Petróleo em baixa
Dólar em alta

Sem motivação
O feriado norte-americano paralisou o mercado doméstico de ações. O Ibovespa até teve alguma oscilação, mas tão perto da estabilidade que não se pode dizer que houve uma sessão. Os investidores - raros - não tiveram muita motivação para ir às compras, o que resultou no segundo menor giro financeiro do ano: apenas 1,674 bilhão. Assim o Ibovespa acabou fechando em baixa de 0,18%, aos 50.934,69 pontos.

Índices
Na semana o Ibovespa perdeu 1,07% e, no mês, acumula -1,03%. No ano, registra variação de +35,64%. A maior parte das ações do Ibovespa fechou no azul, mas as blue chips, os bancos e a maior parte das siderúrgicas terminaram em baixa, influenciando o resultado final do índice. No exterior, as commodities metálicas fecharam sem rumo definido, enquanto o petróleo no mercado futuro da Nymex recuava, mas em sessão de giro fraco. Petrobras ON, -0,86%, PN, -0,74%, Vale ON, -0,49%, e PNA, -0,43%.

Europa
Nas bolsas europeias, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres subiu 0,05%, para 4.236,28 pontos, acumulando queda de 0,11% na semana. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 0,22%, para 4.708,21 pontos, com queda de 1,43% na semana. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 0,10%, para 3.119,51 pontos, acumulando perda de 0,33% na semana. Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 0,67%, para 9.707,80 pontos, registrando alta de 0,22% na semana. Para a próxima semana, encurtada pelo feriado paulista da Revolução Constitucionalista de 1932, na quinta-feira, a agenda um pouco mais fraca pode ser benéfica à Bolsa.

Câmbio
Sem o mercado de capitais americano, os negócios do segmento de câmbio doméstico tiveram um dia bastante tranquilo, com os preços da moeda americana variando entre US$ 1,957 e R$ 1,939. Nas últimas operações de ontem, o dólar comercial foi cotado por R$ 1,953, praticamente estável (alta de 0,05%) sobre a cotação de quinta. O dólar turismo foi mantido em R$ 2,070. Profissionais das corretoras de moeda esperam um mês de julho ainda muito volátil.

Estabilidade
No fechamento, o dólar à vista ficou estável no balcão, cotado a R$ 1,952. Na BM&F, o pronto encerrou com leve baixa de 0,03%, a R$ 1,9505. O giro financeiro em D+2 estimado somou cerca de US$ 1,120 bilhão, com redução de cerca de 12,5% em relação ao volume em D+2 de US$ 1,280 bilhão registrado na quinta-feira.

Projeções
O dólar pode atingir R$ 1,70 no final do terceiro trimestre, mas há incertezas após esse período, acredita Michael Hugman, economista do Standard Bank em Londres. Segundo ele, os recursos devem continuar fluindo para os emergentes no curto prazo. Isso porque os investidores formaram grandes posições de caixa durante os meses mais agudos da crise, dinheiro que agora precisa ser realocado para recuperar as perdas registradas durante a turbulência.

Moedas
No mercado futuro, apenas três vencimentos de dólar foram negociados com um giro de cerca de US$ 3,503 bilhões. O contrato mais negociado, para agosto/09, recuou 0,15%, a R$ 1,962, após oscilar de R$ 1,955 (-0,51%) a R$ 1,966 (+0,05%) e movimentar cerca de US$ 3,489 bilhões do total. No leilão de compra diário, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,9505. No mercado de moedas o euro caiu 0,07%, a US$ 1,3973; a libra esterlina recuava 0,31%, a US$ 1,6323; e o dólar subia 0,07%, a 96,02 ienes.

Juros futuros
Os juros futuros mantiveram a inclinação para queda ontem, em sessão marcada pelo volume reduzido de negócios, reflexo da ausência de Wall Street. Ontem, o DI mais negociado, o janeiro de 2011, movimentou apenas 62.525 contratos até o encerramento da negociação normal da BM&F com taxa de 9,88%, de 9,93% e 9,92% no fechamento e ajuste de quinta-feira. O DI janeiro de 2010 (16.155 contratos) operava praticamente estável, em 8,77%, de 8,78% quinta. O DI janeiro de 2012 (7.610 contratos) passava de 10,95% e 10,97% no fechamento e ajuste anteriores para 10,94%.


Os preços do petróleo recuaram ontem, ainda sob reflexo dos dados negativos sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Os investidores se mantêm apreensivos em relação à economia do país, primeiro consumidor de petróleo do mundo. Na ICE (Bolsa Intercontinental de Futuros, na sigla em inglês), em Londres, o petróleo brent de referência na Europa encerrou a sessão em baixa de 1,83%, aos US$ 65,43, em relação ao fechamento anterior.

Eletrônico
O mercado eletrônico para o petróleo cru, com entrega em agosto, na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês) recuava 1,65%, para US$ 65,63 o barril em relação ao fechamento da sessão anterior. Quinta-feira, a matéria-prima encerrou negociada a US$ 66,73, com uma retração de quase 4%. Os dois mercados receberam as influências ainda dos dados nada animadores divulgados na quinta-feira sobre o desemprego nos EUA, cuja taxa chegou a 9,5% - mesma taxa vista em agosto de 1983, contra 9,4% em maio. Ao todo, 467 mil postos de trabalho foram eliminados no país em junho.

(Das agências)

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