MERCADO FINANCEIRO
Dólar subiu
Bovespa desceu
Oscilação
A cotação da moeda americana oscilou ontem de forma brusca, interrompendo uma sequência de oito dias úteis em baixa, o que trouxe a taxa de R$ 2,11 para R$ 1,92 em pouco mais de uma semana. O dólar comercial encerrou o dia sendo vendido por R$ 1,964, em alta de 2,07%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,090, com avanço de 1,95%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despenca 3,89%, aos 51.897 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 5,96 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 1,31%.
Capital estrangeiro
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou ontem que não pensa em cobrar Impostos sobre Operações Financeiras (IOF) de capitais estrangeiros no Brasil. Segundo ele, outras áreas do governo podem especular a respeito, mas o poder de decisão é do Ministério da Fazenda. Esta semana, o secretário de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, disse que havia um debate dentro do governo sobre o momento de colocar IOF nessas transações.
Sem justificativa
Mantega disse achar que não há um fluxo de capital estrangeiro que justifique a taxação. Ele lembrou que, no ano passado, o governo adotou uma alíquota de 1,5% de IOF para a renda fixa porque havia um fluxo exagerado que atrapalhava a economia. ''Agora, estamos falando de um fluxo no mercado de capitais, na Bolsa, e de um fluxo de investimentos'', destacou, durante entrevista após a solenidade de balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Captação
O ministro avaliou que existem também algumas empresas brasileiras que não estavam conseguindo captar no exterior e que, agora, voltaram a captar e estão internalizando os recursos. ''Então, não é uma questão especulativa. Não é uma questão negativa'', disse.
Novo Mercado
A Bolsa de Dubai planeja criar seu próprio Novo Mercado, seguindo o modelo da BM&FBovespa. O presidente da Nasdaq Dubai, Jeffrey Singer, afirmou ontem que quer mais informações sobre o segmento de negociação com regras rígidas de governança corporativa da praça brasileira. ''O que vocês fizeram foi fenomenal'', disse Singer ao diretor executivo de Desenvolvimento e Fomento de Negócios da BM&FBovespa, Paulo Oliveira, após participarem do Mondo Visione Exchenge Forum, em Londres.
Investidores
O presidente da Nasdaq Dubai acredita que o Novo Mercado ''é um sucesso'', pois foi capaz de aumentar o interesse dos investidores pelos ativos brasileiros, em detrimento dos ADRs. ''O Novo Mercado é um modelo para o Oriente Médio'', afirmou Singer. Para ele, a Bovespa foi ''sábia'' ao criar um sistema com maior transparência e proteção aos minoritários. Um dos motivos para o crescimento do Novo Mercado, avalia, foi a migração de companhias já listadas no sistema regular, e não apenas as ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) realizadas no segmento.
Retomada de IPOs
Companhias menores voltarão a mostrar interesse pela abertura de capital, acredita o diretor-executivo de Desenvolvimento e Fomento de Negócios da BM&FBovespa, Paulo Oliveira. Segundo ele, a melhora do humor do mercado e o retorno dos investidores estrangeiros permitirão a retomada dos planos interrompidos pela crise. Algumas companhias já estavam em processo de abertura de capital quando a turbulência afetou fortemente os mercados emergentes.
Retraídos
Oliveira avalia, no entanto, que os investidores ainda estão retraídos e seletivos. Portanto, terão atratividade somente as empresas com governança, fundamentos positivos e bom posicionamento no setor e no mercado interno. ''Em 2007, as empresas não se vendiam, e sim eram compradas'', afirmou à Agência Estado em Londres, após participar do Mondo Visione Exchange Forum.
Tímidos
Após a forte crise de confiança e retração da demanda internacional que atingiram os frigoríficos nos primeiros meses deste ano, o setor começa a dar os primeiros sinais de recuperação e a sinalizar que o pior da crise já passou. Contudo, especialistas indicam que a reação da indústria de carne bovina estaria em estágio inicial e deve seguir de forma gradual. Ela não justificaria, portanto, a euforia na negociação das ações dos frigoríficos verificada nas últimas semanas. Fatores isolados, como rumores sobre fusões e aquisições e seus desdobramentos para os atuais agentes do setor, estariam influenciando o movimento dos papéis na Bovespa.
Bolsas em queda
Os principais índices do mercado de ações europeus fecharam em queda ontem, pressionados pelo declínio nos papéis de bancos e de empresas ligadas ao segmento de commodities. Também contribuiu para as perdas um maior grau de ceticismo dos investidores com relação aos sinais de recuperação da economia. O índice FTSE-100 da Bolsa de Londres caiu 93,60 pontos (2,09%), para 4.383,42 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX recuou 89,53 pontos (1,74%), para 5.054,53 pontos.
Das agências





