BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA

Volatilidade
Apesar da vasta agenda de indicadores com poder de influenciar os negócios no mercado acionário ontem - considerando que quinta-feira não houve pregão devido ao feriado de Corpus Christi - a Bovespa acabou oscilando ao sabor dos vencimentos da próxima semana. E isso trouxe muita volatilidade aos negócios, só diminuída na hora final da sessão, quando o Dow Jones passou a subir depois de uma sessão quase toda em baixa.

Selic
Já o cenário interno após a divulgação da nova Selic acabou ajudando a empurrar ladeira abaixo a cotação do dólar, uma vez que a perspectiva do mercado é que haja forte entrada de moeda estrangeira na Bolsa em razão das expectativas favoráveis com relação à solidez da economia brasileira. Sem falar das ofertas de ações já anunciadas por algumas importantes companhias, como Gafisa e Natura, que devem gerar recursos de até R$ 16 bilhões, segundo analistas. Com todo este quadro, os juros, tanto de curto prazo, como de longo prazo, despencaram.

Papéis
A Bovespa terminou o dia de ontem em alta de 0,28%, aos 53.558,23 pontos. Na semana, acumulou ganho de 0,40% e, em junho, sobe 0,68%. Em 2009 até ontem, a alta da Bolsa atinge 42,63%. O giro financeiro negociado totalizou R$ 4,928 bilhões. Nos Estados Unidos, os índices acionários trabalharam predominantemente em queda, com alguma melhora na hora final da sessão. O principal indicador do dia era o Índice de Confiança de Michigan, que subiu de 68,7 em maio para 69 em meados de junho. Apesar de ter subido, a previsão era de que o avanço seria maior, para 69,8.

Divergências
Os índices do mercado de ações norte-americano fecharam em direções divergentes, divididos entre o declínio dos papéis de tecnologia e commodities e o avanço das ações de empresas do setor farmacêutico e de outros setores. O Dow Jones subiu 0,32%, aos 8.799,26 pontos, o S&P teve alta de 0,14%, aos 946,21 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,19%, aos 1.858,80 pontos.

Dólar
O dólar aprofundou a queda em relação ao real ontem espremida entre o feriado doméstico (quinta-feira) e o fim de semana. O comportamento da moeda norte-americana destoou da valorização exibida no exterior ante o euro, a libra, o iene e divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano e o rublo russo. A explicação para o declínio do dólar aqui está ligada à perspectiva de ingressos futuros de recursos estrangeiros no País visando às ofertas públicas de ações e também decorrentes de captações externas de bancos e empresas nacionais.

Menor valor
No fechamento, o dólar à vista caiu 1,33%, a R$ 1,925 no balcão. Este é o menor valor do pronto desde o fechamento em 2 de junho último, a R$ 1,924, que por sua vez era a menor taxa desde 1º de outubro de 2008 (a R$ 1,918). Na semana, o pronto recuou 1,64% no balcão; no mês apura baixa de 2,28%; e no ano, uma perda de 17,56%. Na BM&F, o dólar pronto encerrou em queda de 1,33%, a R$ 1,926.

Queda
Os juros futuros reagiram com queda forte à surpresa da decisão do Copom de reduzir o juro básico da economia (taxa Selic) em 1 ponto porcentual, para 9,25% ao ano. A reação aconteceu tanto nos vencimentos de curto prazo, quanto nos mais longos, contrariando uma parte do efeito clássico: se as taxas caem mais nos prazos curtos, tendem a subir nos mais longos, na medida em que o fim de um processo de distensão monetária se torna mais próximo e o risco inflacionário aparece mais à frente.

Juros futuros
Na BM&FBovespa, não só as quedas nas taxas de juros foram expressivas, como também os volumes de contratos negociados foram robustos. O contrato de DI futuro com vencimento em 1º de julho de 2009 levou um tombo, fechando o dia com taxa projetada de 9,10%, de um fechamento anterior a 9,43% e ajuste a 9,44% (398.005 contratos negociados). No contrato para agosto de 2009, que embute a Selic esperada para julho, a taxa de fechamento foi de 9,06%, ante fechamento anterior a 9,37% e ajuste a 9,36% (58.810 contratos negociados).

Projeções
Para janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 9,24% do ajuste e 9,21% do fechamento anterior para 8,96%. O volume de contratos negociados neste vencimento somou 686.450. Para janeiro de 2011, a taxa projetada ao final do dia foi de 10,16% (fechamento anterior em 10,42% e ajuste a 10,43%), com 126.020 contratos negociados. No contrato para janeiro de 2012, a taxa caiu para 11,19%, de fechamento anterior em 11,40% e ajuste a 11,37% (73.310 contratos negociados).

Petróleo
O preço do barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) caiu ontem 0,88%, para US$ 72,04, colocando fim a três pregões seguidos de altas que tinham levado a cotação da commodity a bater recordes no ano. Ao fim do pregão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de WTI para entrega em julho diminuíram US$ 0,64 frente ao preço da jornada anterior, mas acabaram a semana com alta de US$ 3,6, ou 5,26%.

(Das agências)

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