MERCADO FINANCEIRO
Bolsas europeias em alta
Juros do cheque especial caíram
Mercado europeu
Os principais índices do mercado europeu terminaram a sessão em alta, com destaque para o avanço acentuado nos papéis de bancos. A divulgação de uma leve melhora na confiança dos consumidores franceses contribuiu para o ganho das bolsas. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 avançou 0,7%, a 210,48 pontos. Em termos de mercados locais, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres subiu 4,51 pontos (0,1%), para 4.416,23 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX avançou 15,17 pontos (0,3%), para 5.000,77 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 24,77 pontos (0,76%), para 3.294,86 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 105,10 pontos (1,12%), para 9.510,80 pontos.
Bancos
Os bancos tiveram o melhor desempenho do dia ontem, com HBSC subindo 1,99%, BNP Paribas 1,51% e Santander 2,3%. A Air Berlin, que divulgou prejuízo líquido de 88,4 milhões de euros no primeiro trimestre, ante prejuízo líquido de 59,6 milhões de euros no mesmo período de 2008, subiu 2%. A receita da companhia subiu 1,2% na mesma base de comparação, para 661,2 milhões. Outras companhias aéreas de baixo custo também terminaram o dia em território positivo. A EasyJet avançou 2,3% e a Ryanair ganhou 7%.
Recuperação
As ações da Pernod-Ricard recuaram 1,7% após a empresa divulgar que ainda é muito cedo para falar sobre uma recuperação de alguns mercados, como o da Espanha, o da Grécia, o da Irlanda, o do Reino Unido e o da Coreia do Sul. A Danisco subiu 12,8% em Copenhagen. A empresa do setor de alimentos revisou em alta a previsão de lucro para o atual ano fiscal e disse que o presidente do conselho deixará a companhia.
Inadimplência
A inadimplência subiu pelo quinto mês consecutivo em abril e chegou a 5,2% dos empréstimos do sistema bancário, segundo dados do Banco Central. É a taxa mais alta desde outubro de 2000 (5,3%).O aumento foi puxado pela inadimplência das empresas, que passou de 2,6% para 2,9% entre março e abril. Houve alta em todas as modalidades, com destaque para o desconto de promissória (de 3,3% para 4,3%).
Pessoas físicas
Para as pessoas físicas, a inadimplência caiu pela primeira vez depois de seis meses seguidos de alta e passou de 8,4% para 8,2% no mês passado, segundo dados do Banco Central. Apesar da queda geral, houve alta na inadimplência no crédito pessoal (de 5,8% para 5,9%), na aquisição de veículos (de 5,0% para 5,2%) e na aquisição de bens (de 14,2% para 14,9%).
Cheque especial
Para o consumidor, os juros recuaram mais, de 50,1% para 48,8% ao ano, melhor resultado desde maio (47,4%). Para as empresas, os juros caíram de 28,9% para 28,8% ao ano (menor desde setembro). Houve queda nos juros ao consumidor em praticamente todas as modalidades verificadas pelo BC. A taxa do crédito pessoal caiu de 50,8% para 48,8% ao ano. No cheque especial, caiu 169,1% ao ano para 166,3% no mês passado. Na aquisição de veículos, no entanto, a taxa passou de 29,7% para 29,9% ao ano.
HSBC na Austrália
O banco britânico HSBC anuncia mudanças em seu primeiro escalão no Brasil e Austrália. O brasileiro Paulo Maia, atual vice-presidente do HSBC no País, foi promovido a presidente do HSBC Bank Austrália. Maia, que assume o posto em 1º de julho, será substituído pelo americano David Kotheimer. No grupo desde 1993, Maia ocupou cargos em área de atendimento a pessoas físicas e jurídicas de pequeno, médio e grande porte e finanças corporativas. O executivo também já atuou no banco nos Estados Unidos e Reino Unido. Kotheimer trabalha no grupo desde 1987 e ocupava até agora o posto de executivo sênior com responsabilidade sobre a avaliação dos investimentos do grupo HSBC para a América Latina.
Investimentos
O investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina e Caribe deve diminuir entre 35% e 45% em 2009, resultado da crise financeira internacional, de acordo com estimativa da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Em 2008, o IED da região alcançou o recorde de US$ 128,3 bilhões, crescimento de 13% ante o ano anterior, provocado pelo aumento dos preços das commodities e pelo crescimento econômico de alguns países. O valor, de acordo com a entidade, inclui vários investimentos acertados antes da crise financeira, disse a Cepal.
América do Sul
A América do Sul recebeu US$ 89,8 bilhões em investimento estrangeiro direto em 2008, aumento de 24% ante 2007. No México e no Caribe, contudo, o FDI recuou 5%, para US$ 38,4 bilhões. Brasil, Chile e Colômbia foram os principais destinos dos investimentos na América do Sul, concentrando 80% dos recursos. No Brasil, houve aumento anual de 30% no investimento estrangeiro em 2008, para US$ 45,06 bilhões. Entre as médias e grandes economias, o Chile se destacou em termos de volume de IED que recebeu, bem como na proporção de investimento estrangeiro para o produto interno bruto (PIB), de acordo com a Cepal.
Das Agências





