Dólar cai
Bovespa sobe



Em baixa

São Paulo - O dólar no mercado doméstico fechou ontem a R$ 1,970, com quedas de 1,94% no balcão e de 1,89% na BM&F, fato que não ocorria desde 1º de outubro do ano passado. Um conjunto de fatores contribuiu para o fenômeno, que vão desde a pressão das tesourarias de bancos e investidores posicionados na venda em contratos de derivativos de câmbio na BM&F, passando pelo fluxo cambial positivo rumo à Bolsa e incluindo ainda a desvalorização da moeda americana no mercado internacional frente ao euro e ao iene. Já quem investiu na Bolsa teve motivos de sobra para sorrir em maio. O pregão de ontem fechou em alta de 0,3%, encerrando com o pé direito a semana, que teve ganhos de 5,2%. No mês, subiu 12,49%.

Câmbio

O dólar operou ontem cotado abaixo de R$ 2,00 em toda a sessão. O giro total à vista somou US$ 4,450 bilhões (US$ 4,190 bilhões em D+2). Ptax de venda encerra a R$ 1,973, em queda de 2,06%. Esta semana, o pronto no balcão caiu 2,81%; em maio apurou baixa de 9,96% e, no ano, acumula perda de 15,63%. Partindo da cotação de 4 de dezembro de 2008, de R$ 2,519 no balcão, que foi a mais alta registrada pelo dólar à vista desde o agravamento da crise econômica mundial em meados de setembro, o pronto contabiliza até hoje baixa de 21,79%.
Vale ressaltar que a taxa Ptax de venda de ontem servirá de referência na segunda-feira, 1º de junho, para a liquidação/ajustes dos contratos de derivativos cambiais, como dólar futuro, swaps e opções.


Bolsa

Os indícios de que a economia global estaria se estabilizando e o fluxo intenso de investidores estrangeiros levaram a Bolsa brasileira a encerrar seu terceiro mês consecutivo de ganhos - o quarto no ano. Neste trimestre azul, o principal índice do mercado acionário registrou ganhos de 39,32%, acumulando elevação de 41,67% em 2009 - a Bovespa caiu apenas em fevereiro, 2,84%. Ontem, a indefinição em Wall Street e uma realização de lucros fizeram o índice operar a maior parte do dia em baixa, mas a recuperação em Nova York nos últimos minutos e a redistribuição, pelo Morgan Stanley, dos pesos do índice MSCI fizeram a Bolsa doméstica virar nos ajustes finais.

Tendência

O Ibovespa registrou alta de 0,30%, aos 53.197,73 pontos, maior nível desde 3 de setembro do ano passado (53.527,00 pontos). Na semana, acumulou +5,20% e, em maio, 12,49%. Na mínima do dia, ontem, registrou os 52.432 pontos (-1,15%) e, na máxima, os 53.806 pontos (+1,44%). O giro financeiro disparou no finalzinho da sessão e acabou registrando o melhor desempenho de 2009, de R$ 8,191 bilhões. Segundo um profissional de um grande banco doméstico, a tendência para a próxima semana é de alta, refletindo indicadores que serão
divulgados no domingo na China e para os quais ele espera bons resultados.

Europeias

As Bolsas europeias fecharam a sexta-feira em leve alta, impulsionadas pelos ganhos dos setores de petróleo e mineração em meio às altas dos preços das commodities. Os mercados europeus, que encerraram o terceiro mês consecutivo de alta, só não tiveram ganhos maiores graças aos ânimos confusos dos investidores americanos. A Bolsa de Londres subiu 0,69% no índice FTSE 100, indo para 4.417,94 pontos; a Bolsa de Paris avançou 0,43% no índice CAC 40, para 3.277,65 pontos; a Bolsa de Frankfurt subiu 0,16% no índice DAX, indo para 4.940,82 pontos.


Negativa

A alta do petróleo no exterior ontem serviu apenas para impedir um tombo maior às ações da Petrobras, que fecharam com variação negativa bem inferior à vista nos papéis da Vale. Petrobras ON perdeu 0,78% e Petrobras PN, 0,58%. O contrato do petróleo para julho terminou em alta de 1,89% na Nymex, a US$ 66,31 o barril. Vale ON, -1,96%, e Vale PNA, -1,22%.

Juros

Os juros futuros tiveram mais uma sessão de queda ontem. As taxas longas mantiveram a correlação com o movimento dos Treasuries, enquanto os vencimentos curtos oscilaram menos. Na opinião de analistas, a expectativa é de queda de 0,75 ponto da taxa básica, ontem em 10,25%, no próximo mês, mas o mercado se prepara para avançar em suas projeções. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2010 (141.665 contratos) terminou em 9,20%, de 9,22% e 9,24% no fechamento e ajuste ontem. O DI janeiro de 2011 (62.550 contratos) projetava 9,74%, de 9,78% e 9,82% no fechamento e ajuste de ontem. O DI janeiro de 2012 (50.885 contratos) caía de 10,69% e 10,74% no fechamento e ajuste ontem para 10,64%.

Agenda

Os contratos de curto prazo fecharam próximos dos níveis anteriores, refletindo a espera pela agenda, mas tiveram recuperação em termos de volume. Já os longos seguiram sujeitos à influência do ambiente externo, ontem novamente benigna. Os preços dos títulos do Tesouro norte-americano continuaram a avançar, com respectiva queda no juro. Perto das 16 horas, a T-Note de dez anos era negociada abaixo de 3,50%, após ter rompido anteontem o nível de 3,73%.

Das Agências

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