DÓLAR EM ALTA
PETRÓLEO EM BAIXA

Atrelada
A Bovespa trabalhou ontem colada às bolsas norte-americanas. Subiu na abertura e em toda a manhã, mas ingressou no período da tarde em baixa, sinal que manteve até o final, repetindo o pregão de segunda-feira. Os indicadores dos EUA conhecidos ontem justificaram ambos os movimentos e acabou prevalecendo o dado negativo da produção industrial norte-americana, levando-se em conta um relatório do banco Morgan Stanley, dizendo que o rali do mercado pode ter acabado nas bolsas.

Bovespa
Os vencimentos que acontecem hoje no Brasil ainda trouxeram um pouco mais de volatilidade aos negócios domésticos, sem, entretanto, alterarem o rumo. O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,59%, aos 51.205,78 pontos, menor pontuação desde os 50.816,24 pontos de 25 de maio passado. Na mínima do dia, registrou os 51.166 pontos (-1,67%) e, na máxima, os 52.494 pontos (+0,88%). No mês, acumula perdas de 3,74%, mas, no ano, sobe 36,37%. O giro financeiro totalizou R$ 4,325 bilhões.

EUA
Nos EUA, agradaram os dados de construções de residências iniciadas em maio, que subiram 17,2% ante abril, bem mais do que os 7% previstos, e também o Índice de Preços ao Produtor (PPI), que mostrou alta de 0,2% também de abril para maio, bem menos que o 0,6% estimado pelos economistas. Por outro lado, a produção industrial caiu 1,1%. O Dow Jones terminou o pregão em queda de 1,25%, aos 8.504,67 pontos. O S&P recuou 1,27%, aos 911,97 pontos, e o Nasdaq fechou em baixa de 1,11%, aos 1.796,18 pontos.

Commodities
No Brasil, as commodities, que no começo do dia contribuíram para os ganhos, mudaram de rumo e caíram, levando consigo vários papéis domésticos, como blue chips e siderúrgicas. Vale ON terminou em -1,75%, PNA, em -1,59%, Petrobras ON, em -2,17%, PN, em -2,25%. O contrato do petróleo para julho negociado na Nymex terminou em baixa de 0,21%, a US$ 70,47 o barril. Defensivo, o setor elétrico foi destaque de alta.

Dólar
O dólar à vista devolveu no início da tarde a queda exibida desde a abertura e subiu, em sintonia com a perda de força do euro ante a moeda norte-americana. No fechamento, o pronto subiu, pelo segundo dia seguido, desta vez 0,72%, a R$ 1,967 no balcão, e 0,54%, a R$ 1,9635 na BM&F. Contudo, no mês, a moeda apura baixa de 0,15% ante o real no balcão e, no ano, perde 15,76%.

Mercado futuro
No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de julho/09 foi cotado a R$ 1,973, com valorização de 0,82%, após subir até R$ 1,976 (+0,97%); a mínima pela manhã foi de R$ 1,937, em baixa de 1,02%, informou um operador de uma corretora de câmbio paulista. Segundo a BM&F, este vencimento de dólar girou cerca de US$ 13,756 bilhões, de um total transacionado com três vencimentos (todos em alta) de US$ 13,839 bilhões. No leilão vespertino, o Banco Central comprou moeda com taxa de corte de R$ 1,9655.

Juros
Enquanto aguardam a divulgação da ata do Copom amanhã, os investidores seguem ajustando as taxas de juros a cada novo dado sobre economia. Na sessão regular da BM&F, o DI de janeiro de 2010 cedeu para 8,93%, com 265.905 contratos, de 8,94% do ajuste e 8,96% do fechamento de segunda-feira. Janeiro de 2011 (176.300 contratos) caiu a 9,94%, de 10,09% do ajuste e 10,11% do encerramento da segunda-feira. Janeiro de 2012 (82.515 contratos) recuou a 11%, de 11,14% do ajuste e fechamento de segunda.

Petróleo
Os preços dos contratos futuros de petróleo encerraram em baixa ontem, em meio a sinais de que a recuperação da economia norte-americana ainda deve levar algum tempo para tomar forma. O contrato do petróleo para julho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) caiu US$ 0,15, ou 0,21%, para US$ 70,47 o barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para agosto ficou estável em US$ 70,24 o barril.


A produção industrial dos EUA caiu mais que o esperado em maio, ofuscando um aumento no número de obras residenciais iniciadas no mesmo período. Isto abalou a fé dos investidores na recuperação iminente da economia e também lançou dúvidas sobre a retomada da demanda por petróleo. Os preços da commodity caíram após atingirem máxima intraday de US$ 72,77 o barril. Alguns participantes do mercado alertam para a possibilidade de queda dos preços caso a fraqueza do dólar seja dissipada, argumentando que a demanda mundial por petróleo continua baixa em um contexto de oferta abundante.

Espera
Os investidores aguardam a divulgação do relatório do American Petroleum Institute (API) sobre os estoques norte-americanos de petróleo, que deveria ser divulgado no final de tarde de ontem. O Departamento de Energia dos EUA (DOE) também divulgaria um relatório com a posição semanal dos estoques da commodity no país. Analistas consultados esperam um declínio de 1,7 milhão de barris para os estoques de petróleo, aumento de 300 mil barris para os de gasolina e alta de 800 mil barris para os de destilados.

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