MERCADO FINANCEIRO
Em queda
As corretoras de câmbio trocaram o dólar comercial por R$ 1,982 nas últimas operações de ontem, em um decréscimo de 2,07% sobre a cotação de segunda-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 2,024 e R$ 1,979. Na praça paulista, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,100, em alta de 0,94%.
Troca
O mercado praticamente devolveu o ''exagero'' de segunda-feira, quando as taxas cambiais voltaram para a casa dos R$ 2 pela primeira vez desde maio. Profissionais de mercado esperam uma semana bastante volátil, com vários indicadores importantes tanto nos EUA quanto no Brasil, principalmente a partir de hoje.
Destaque
Um dos principais eventos da semana deve ser a operação da Visanet, em processo de abertura de capital. A maior processadora de cartões de crédito do País pretende levantar quase R$ 10 bilhões com o lançamento de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Até o ano passado, Ipos (oferta pública inicial de ações) eram um forte chamariz para investidores estrangeiros carregarem recursos para o mercado doméstico de capitais. O Banco Central promoveu leilão de câmbio entre 11h49 (hora de Brasília) e 11h59, aceitando ofertas por R$ 2,016 (taxa de corte).
Juros futuros
As taxas de juros projetadas no mercado futuro da BM&F caíram nos contratos mais negociados. A Fundação Getulio Vargas revelou que a segunda estimativa da inflação de junho apontou variação de 0,07%, pela leitura do IGP-M, índice de preços utilizado em geral para o reajuste dos contratos de aluguel. O consenso entre economistas do mercado financeiro apontava para uma variação de 0,05%. No contrato que projeta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista caiu de 8,83% ao ano para 8,80%; para janeiro de 2011, a taxa projetada cedeu de 10,10% para 10%.
Em alta
A Bovespa recuperou parte do terreno perdido com a forte queda de segunda-feira. Deixando um pouco de lado o sentimento de cautela predominante, investidores aproveitaram para comprar ações a preços considerados atrativos. A Bolsa fechou com perdas em nove dos 16 dias úteis deste mês. Nos EUA, a Bolsa de Nova York não escapou do terreno negativo.
Ganhos
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, ganhou 0,64% no fechamento, aos 49.813 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,98 bilhões. O volume de ontem foi inflado pelos R$ 2,56 bilhões movimentados pela Opa (oferta pública de aquisição) para ações da Brasil Telecom e Brasil Telecom Participações.
Análise
''O mercado estava num processo de realização de lucros (venda de papéis valorizados) que já durava quase um mês e algumas ações ficaram com preços bem deprimidos. O que ocorreu hoje (ontem) foi o que o se chama de 'recuperação técnica''', diz José Carlos Oliveira, operador da corretora Senso. O profissional, espelhando uma avaliação corrente no mercado, também espera que o período de realização de lucros se estenda por mais alguns dias. Analistas têm sugerido que a Bolsa poderia chegar até a 47 mil pontos, antes de retomar a tendência de alta vista nos meses de abril e maio, possivelmente no início de julho.
Investimentos
Esse processo de embolsar os ganhos está claramente sinalizado no fluxo de investimentos estrangeiros para a Bolsa brasileira. Após quatro meses de saldos positivos, as vendas de ações já superam as compras por R$ 1,5 bilhão neste mês. Julho será fundamental para a definição dos rumos das Bolsas de Valores: além da habitual bateria de indicadores econômicos, começam a sair os números relativos aos balanços de bancos e empresas no segundo trimestre.
Na Europa
Os principais índices do mercado de ações europeu caíram, em sua maioria, em meio a receios com a capacidade de recuperação da economia mundial, que ofuscaram o avanço dos papéis de companhias ligadas a setores defensivos, como o farmacêutico. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 recuou 0,5%, para 201,40 pontos, após ter registrado o maior declínio em dois meses na segunda-feira.
Movimentação
Em termos de mercados locais, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 4,03 pontos (0,1%), para 4.230,02 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX subiu 13,75 pontos (0,29%), para 4.707,15 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 6,43 pontos (0,21%), para 3.116,82 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 10,20 pontos (0,11%), para 9.348,70 pontos.
Pressão
Os mercados de ações foram pressionados pela divulgação de um aumento mais fraco que a expectativa dos investidores nas vendas de imóveis residenciais usados nos EUA durante o mês de maio. As ações de companhias menos sensíveis à recuperação econômica registraram alta. A E.ON subiu 1,81% em Frankfurt e a farmacêutica GlaxoSmithKline avançou 1,60% em Londres.
Das agências





