Sobe Bovespa
Desce dólar



Commodities
A recuperação nos preços das commodities e das bolsas norte-americanas fez o humor melhorar bastante na Bovespa. Assim, depois de um início titubeante, o Ibovespa recuperou o patamar de 51 mil pontos. As blue chips acompanharam o desempenho do índice e as siderúrgicas foram destaque de ganhos. Os dados favoráveis do setor de crédito também beneficiaram os bancos e papéis do setor da construção civil.

Ibovespa

O Ibovespa terminou a sessão na máxima pontuação do dia, aos 51.514,82 pontos, com alta de 3,71%. É a maior variação porcentual desde 18 de maio (+5,01%). No mês, tem perdas de 3,16% e, no ano, ganho de 37,19%. Na mínima do dia, caiu 0,69%, aos 49.327 pontos. O giro financeiro totalizou R$ 4,776 bilhões. A razão da alta foi a extensão, pelo Federal Reserve, do programa de swap com bancos centrais até 1º de fevereiro de 2010. O Brasil é um dos beneficiados pelo programa e o Banco Central do Brasil confirmou a extensão de um swap de US$ 30 bilhões com o Fed.


Vale e Petrobras

Houve também a recuperação dos preços das commodities que passaram a pressionar positivamente as ações domésticas. Os metais básicos, por exemplo, passaram de uma queda no período matutino para alta no fechamento, enquanto o petróleo ampliou os ganhos. Vale e Petrobras, as principais ações do Ibovespa, também engrossaram a alta. Petrobras ON e PN terminaram na mesma variação, de +4,03%. Vale ON terminou em elevação de 3,35%, e PNA, de 4,10%. Hoje, as duas empresas confirmaram o acordo de parceria para exploração e posterior desenvolvimento do bloco BM-ES-22, localizado no norte da Bacia do Espírito Santo. Na Nymex, o contrato do petróleo para agosto avançou 2,27%, para US$ 70,23.

Wall Street

A recuperação das blue chips também recaiu sobre as siderúrgicas, que avançaram ainda na expectativa de renovação da redução do IPI para setores como automotivo e linha branca. Também favoreceu a Bovespa a melhora dos ânimos em Wall Street, apesar de o PIB do primeiro trimestre ter recuado 5,5%. O número, é bom destacar, foi melhor do que a previsão anterior, de -5,7%. Mas os dados de pedidos de auxílio-desemprego não vieram bons, já que subiram 15 mil, ante expectativas de queda de 3 mil. Apesar desses indicadores pouco favoráveis, os principais índices do mercado de ações norte-americano subiram. O Dow Jones terminou em +2,08%, aos 8.472,40 pontos, o Nasdaq avançou 2,14%, para 920,26 pontos, e o S&P 500 subiu 2,08%, para 1.829,54 pontos.

Mercado doméstico

No mercado doméstico, o IPO da Visanet continuou em destaque. Ontem, a empresa ampliou o período de reserva de ações para investidores não institucionais até as 16 horas - o prazo terminaria anteontem. A medida foi tomada após a exclusão de 23 corretoras da oferta, pelo coordenador líder, Bradesco BBI, sob a justificativa de utilização de material publicitário sem prévia aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e descumprimento à instrução 400 da autarquia.

Câmbio

O dólar no mercado doméstico oscilou em baixa na sessão e fechou nas mínimas intraday de R$ 1,946 (-1,96%) no balcão e de R$ 1,9485 (-1,84%) na BM&F. A cotação no balcão é a mais baixa desde os fechamentos em 12 de junho, a R$ 1,925, e em 2 de junho, a R$ 1,924, que foram os valores mais baixos registrados desde 1º de outubro de 2008 (de R$ 1,918), segundo levantamento do AE taxas. O giro financeiro em D+2 estimado somou cerca de US$ 1,740 bilhão.

Mercado futuro

No mercado futuro, o dólar julho/09 foi cotado às 16h45 a R$ 1,9495, em baixa de 1,14%, após ceder até a mínima em R$ 1,943 (-1,47%); a máxima foi de R$ 1,978 (+0,30%) registrada pela manhã, informou a Renascença Corretora. De acordo com a BM&F, oito vencimentos de dólar futuro estavam sendo negociados ontem, todos em baixa, com giro total de US$ 13,988 bilhões até 16h20. O dólar julho/09 concentrou US$ 13,339 bilhões do total transacionado até esse horário. Durante à tarde, o Banco Central comprou dólar no mercado à vista e fixou a taxa de corte em R$ 1,9565.

Juros

Com a ausência de indicadores e notícias de grande relevância para conduzir os negócios, a expectativa com a divulgação do relatório de inflação hoje pautou a segunda etapa da sessão no mercado de juro futuro. Com isso, as taxas de janeiro de 2011 e de janeiro de 2012 projetaram pequena queda, enquanto a taxa de vencimento de janeiro de 2010 apresentou leve alta. O relatório irá informar, por exemplo, a projeção do BC para a inflação de 2010 e para o PIB deste ano. Na sessão regular, a taxa de janeiro de 2010 (150.460 contratos) projetou 8,78%, de 8,76% do fechamento de anteontem. Janeiro 2011 (185.580 contratos) projetou 10,01%, de 10,04%. Janeiro de 2012 (65.320 contratos) tinha taxa de 10,92%, de 10,95 do fechamento de quarta-feira. (Agência Estado)

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