Em alta


O dia de ontem foi rico ao mercado acionário doméstico, com a prorrogação das medidas de desoneração tributária pelo governo e, sobretudo, com a estreia das ações da VisaNet no pregão. Os papéis foram destaque de ganhos e também de giro, desbancando as blue chips Vale e Petrobras das mais negociadas da sessão. A renovação do IPI menor para construção civil, linha branca e veículos, embora já esperada, também contribuiu para reforçar o ambiente favorável da sessão.

Ganhos

A Bovespa, assim, terminou a última segunda-feira do mês e do semestre com elevação de 1,27%, aos 52.137,58 pontos, maior nível desde os 53.558,23 pontos de 12 de junho passado. Com o resultado de ontem, diminuiu as perdas acumuladas em junho a 1,99%. Em 2009, tem ganho de 38,85%. O giro financeiro somou ontem R$ 6,389 bilhões, dos quais R$ 2,888 bilhões foram movimentados pela ação estreante. VisaNet ON subiu 11,80%, para fechar a R$ 16,77. Na máxima cotação do dia, atingiu R$ 17,35. Segundo uma fonte, os estrangeiros teriam levado 80% das ações reservadas.

Influências

Além da VisaNet, houve a prorrogação do IPI reduzido para alguns setores. Como a notícia já havia sido antecipada, não teve impacto forte nos papéis dos setores relacionados, mas num dia positivo, também contribuiu, influenciando ações da construção civil e siderúrgicas.

Trégua

No exterior, as bolsas deram trégua. Em Wall Street, foi dia de ajuste de carteiras de investimentos antes do encerramento do trimestre. As ações das petrolíferas foram destaques de ganhos em razão da forte alta do preço do petróleo. O Dow Jones subiu 1,08%, para 8.529,38 pontos. O S&P avançou 0,91%, aos 927,23 pontos, e o Nasdaq 0,32%, aos 1.844,06 pontos.

Avanços

Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto avançou 3,37%, para fechar cotado a US$ 71,49 o barril. A commodity subiu impulsionada por notícias de novos ataques de militantes à infraestrutura de petróleo da Nigéria e pela alta das bolsas. A alta do petróleo influenciou no desempenho das ações da Petrobras, que terminaram em +2,36% na ON e +2,48% na PN. Vale também subiu, mas com menor vigor: +0,90% a ON e +0,66% a PNA. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +2,06%, Metalúrgica Gerdau PN, +2,03%, Usiminas PNA, +3,75%, e CSN ON, +0,63%.

Câmbio

A expectativa frustrada de continuidade ontem de um ingresso considerável de recursos estrangeiros para o IPO da VisaNet motivou ajustes de posições, que ampararam o aumento da volatilidade e das cotações do dólar no mercado doméstico, afirmou a economista Mariana Costa, da Link Investimentos. Além disso, o Banco Central ajudou a amparar a valorização da moeda norte-americana ao comprar em leilão vespertino o fluxo positivo e algum excedente, numa atuação que fez as cotações à vista ampliarem o avanço ante o real no fim da sessão, disse outro economista de uma corretora de câmbio em São Paulo.

Elevação

Assim, o dólar à vista no balcão encerrou perto do pico do dia, cotado a R$ 1,964 (+1,29%), após atingir até R$ 1,965 (+1,34%). Na BM&F, o pronto terminou na máxima intraday, de R$ 1,964 (+1,39%). As mínimas, registradas pela manhã, foram de R$ 1,936 (-0,15%) e R$ 1,945 (+0,46%), respectivamente. O giro financeiro em D+2 estimado somou cerca de US$ 1,370 bilhão.

No futuro

No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de julho/09 foi cotado às 16h37 a R$ 1,961, com ganho de 1,32%, após oscilar de R$ 1,967 (+1,63%) a R$ 1,9285 (-0,36%). Este vencimento respondeu por um giro financeiro de US$ 11,192 bilhões até às 16h18, de um total movimentado com quatro vencimentos, todos projetando valorizações, de US$ 11,729 bilhões.

Expectativa

Hoje, a expectativa é que o dólar poderá virar para queda no mercado à vista em meio ao aparente interesse na formação de uma taxa ptax (média das cotações do dólar à vista ponderada pelo volume de negócios) de fim de mês mais fraca. A ptax de hoje servirá amanhã, dia 1º de julho, para liquidação do vencimento de dólar futuro julho. De todo modo, o ambiente externo também deverá influenciar os negócios.

Juros

As taxas de juros encerraram a segunda-feira em alta. O DI de janeiro de 2010 apresentou pequeno avanço, enquanto as taxas de janeiro de 2011 e janeiro de 2012 registraram ganhos mais fortes. Os motivos para o movimento foram os ajustes técnicos por conta do fim do mês, as notícias sobre o superávit primário do governo e as especulações sobre a meta de inflação para 2011 e até a possibilidade de o superávit ser reduzido a zero em 2010.

Projeções

O DI de janeiro de 2010 (35.555 contratos) projetou taxa de 8,78%, de 8,75% do ajuste e 8,77% do fechamento de sexta-feira. Janeiro 2011 subiu a 10,05% (123.150 contratos), de 9,92% do ajuste e 9,96% do encerramento anterior. Janeiro de 2012 (36.780 contratos) projetou taxa de 11,04%, de 10,86% do ajuste e fechamento de sexta-feira.

Das agências

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