MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
Dólar em baixa
Trajetória de alta
A forte correção da véspera abriu espaço para a Bovespa retomar a trajetória de alta ontem, garantida pelos indicadores que deram fôlego às bolsas norte-americanas. O relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos de maio, que sai hoje, serviu como um limitador - nos EUA, para os ganhos e, na Bovespa, para o giro. Na bolsa paulista, a alta firme do petróleo deu gás às ações da Petrobras, que conduziram o índice ao lado de Vale. A Bolsa terminou na máxima pontuação do dia, em elevação de 2,64%, aos 53.463,90 pontos. Na mínima, registrou 51.745 pontos (-0,66%). Em junho, o Ibovespa acumula ganho de 0,50% e, em 2009, de 42,38%.
Cautela
O giro financeiro somou R$ 4,587 bilhões, em razão, principalmente, da cautela dos investidores com o que vai ser conhecido hoje nos EUA. As estimativas para o payroll são de corte de 525 mil vagas, número bem próximo dos 532 mil postos de trabalho eliminados pelo setor privado em maio, segundo dados da ADP divulgados ontem e considerados uma prévia do relatório oficial.
Produtividade
Ontem, o ministério do Trabalho dos EUA informou uma queda de 4 mil nos pedidos iniciais de auxílio-desemprego, ante 3 mil previstos, e, melhor do que isso, o total de pessoas que recebiam auxílio-desemprego caiu 15 mil, para 6,735 milhões - o primeiro declínio desde 3 de janeiro. Ou seja, os dados do mercado de trabalho começam a esboçar alguma reação, mas ainda são frágeis.
Também agradaram aos investidores a produtividade da mão de obra no primeiro trimestre, que foi revisada de +0,8% para +1,6%, acima das previsões de +1,2%
Hesitante
Por aqui, as commodities, no caso o petróleo, foi preponderante para a alta do Ibovespa. Os papéis Petrobrás ON terminaram em 3,13%, e os PN, em 2,84%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho avançou 4,07%, para US$ 68,81. Depois de um início hesitante, Vale também terminou em alta, influenciada pelo desempenho dos metais. Tanto a ação ON quanto a PNA avançaram 2,27%. Os ganhos aumentaram na hora final do pregão. Nos Estados Unidos, Dow Jones terminou em +0,86%, aos 8.750,24 pontos, S&P, em +1,15%, aos 942,46 pontos, e Nasdaq, +1,32%, aos 1.850,02 pontos.
Câmbio
O dólar ontem foi reconduzido à trajetória de queda, após rápida realização de lucros que amparou alta de pouco mais de 2% ontem. A moeda à vista caiu 1,07%, para R$ 1,942 no balcão e na BM&F. Neste mês, a perda acumulada é de 1,42% e, no ano, de 16,83%. O Banco Central fez o leilão de compra vespertino, em que fixou a taxa de corte em R$ 1,941. No mercado futuro às 16h47, o dólar com vencimento em julho/09 recuava 1,14%, a R$ 1,9525, após subir na abertura até R$ 1,990 (+0,76%) e recuar à tarde até R$ 1,9465 (-1,44%). Este vencimento girou cerca de US$ 12,371 bilhões até às 16h26, de um volume total transacionado com cinco vencimentos (todos em baixa), de US$ 12,484 bilhões.
Perspectivas
O dólar comercial foi cotado por R$ 1,943, em um declínio de 1,06% sobre a cotação de anteontem, nas últimas operações registradas ontem. Os preços oscilaram entre R$ 1,977 e R$ 1,937. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,080, em baixa de 0,47%. O mercado de câmbio retomou a tendência de baixa predominante nos últimos dois meses, baseada em melhores perspectivas para a economia global, e doméstica.
Retomada
A retomada do recuo na sessão acompanhou em parte a desvalorização externa da moeda norte-americana em meio à migração de investidores para os segmentos de commodities e ações, o que também tirou força da divisa americana em relação a outras moedas de países emergentes, embora a intensidade da baixa ante o real tenha sido mais acentuada. No mercado de moedas emergentes às 17h19, o dólar recuava 0,88%, a 13,2167 pesos mexicanos e, no ano, acumula perda de 3,42%; caía 0,30%, a 565,45 pesos chilenos e, no ano, -11,44%; perdia 0,71% na sessão, a 1,537 lira turca e, no ano, acumula baixa de 0,26%; e ainda cedia 0,06%, a 30,8515 rublos russo, enquanto no ano a moeda americana exibe alta de 4,92%.
Juros
As taxas de juros ontem operaram praticamente estáveis em relação ao fechamento e ajuste da véspera. Nos últimos dois dias, os contratos longos ensaiaram uma alta, com os investidores aproveitando a ausência de notícias relevantes para embolsarem um pouco dos ganhos e enquanto aguardavam a divulgação dos indicadores da indústria e os números do setor automobilístico. Os dados, divulgados ontem, reforçaram as apostas de mais um corte de 1 ponto porcentual na taxa Selic no encontro do Copom da próxima semana.
Estável
Na sessão regular na BM&F, o DI de Janeiro 2010 terminou em 9,05%, estável em relação ao fechamento e menor que o ajuste, de 9,07%, de ontem (158.695 negócios); Janeiro 2011 acabou a 9,64%, também estável em relação ao fechamento e um pouco abaixo do ajuste, de 9,66% (103.040 transações); e Janeiro 2012, em 10,58%, praticamente estável ante os 10,59% do ajuste e os 10,57% do fechamento da véspera (60.400 negócios).
Das Agências





