MERCADO FINANCEIRO
Dólar subiu
Bovespa desceu
Avanço
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,953, alta de 1,50%, nas últimas operações de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,962 e R$ 1,937. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,070, em um avanço de 1,47%.
Inverso
A taxa cambial seguiu a tendência inversa da Bolsa de Valores, onde os investidores revisam o entusiasmo recente, o que faz o índice Ibovespa patinar na faixa dos 50 mil pontos. Profissionais de mercado apostam que a cotação do dólar deve oscilar na faixa de R$ 1,92 a R$ 1,95 na ausência de notícias mais consistentes sobre o rumo da economia global, principalmente a americana.
Intervenção
Ontem, nem o superávit comercial de US$ 1,95 nas duas semanas de junho foi suficiente para derrubar os preços, em franco repique desde o início da sessão. O Banco Central fez sua habitual intervenção, bem próximo ao horário de encerramento, comprando moeda por US$ 1,9535 (taxa de corte).
Juros futuros
As taxas projetadas no mercado futuro da BM&F subiram nos contratos mais negociados. No contrato que projeta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista subiu de 8,93% ao ano para 8,94%; para janeiro de 2011, a taxa projetada caiu de 10,15% para 10,09%.
Cautela
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) amargou fortes perdas na jornada de ontem, com o investidor mantendo o sentimento de cautela após as semanas de euforia no bimestre de abril e maio. O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, sofreu queda de 2,85%, aos 52.033 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,90 bilhões. O volume de ontem foi inflado pelo exercício de R$ 2,66 bilhões em contrato de opções sobre ações. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em baixa de 2,13%.
Desânimo
A Bolsa de Valores não saiu do terreno negativo durante toda a jornada de ontem, num dia de poucas notícias tanto no front doméstico quanto internacional. Nem o boletim Focus, que mostrou os economistas do setor financeiro menos pessimistas sobre a recessão brasileira, nem as projeções mais positivas do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre os EUA melhoraram o ânimo dos investidores.
Histórico
O desastre na economia europeia, que registrou a perda histórica de 1,220 milhão de empregos no primeiro trimestre deste ano somente entre os países que usam o euro azedou o humor dos agentes financeiros desde cedo. Para analistas, a volatilidade vista na semana passada deve dar a tônica dos negócios nos próximos dias. Os preços de algumas ações, notadamente as ''blue chips'' Vale e Petrobras, subiram de forma rápida demais e existem dúvidas se há ''fôlego'' para uma nova onda de ganhos.
Lento
''Isto não significa reversão no sentimento de que a pior fase da crise ficou para trás, e que a tendência é de recuperação da atividade global, mas sim uma avaliação mais fria de que o cenário econômico ainda é difícil e a retomada deverá ser lenta'', comenta Sílvio Campos Neto, economista-chefe do banco Schahin, em seu relatório semanal sobre o mercado. Para o especialista, o mercado acendeu o ''sinal amarelo'' para o curto prazo.
Avaliação
O boletim Focus, do Banco Central, revelou que a maioria dos economistas de bancos e corretoras já espera uma retração um pouco menor da economia brasileira: em vez de uma queda de 0,71%, o novo consenso aponta para uma contração de 0,55%. A expectativa veio após uma retração menor na economia no primeiro trimestre, resultado divulgado na semana passada pelo IBGE, e um corte na taxa Selic que surpreendeu o mercado pela ousadia.
Reforço
Essa revisão de estimativas ganhou reforçou pouco mais tarde, quando a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou estimativa onde aponta para uma expansão de 3,8% da produção industrial paulista em maio. Lá fora, o FMI melhorou suas projeções para a economia dos EUA: a contração deste ano deve ser de 2,5% e 2,8%, como na estimativa anterior. O organismo internacional também revisou para cima sua projeção para 2010: neste ano, a maior economia do planeta pode crescer 0,75%. Em sua avaliação anterior, o Fundo previa estagnação.
Superávit
Entre outras notícias, o Ministério do Desenvolvimento informou que a balança comercial teve superávit de US$ 1,95 bilhão (média diária de US$ 216 milhões) em junho, até a segunda semana do mês. Na comparação o mesmo período de maio, as exportações apresentam alta de 12%, enquanto as importações caíram 2,5%.
Em baixa
As bolsas europeias fecharam ontem em baixa, com as perdas ocorridas nas ações do setor financeiro, depois que o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que os bancos europeus podem ter de fazer novas reduções nos valores de seus ativos. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 2,61% no índice FTSE 100, indo para 4.326,01 pontos; a Bolsa de Paris caiu 3,20% no índice CAC 40, para 3.219,58 pontos.
Das agências





