MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
Dólar em alta
Idas e vindas
São Paulo- Após idas e vindas, a Bovespa parou de ensaiar e finalmente rompeu o patamar de 52 mil pontos no fechamento. Tomou tanto gosto que a alta até foi além, para os 53 mil pontos, o que não acontecia desde 19 de setembro do ano passado. O fluxo de investidores estrangeiros, o aumento do preço do petróleo e os ganhos em Wall Street garantiram o desempenho desta quinta-feira.
Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão com valorização de 2,41%, na máxima pontuação do dia, de 53.040,74 pontos. Na mínima do dia, tocou os 51.795 pontos (+0,01%). No mês, acumula ganhos de 12,16% e, no ano, de 41,25%. O giro financeiro foi um pouco mais tímido em relação à véspera, somando R$ 4,868 bilhões. ''O que mudou ontem em relação a anteontem foi o comportamento das bolsas norte-americanas, que não atrapalharam no final'', comentou o economista da Legan Asset Fausto Gouveia, ao comparar o pregão desta quinta-feira ao da véspera, onde na hora final o Ibovespa devolveu todo o ganho que a levou aos 53 mil pontos no intraday e fechou com pequena baixa.
Commodities
''As commodities subiram, e Nova York não atrapalhou. Os indicadores que estão saindo nos Estados Unidos estão bem melhores e, aqui, a inflação está controlada, indicando mais queda dos juros'', comentou. Parte da alta do Ibovespa pode ser atribuída ao desempenho das commodities no mercado externo e, dentre elas, ao petróleo, que fechou no maior patamar do ano. O contrato para julho negociado na Nymex avançou 2,57%, para US$ 65,08 o barril, empurrado pelos dados de estoques semanais nos EUA.
Siderúrgico
O setor siderúrgico continuou na ponta positiva do índice, com as ações da Gerdau ainda em destaque, como ontem. Gerdau PN avançou 5,26%, Metalúrgica Gerdau PN, 5,15%, Usiminas PNA, 3,68%, e CSN ON, 3,98%. O segundo ponto a favorecer a Bovespa foi a leva de indicadores norte-americanos divulgados ontem. Foram positivos os dados de encomendas de bens duráveis (+1,9% em abril, ante expectativa de estabilidade) e os pedidos de auxílio-desemprego (-13 mil, ante projeção de -6 mil).
Tesouro
Os indicadores nos EUA fizeram os índices acionários em Wall Street subirem. O Dow Jones terminou em +1,25%, aos 8.403,80 pontos, o S&P, em +1,54%, aos 906,83 pontos, e o Nasdaq, em 1,20%, aos 1.751,79 pontos. A alta foi puxada pelas ações de empresas ligadas ao setor de energia e pela demanda relativamente forte observada mais cedo em um leilão de títulos do Tesouro norte-americano, fator que amenizou os receios de oferta excessiva de Treasuries no mercado. As ações da GM fecharam em queda de 2,61%.
Câmbio
O cenário externo favorável colaborou, ontem, com os investidores posicionados na ''venda'' no mercado de derivativos de câmbio e amparou a continuidade da pressão para a queda da moeda à vista visando o enfraquecimento da taxa Ptax (média das cotações à vista ponderada pelo volume de negócios). A Ptax de venda de hoje, será usada na segunda-feira, 1º de junho, para liquidação do contrato de dólar junho na BM&F, além de servir de referência para os ajustes dos vencimentos de swap (tradicional e reverso) e opções.
Sintonia
Embora tenha iniciado o dia em alta de 0,74%, cotado a R$ 2,030, o dólar no balcão devolveu os ganhos rapidamente e passou a cair, em sintonia com a oscilação em baixa na sessão do vencimento de dólar para 1º de junho. Este comportamento da moeda foi assegurado pela valorização dos principais índices do mercado de ações dos EUA, impulsionada pelo avanço dos papéis de empresas ligadas aos setores de energia e financeiro e pela demanda relativamente forte observada mais cedo em um leilão de títulos do Tesouro norte-americano, fator que amenizou os receios de oferta excessiva de Treasuries no mercado.
Intraday
Diante da movimentação para enfraquecer antecipadamente a ptax, o leilão de compra feito à tarde pelo Banco Central não ajudou nem mesmo a conter parte da baixa das cotações. Após a atuação da autoridade monetária, o dólar renovou as mínimas intraday. A taxa de corte nessa operação foi de R$ 2,013.
No mercado futuro, às 17h14, o dólar junho/09 foi cotado a R$ 2,001, em baixa de 1,89%, após ceder um pouco antes até a mínima de R$ 1,997 (-2,08%).
Juros
Os juros futuros estancaram o movimento de alta visto ontem e encerraram a negociação normal na BM&F em queda leve. Mesmo sem nada determinante no noticiário para explicar o comportamento das taxas, operadores afirmaram que a inversão do sinal de alta dos juros dos Treasuries - que ontem pressionaram os DIs especialmente à tarde -, o IGP-M de maio no piso das estimativas e o dólar perto de romper R$ 2 contribuíram para aliviar a curva. Às 16 horas, o DI janeiro de 2011 (108.460 contratos) projetava 9,82%, de 9,85% e 9,83% no fechamento e ajuste ontem. O DI janeiro 2012 (71.615 contratos) caía a 10,74%, de 10,81% e 10,77% no fechamento e ajuste anteriores. O DI janeiro de 2010 (52.950 contratos) estava em 9,24%, de 9,27% e 9,30% no fechamento e ajuste ontem.
Agência Estado





