação nos parafusos de fixação de um equipamento, cuja substituição pode levar de três a quatro meses.

''Morna''
Vale também seguiu o recuo dos metais e terminou em baixa, de 1,78% na ON e 1,80% na PNA. A queda de Vale também se replicou no setor siderúrgico: Gerdau PN, -1,67%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,33%, e CSN ON, -1,25%. Exceção, Usiminas PNA virou no final e subiu 0,64%. Em Wall Street, o Dow Jones terminou com ligeira alta, mas a sessão foi bem ''morna'', com giro menor em razão das férias de verão no Hemisfério Norte. No final, registrou +0,53%, aos 8.324,87 pontos. Nasdaq terminou em -0,51%, aos 1.787,40 pontos.

Oscilação
O dólar no mercado doméstico oscilou em terreno positivo ontem, mas devolveu boa parte dos ganhos durante à tarde acompanhando a virada para alta do euro no mercado de moedas e a recuperação do índice Dow Jones em Nova York. A cautela foi retomada na maior parte da sessão no exterior, após o feriado norte-americano na sexta-feira, por causa de novos sinais reforçando a continuidade da contração da atividade nos EUA em junho.

Dólar
No fechamento, o dólar subiu 0,41%, a R$ 1,960 no balcão; e ganhou 0,54%, a R$ 1,961 na BM&F. As mínimas, registradas à tarde, foram de R$ 1,959 e R$ 1,958, respectivamente; já as máximas, pela manhã, foram de R$ 1,984 e R$ 1,982. O giro em D+2 estimado aumentou 44%, para cerca de US$ 1,6 bilhão. No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de agosto de 2009 projetava leve taxa de R$ 1,963, com leve alta de 0,10%, após ceder até mínima em R$ 1,960 (-0,05%). Mesmo com o dólar em terreno positivo, o Banco Central realizou seu leilão diário vespertino de compra e fixou a taxa de corte em R$ 1,9703.

Juros
Os contratos de juros mais líquidos abriram a semana dando sequência ao movimento de queda das últimas sessões. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (64.505 contratos) projetava 9,85%, de 9,89% e 9,88% no fechamento e ajuste na sexta-feira. O DI janeiro de 2010 (59.570 contratos) cedia de 8,76% e 8,77% no fechamento e ajuste anteriores para 8,74%.

Crescimento
O Fundo Monetário Internacional prevê uma retomada do crescimento dos países emergentes, entre eles o Brasil, e revê para mais de 2% a expansão da economia mundial para 2010. Um dos cenários poderia ser o de um crescimento de 2,4%. Mas o FMI e toda a comunidade internacional ainda vislumbram importantes riscos e, até que os bancos não resolvam seus problemas, uma expansão sustentável não ocorrerá. As novas projeções serão reveladas hoje pelo FMI, que refez suas avaliações diante dos sinais positivos recebidos nos últimos meses.

'Fundo do poço'
A avaliação do FMI será de que o fundo do poço da crise já teria sido atingindo em abril e que os países emergentes crescerão acima do que se esperava em 2009. O Brasil também poderá ter seu crescimento revisto para cima e será indicado como um dos que sairá mais rápido do que os países ricos da crise. Pelas projeções iniciais do FMI, a economia mundial teria uma queda do PIB de 1,3% neste ano. Para 2010, a alta seria de 1,9%. Já o Brasil em 2009 teria uma queda que acompanharia a média mundial, de 1,3%.

Petróleo
Os preços do petróleo caíram ontem em Nova York, atingindo seus níveis mais baixos em mais de um mês, com os operadores preocupados com a persistente escassez da demanda. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet'' para entrega em agosto perdeu 2,68 dólares em relação ao fechamento de quinta-feira, encerrando a 64,05 dólares. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte caiu 1,56 dólares, fechando também a 64,05 dólares.


(Das agências)

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