MERCADO FINANCEIRO
Ações Eletropaulo PNB subiu
Bovespa desceu
Queda
Depois de três meses consecutivos de ganhos, período no qual subiu 39,32%, a Bovespa voltou a amargar queda. Com a saída dos investidores estrangeiros - justamente os responsáveis por conduzir os ganhos nos meses anteriores -, o principal índice doméstico terminou junho com baixa de 3,25%. No semestre, este foi o segundo mês de queda - em fevereiro, a Bolsa caiu 2,8% - o que não atrapalhou o resultado acumulado, considerado para lá de exuberante: +37,06%. Já o dólar fechou a terça-feira em R$ 1,964, encerrando o mês com queda de 0,30%. No ano, as perdas da moeda americana frente ao real atingiram 15,89%.
De virada
Ontem, os ventos até amanheceram favoráveis a mais um pregão de ganhos, em meio ao movimento de fim de mês e de semestre, onde os gestores tratam de melhorar o desempenho das carteiras. Mas a confiança do consumidor norte-americano entornou o caldo - e os indicadores europeus também não ajudaram. Assim, as bolsas, que vinham subindo, viraram e caíram. A Bovespa terminou em queda de 1,29%, aos 51.465,46 pontos. Na mínima, atingiu os 51.102 pontos (-1,99%) e, na máxima, os 52.435 pontos (+0,57%). O giro financeiro negociado hoje totalizou R$ 5,160 bilhões.
Influências
O que fez os ganhos da abertura se esvaírem foi o indicador da Conference Board. A confiança do consumidor norte-americano caiu de 54,8 em maio para 49,3 em junho. Além de contrariar a expectativa de melhora para 56 pontos, o indicador também voltou a ficar abaixo de 50, o que indica retração econômica. Isso acabou alimentando preocupações sobre a economia e sobre a sustentabilidade da melhora exibida até agora.
Bolsas norte-americanas
Com a influência do dado da Conference Board, as bolsas norte-americanas recuaram. O Dow Jones fechou em baixa de 0,97%, aos 8.447,00 pontos, o S&P recuou 0,85%, aos 919,32 pontos, e o Nasdaq sofreu redução de 0,49%, aos 1.835,04 pontos. No mês e no semestre, as bolsas acumularam, respectivamente, -0,63% e -3,75%; +0,02% e +1,85%; e +3,42% e +16,60%.
Avaliação
Ouvida pela ''Agência Estado'', uma fonte do mercado resumiu o desempenho do semestre. ''Não dá para reclamar. Achávamos que o Ibovespa chegaria hoje (ontem) nos 46 mil pontos e ele está nos 51 mil'', comparou. Este especialista do mercado de renda variável chamou a atenção, entretanto, que o segundo semestre não deve ser tão favorável às ações. ''Acho que os primeiros seis meses foram uma correção a um tombo exagerado, já que o Ibovespa caiu muito (até 29 mil pontos no pior momento da crise). O segundo semestre pode apresentar surpresas sobre a economia mundial'', avaliou. Poucas ações tiveram alta ontem. Uma delas foi Eletropaulo PNB, que subiu 2,15%, na segunda maior elevação do Ibovespa (+2,15%), depois que a Aneel autorizou reajuste médio de 13,03% para suas tarifas, a partir de sábado.
Câmbio
O dólar no mercado doméstico de balcão devolveu a queda intraday de até 1,12% pela manhã e encerrou a sessão em estabilidade, cotado a R$ 1,964. Na BM&F, o pronto terminou com leve baixa de 0,05%, a R$ 1,962, após ceder até 1,04% mais cedo. Em junho, o pronto perdeu ante o real, respectivamente, 0,30% e 0,41%; e no primeiro semestre, caiu 15,89%% e 15,18%, pela ordem. Ontem, o giro financeiro em D+2 estimado somou cerca de US$ 2,1 bilhões, informou a Renascença Corretora.
Pesos
Os negócios no último dia útil de mês, trimestre e semestre foram marcados pela disputa em torno da formação da taxa ptax e por um fluxo cambial negativo. A valorização externa do dólar ante o euro, a libra esterlina e o iene e a piora das bolsas norte-americanas após alguns indicadores ruins nos EUA, como os índices de preços de imóveis e o índice de confiança dos consumidores do Conference Board, também pesaram para a devolução das perdas intraday da divisa americana por aqui.
Juros
O mercado de juros teve momentos distintos ontem. Logo cedo, dados ruins dos EUA pressionaram os DIs e levaram as taxas a registrarem as máximas do dia. Após esse movimento, os juros continuaram em alta, porém, menor. À tarde, logo após o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmar que a meta de superávit primário para 2011 não será alterada, o vencimento de janeiro de 2011 mudou de lado e passou a cair, enquanto as taxas de janeiro de 2012 reduziram os ganhos. Já o vencimento mais curto, o de janeiro de 2010, continuou em alta e superou a taxa da véspera, pressionado pela informação de que a Aneel autorizou reajuste robusto para as tarifas de energia da Eletropaulo.
Projeções
No fechamento da sessão regular da BM&F, a taxa de janeiro de 2010 projetou 8,79% (114.140 contratos), de 8,78% do ajuste e 8,77% do fechamento de segunda-feira. Janeiro de 2011 teve leve queda para 10,03% (163.020 contratos), de 10,05% do ajuste e 10,06% do fechamento da véspera. Janeiro 2012 tinha taxa de 11,06% (45.700 contratos), de 11,04% do ajuste e 11,03% do fechamento de ontem.
Das agências





