BOVESPA EM ALTA
PETRÓLEO EM BAIXA

Zero a zero
Depois de uma semana de muito sobe-e-desce, a Bovespa acabou encerrando o período praticamente no zero a zero. Conseguiu acumular nas cinco sessões um pequeno ganho, de 0,21%. No mês, a bolsa registra perda de 3,22% e, no ano, ganho de 37,11%. Ontem, o índice trabalhou a tarde toda em alta, mas virou no finalzinho, para fechar em baixa de 0,06% (para 51.485,61 pontos). O pregão, com poucos investidores com disposição para ir às compras, acabou sendo conduzido por movimento técnico.

Giro financeiro
Na Bolsa, o giro financeiro somou R$ 3,855 bilhões - o menor da semana -, com a ausência de estrangeiros, segundo dados preliminares. Até houve noticiário relevante internamente - e externamente. O Banco Central divulgou seu relatório trimestral de inflação, no qual reviu para baixo a previsão do PIB para 2009, de 1,2% estimado em março para 0,8%. Nos Estados Unidos, os indicadores conhecidos foram bons, mas os investidores ficaram mal-humorados com o dado que mostrou que os norte-americanos estão escaldados com a crise e, por isso, estão economizando mais do que gastando. Havia uma esperança de que os consumidores tirariam o país da recessão.

Índices
As bolsas reagiram em queda aos dados: o Dow Jones recuou 0,40% e o S&P perdeu 0,15%. O Nasdaq subiu 0,47%. No Brasil, a Bovespa acabou sustentando-se no azul com a ajuda das ações das siderúrgicas e dos bancos. Petrobras ON terminou em +0,15% e PN, estável. Na Nymex, o contrato para agosto recuou 1,52%, a US$ 69,16 o barril. Vale, por outro lado, operou praticamente no vermelho o dia todo. Vale ON terminou em -1,70% e PNA, em -1,92%.

Câmbio
O dólar à vista voltou a cair ontem, pressionado por fluxo positivo e em sintonia com o desvalorização da divisa norte-americana no mercado de moedas. Contudo, o recuo das cotações foi contido em parte pelas atuações do Banco Central, segundo operadores consultados. No fechamento, o dólar caiu 0,36%, a R$ 1,939 no balcão, e 0,64%, a R$ 1,936 na BM&F. Na semana, o pronto no balcão apurou baixa de 1,72%; no mês recua 1,57%; e no ano acumula perda de 16,96% ante o real. O giro financeiro em D+2 estimado somou cerca de US$ 1,330 bilhão.

Mercado futuro
No mercado futuro, o dólar julho/09 projetava cotação em R$ 1,937 (-0,23%), após oscilar de mínima em R$ 1,9245 (-0,88%) e máxima em R$ 1,9525 (+0,57%). De acordo com a BM&F, este vencimento movimentou cerca de US$ 12,578 bilhões, de um total transacionado de US$ 13,296 bilhões com quatro vencimentos, todos em baixa.

Juros
Depois de uma semana em que as taxas de juros futuro oscilaram entre altas e baixas sem vigor, ontem os DIs embicaram para baixo com força após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) mais benigno do que o esperado. O documento sinalizou que a taxa básica de juro pode cair até setembro. Antes, a expectativa era de que no encontro de julho a autoridade monetária promovesse o último corte da Selic.

Projeções
Na sessão regular da BM&F, o DI de janeiro de 2010 (75.815 contratos) projetou taxa de 8,75%, de 8,78% do ajuste e fechamento de quinta-feira. Janeiro 2011 (160.030 contratos) apresentou forte queda, para 9,92%, de 10,02% do ajuste e 10,03 do fechamento da véspera. Janeiro 2012 (43.320 contratos) cedeu a 10,85%, de 10,92% do ajuste e fechamento de quinta.

Petróleo
Os preços dos contratos futuros do petróleo caíram ontem e fecharam a semana abaixo de US$ 70 o barril, pressionados pela fraqueza do mercado de ações norte-americano e por preocupações com a demanda morosa pela commodity. O contrato do petróleo para agosto negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) caiu US$ 1,07, ou 1,52%, para US$ 69,16 o barril, acumulando perdas de 0,56% na semana. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para agosto perdeu US$ 0,86, ou 1,2%, para US$ 68,92 o barril, registrando baixa de 0,39% na semana.

PIB
Devido à lenta recuperação da atividade, o Banco Central (BC) reduziu a projeção de crescimento da economia em 2009. É o que mostra o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado ontem, no qual a previsão de expansão do Produto Interno Bruto este ano é de 0,8%, 0,4 ponto porcentual abaixo do projetado no documento anterior, de março, quando a estimativa era de um crescimento de 1,2%.

Sustentação
O que sustenta essa projeção, segundo o diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, é a resistência do setor de serviços e do comércio à crise. Já para a indústria agropecuária, o BC reviu para baixo o crescimento este ano. A projeção do PIB consta do cenário de referência e leva em conta a manutenção dos juros básicos em 9,25% ao ano.

(Das agências)

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