MERCADO FINANCEIRO
Papéis
O Banco Fator divulgou uma carteira com base em papéis do setor de energia, com recomendações de quatro ações de empresas que, segundo os analistas, oferecem um bom potencial de valorização: Eletrobras, Tractebel, Copel e Cesp. No segmento, a instituição destaca ainda a notícia do pedido da Light de registro de oferta pública de distribuição secundária de ações do BNDESPar e a EDF Internacional; porém, ainda sem nenhuma quantidade confirmada. De acordo com os analistas, a operação deverá gerar um excesso de oferta das ações da companhia no curto prazo, pressionando assim os seus preços. No entanto, deverá aumentar também o free float, que está atualmente em 7,7%.
Inflação
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) , medido pelo Instituto Brasileiro de Economia, da FGV, atingiu a menor variação dos últimos quatro meses, na segunda prévia de junho, com alta de 0,29%, ante 0,43% na pesquisa anterior. Foi a taxa mais baixa desde o encerramento de fevereiro, quando ela havia aumentado em 0,21%. Esse resultado reflete a oscilação de preços, num período de 30 dias, encerrado em 15 de junho, dos produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre um e 33 salários mínimos em sete localidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre e Distrito Federal.
Moedas
Os líderes dos ''Brics'' querem que o mundo adote uma maior diversificação do sistema de divisas mundial, em uma declaração conjunta após a primeira reunião de cúpula formal dessas potências emergentes. Defensor mais visível dessas reformas, o presidente russo, Dimitri Medvedev, sugeriu que os países integrantes do bloco reforcem suas moedas pela compra mútua de bônus nacionais, em lugar dos bônus americanos. O bloco Bric é constituído por Brasil, Rússia, Índia e China, que ganhou destaque ainda maior com a crise espalhada a partir das maiores economias mundiais.
Recessão
Os Estados Unidos devem sair da recessão no terceiro trimestre deste ano, mas vão continuar enfrentando altas taxas de desemprego e déficits orçamentários, segundo a Associação de Banqueiros Americanos. ''A economia voltará ao crescimento, mas não à saúde'', disse Bruce Kasman, economista-chefe do JPMorgan Chase e presidente do comitê assessor da associação. O grupo prevê que o Produto Interno Bruto ajustado pela inflação volte a terreno positivo no terceiro trimestre, depois de três períodos consecutivos em baixa.
PIB americano
Depois de uma queda de 5,7% no primeiro trimestre e de 6,1% no último trimestre de 2008, o Federal Reserve trabalha com uma retração de 1,3-2,0% em 2009, na pior recessão em décadas, e um crescimento modesto em 2010, de entre 2% e 3%. A equipe econômica da Associação de Banqueiros prevê que a economia retomará o crescimento, a um ritmo de 3% ao ano, na segunda metade de 2010.
Crise
O setor produtivo brasileiro já vê alguma luz no fim do túnel, em relação aos efeitos da crise financeira global. Mas a expectativa ainda é de crescimento econômico nulo para 2009, revela levantamento feito pelo Ipea. As expectativas ''menos pessimistas'' foram captadas pelo Sensor Econômico, que, segundo o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, tem a pretensão de ''refletir as expectativas do setor produtivo, assim como a pesquisa Focus, do Banco Central, reflete as projeções do sistema financeiro''.
Expectativas
O indicador de expectativas do setor produtivo subiu de 5,74 pontos em abril para 7,79 pontos no mês passado. Mas, se houve redução na apreensão dos empresários em relação à evolução do quadro macroeconômico geral, duas variáveis mostraram piora: crescimento do PIB e investimentos. No primeiro levantamento feito em janeiro, o Sensor Ipea apurou que, mesmo sob efeito da fase aguda da crise no fim de 2008, o empresariado ainda esperava alta do PIB de 1,6% para este ano.
Aposentadoria
A crise financeira internacional já fez com que cerca de 16% dos brasileiros deixassem de poupar para a futura aposentadoria, segundo conclusões de um estudo, elaborado pelo HSBC Brasil e intitulado O Futuro da Aposentadoria. De acordo com o levantamento, o percentual é o segundo maior em um ranking de 15 países, ficando atrás somente do México, onde o apurado foi de 24%. No que diz respeito à média global, de 11%, o número de brasileiros que pararam de poupar, por conta do atual cenário econômico, é cinco pontos percentuais maior.
Cortes
Ao contrário dos países latino-americanos, a Ásia foi o local onde menos pessoas tiveram de fazer cortes nas contribuições previdenciárias durante a atual desaceleração econômica. Isso porque, segundo o estudo, nos países asiáticos, a poupança de longo prazo está mais estabelecida. Por outro lado, os baixos percentuais de desistência registrados nos países do Oriente Médio não podem ser interpretados da mesma maneira. Lá, os números refletem o fato de a poupança para aposentadoria ser menos comum como primeira opção.





