MERCADO FINANCEIRO
Bolsa em alta
Dólar em baixa
Início positivo
Junho teve início positivo para a Bovespa e as demais bolsas globais. Uma leva de indicadores sinalizando recuperação da atividade espalhou bom humor entre os investidores, desde a Ásia, Europa e Américas, garantindo ao Ibovespa chegar mais perto dos 55 mil pontos durante a sessão, fechando ontem em alta de 2,42%. Vale e siderúrgicas foram privilegiadas nas compras, levando o índice ao maior nível desde o início de setembro do ano passado.
Quedas consecutivas
Já o dólar segue no sentido oposto e ontem passou pela sétima queda consecutiva, fechando a R$ 1,953 (-0,86%) - menor valor em oito meses, desde 1º de outubro de 2008 (de R$ 1,918). A Bovespa terminou a segunda-feira aos 54.486,29 pontos, maior patamar desde os 55.162,10 pontos de 1º de setembro de 2008. Na mínima do dia, registrou os 53.202 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 54.857 pontos (+3,12%). No ano até ontem, o índice acumula ganhos de 45,10%. O giro financeiro totalizou R$ 5,988 bilhões.
Índices favoráveis
O dia começou com dois índices de gerentes de compra (PMI) sobre a atividade industrial na China. Ambos favoráveis. O oficial, divulgado pela Federação Chinesa de Logística e Compras ficou em 53,1 em maio, acima de 50 pelo terceiro mês consecutivo, embora tenha mostrado ligeiro recuo ante abril (53,5). Já o PMI CLSA China, compilado pela empresa britânica de pesquisa Markit Group, subiu para 51,2 em maio, de 50,1 em abril, no segundo mês seguido em que ficou acima de 50. Um dado acima de 50 indica expansão da atividade.
Zona do euro
Também agradaram indicadores na Europa. Na zona do euro, o índice dos gerentes de compra (PMI) teve alta mensal recorde, subindo para 40,7, de 36,8 em abril, segundo a Markit Economics. Enquanto que o avanço de 3,9 pontos é o maior desde que os registros começaram, em junho de 1997, o nível de 40,7 é o mais alto desde novembro do ano passado. Economistas esperavam que a leitura preliminar de 40,5 fosse mantida.
Setor industrial
Já o setor industrial do Reino Unido registrou contração pelo 14º mês consecutivo em maio, mas em ritmo menor do que o esperado. O PMI subiu para 45,4 em maio, de dado revisado de 43,1 em abril - maior nível em 12 meses. Nos EUA, o ISM industrial subiu para 42,8 em maio, de 40,1 em abril, superando a previsão dos economistas de 41,5. E os gastos com construção surpreenderam ao subirem 0,8% em abril, ante previsão de queda de 0,9%. O Dow Jones subiu 2,60%, para 8.721,44 pontos. O Nasdaq avançou 3,06%, para 1.828,68 pontos, e o S&P 500 tinha alta de 2,58%, para 942,87 pontos. As ações da GM fecharam estáveis.
Alta das commodities
No Brasil, a alta das commodities diante da percepção de recuperação do consumo empurrou os papéis da Bovespa, em especial Vale e siderúrgicas. Vale ON terminou em +4,94%, Vale PNA, em +3,97%, Gerdau PN, +4,32%, Metalúrgica Gerdau PN, +6,28%, Usiminas PNA, +3,19%, e CSN ON, +4,02%. Os metais fecharam em alta. Petrobras também avançou, mas bem menos. A ON teve ganho de +2,87% e a PN, de +2,29%. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho terminou em alta de 3,42%, a US$ 68,58, máxima do ano.
Câmbio
Ontem, o dólar no mercado doméstico sustentou-se abaixo de R$ 2,00, oscilando entre mínima de R$ 1,940 (-1,47%) e a máxima registrada no fechamento. O pronto no balcão encerrou cotado a R$ 1,953 (-0,86%) - menor valor em oito meses, desde 1º de outubro de 2008 (de R$ 1,918). Na BM&F, a moeda norte-americana terminou a R$ 1,9535 (-0,84%). No mercado futuro às 16h56, o dólar com vencimento em 1º de julho/09, mais negociado, era cotado a R$ 1,960, com perda de 1,31%, após oscilar de R$ 1,9525 (-1,69%) a R$ 1,972 (-0,70%), informou um operador de tesouraria de um banco privado nacional.
Comportamento
A desvalorização do dólar em relação ao real acompanhou o comportamento externo da divisa norte-americana, decorrente do maior apetite por risco nos mercados em meio a notícias positivas sobre atividade na China, zona do euro, Reino Unido e EUA, que deram forte impulso às Bolsas pelo mundo e aos preços das commodities. O fluxo cambial local também manteve-se favorável, ajudando a amparar as cotações da moeda americana na trajetória declinante, disse a economista da Link Investimentos, Mariana Costa.
Juros
Os juros futuros de longo prazo ampliaram o movimento de queda na etapa vespertina dos negócios. O destaque do período foi o DI de janeiro de 2011 que passou a ser o segundo vencimento mais transacionado, com 147.410 negócios. Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa desse vencimento cedeu a 9,62%, ante 9,74% no ajuste e 9,71% do fechamento de sexta-feira. O DI janeiro 2010 caia para 9,11%, de 9,20% no ajuste e 9,19% no fechamento de sexta-feira, com 193.095 negócios. O DI janeiro 2012 (65.260 transações)caiu a 10,56%, de 10,64% no ajuste e 10,61% no fechamento de sexta-feira. Mais cedo, a taxa projetada neste contrato para 2012 chegou a subir para 10,68%.
Agência Estado





