MERCADO FINANCEIRO
Juros futuros subiu
Dólar desceu
Em queda
O dólar comercial foi vendido ontem por R$ 1,937, em um decréscimo de 1,47% sobre a cotação de segunda-feira. A taxa oscilou entre R$ 1,951 e R$ 1,934. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,050, em baixa de 1,91%.
Sequência
Trata-se do nono dia em que a taxa de câmbio encerra o dia abaixo do preço de R$ 2. Analistas comentam que a cotação pode chegar a R$ 1,90 no curto prazo, mas o mercado mostra ressalvas, enquanto o Banco Central tem mantido a prática de intervenções diárias.
Resistência
''Há muita resistência em torno dos preços de R$ 1,97 e R$ 1,92 e o dólar deve ficar rodando nesse intervalo durante algum tempo. Nós ainda precisamos ver algum número, algum indicador mais consistente da economia para definirmos uma direção, tanto para cima quanto para baixo'', avalia Carlos Alberto Postigo, da mesa de operações da corretora Advanced.
Morno
Corretores ainda notaram que o mercado de câmbio doméstico teve um dia morno, sob expectativa do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia hoje, após o encerramento dos negócios, a nova taxa básica de juros do país (hoje em 10,25%). A contração de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), revelada ontem pelo IBGE, parece não ter alterado o placar das apostas para o resultado da reunião do Copom: os economistas estão divididos entre 9,50% (a maioria) e 9,25%.
Juros futuros
As taxas projetadas no mercado futuro da BM&F subiram novamente nos contratos mais negociados, na véspera da reunião do Copom. O PIB confirmou que o país caiu em recessão no primeiro trimestre, mas os números não foram ruins como o esperado.
Surpresas
No caso da inflação, os índices de preços já divulgados nesta semana surpreenderam: o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve variação de 0,23% na abertura do mês, no município de São Paulo, quando o consenso apontava uma alta em torno de 0,30%. E segunda-feira, o IGP-DI teve variação de 0,18% em maio, em vez da deflação de 0,03% esperada. Hoje, o mercado aguarda a revelação do IPCA, índice oficial de preços do regime de metas de inflação do governo.
Variação
No contrato que projeta as taxas para outubro de 2009, a taxa prevista subiu de 9,22% ao ano para 9,32%; para janeiro do ano que vem, a taxa projetada passou de 9,15% para 9,29%; e no contrato que vence em janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 9,93% para 10,35%.
Negativo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou os negócios de ontem em território negativo. Na véspera da definição da nova taxa de juros do país, o investidor optou por vender as ações que subiram demais nas semanas anteriores. O resultado do PIB não melhorou os ânimos, que tiveram mais influência dos negócios em Wall Street, onde a Bolsa de Nova York oscilou sem muita definição. A taxa de câmbio recuou para R$ 1,93.
Perdas
O termômetro da Bolsa, o índice Ibovespa, teve perda de 0,88% no fechamento, aos 53.157 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,89 bilhões, bem abaixo da média de junho (cerca de R$ 5 bilhões/dia). Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em leve baixa de 0,02%.
Cautela
''O investidor está mais cauteloso. A Bolsa já precificou (antecipou) a recuperação inicial da economia, mas ainda há muitas dúvidas sobre como vai evoluir a taxa de desemprego, sobre o cenário em geral. Agora, não basta somente os indicadores chegarem melhor do que o esperado. O investidor tem que ver algum número mais consistente da recuperação'', comenta o economista Felipe Casotti, da Máxima Asset Management.
Bem pouco
Durou muito pouco a reação positiva dos investidores aos números divulgados do PIB, relativos ao primeiro trimestre. Apesar de confirmarem o fato do país ter caído em uma ''recessão técnica'', o desastre foi menor do que o projetado por muitos economistas: a retração foi de 1,8% na comparação com trimestre inicial de 2008, quando muitos contavam com uma queda em torno de 3%.
Expectativa
O ambiente de negócios também foi afetado pela expectativa em relação aos eventos mais importantes da semana: a divulgação do IPCA e do resultado da união do Copom, com divulgação prevista para hoje. Para muitos analistas, uma inflação sob controle e a economia ''em marcha lenta' são os fatores que permitem um novo corte dos juros primários do país.
Livro Bege
No front externo, há a espera pelo notório ''Livro Bege'', nos EUA. Trata-se de um documento com dados econômicos coletados nas 12 divisões regionais do Federal Reserve. Divulgado duas semanas antes da reunião do chamado Fomc (o equivalente do Copom nos EUA), serve de baliza para as decisões de política monetária na maior economia do planeta.
Das agências





