Dólar Sobe
Bovespa Desce



Dólar

Os preços da moeda americana voltaram a rodar em torno do patamar de R$ 2, o que não ocorria desde o final de maio. Profissionais de mercado antecipam uma semana bastante volátil, diante da insegurança dos investidores quanto à economia global. Ontem, o dólar comercial encerrou o expediente sendo negociado por R$ 2,028, o que significa um acréscimo de 2,78% sobre a cotação de sexta-feira. A taxa cambial não dava um salto dessa magnitude desde 2 de março deste ano. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,120, em alta de 1,43%.

Leilão do BC

O Banco Central fugiu do roteiro habitual e promoveu seu habitual leilão de compra de moeda após as 16h (hora de Brasília). Para corretores, o leilão de ontem foi um indício de que o governo tem interesse em sustentar uma taxa cambial acima dos R$ 2, pelo menos. Para analistas, o mercado está temeroso com as notícias que devem ser divulgadas sobre o cenário externo, principalmente em relação às economias europeia e americana. A agenda econômica está mais pesada em comparação com a semana passada, com destaque para a reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA), hoje e amanhã.

Banco Mundial

Entre as principais notícias do dia, o Banco Mundial apontou que a economia mundial deve encolher 2,9% neste ano, com uma recuperação de 2% no ano que vem. Os piores números, no entanto, são reservados para as economias mais avançadas: o organismo internacional estima queda de 4,5% para a economia da zona do Euro, de 3% nos Estados Unidos e de 6,8% no Japão. Algumas dessas taxas são ainda piores que as estimativas divulgadas no início do ano.

Juros futuros

As taxas de juros projetadas no mercado futuro da BM&F cederam nos contratos mais negociados. O boletim Focus, do Banco Central, revelou que boa parte dos economistas do setor financeiro espera um corte da taxa básica de juros (9,25% ao ano) em 0,50 ponto percentual ainda neste ano. No contrato que projeta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista retraiu de 8,85% ao ano para 8,84%; para janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 10,12% para 10,11%.

Bolsas

A Bolsa de Valores de São Paulo acumulou seu nono pregão de queda em 15 dias úteis de junho na sessão de ontem. Antecipando uma semana de nervosismo, o investidor optou por acentuar o movimento de realização de lucros (venda de papéis valorizados) já visto desde o início deste mês. Na Europa e nos EUA, as Bolsas de Valores desabaram, enquanto o dólar valorizou. E num ambiente de maior aversão ao risco, a taxa de câmbio doméstico bateu a marca dos R$ 2, o que não ocorria desde o final de maio.

Ibovespa

O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, perdeu 3,66% no fechamento, aos 49.494 pontos. Trata-se do menor patamar da Bolsa desde o dia 15 de maio deste ano. O giro financeiro foi de R$ 4,62 bilhões, recuperando volume após duas sessões de poucos negócios. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em queda de 2,35%.
Efetivamente, o saldo negativo de investimentos estrangeiros na Bolsa atingiu a marca de R$ 1 bilhão pela primeira vez desde novembro do ano passado. Até o pregão do dia 17, as vendas de ações por ''não-residentes'' superaram as compras por R$ 1,304 bilhão.

PIB

O boletim Focus revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro piorou as projeções para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro: a contração esperada passou de 0,55% para 0,57%. Já o Banco Mundial apontou que a economia mundial deve encolher 2,9% neste ano, com uma recuperação de 2% no ano que vem. Os piores números, no entanto, são reservados para as economias mais avançadas: o organismo internacional estima queda de 4,5% para a economia da zona do Euro, de 3% nos Estados Unidos e de 6,8% no Japão. Algumas dessas taxas são ainda piores que as estimativas divulgadas no início do ano. No caso do Brasil, o organismo estimou uma contração de 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano.

Empresas

Itaúsa e Ligna anunciaram a fusão das operações de suas controladas Duratex e Satipel, criando, segundo as próprias empresas, a ''maior indústria de painéis de madeira industrializada do hemisfério sul'' e o ''segundo maior produtor de louças sanitárias do Brasil''. A ação preferencial da Duratex disparou 7,26% no pregão de ontem. A nova empresa terá capacidade instalada total de 4 milhões de metros cúbicos/ano de painéis de madeira industrializada. A área florestal total será de 209 mil hectares de florestas certificadas. Já a divisão de produtos sanitários, a cargo da Deca, tem capacidade de produção de aproximadamente 23 milhões de peças por ano. O faturamento estimado (''pro forma'') da nova empresa, com base em dados de 2008, deve ser de R$ 3,271 bilhões, com um valor de mercado na casa dos R$ 3,033 bilhões.

mockup