MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
Dólar em baixa
O retorno
A volta dos investidores norte-americanos ao trabalho, depois da folga na segunda-feira com o feriado do Memorial Day, foi coroada por um indicador bem melhor do que as projeções pela Conference Board. O dado teve força inclusive para inverter o rumo da Bovespa, que abriu em baixa, mas passou a subir com o ingresso de recursos estrangeiros. Já o dólar sofreu a terceira queda consecutiva, fechando a R$ 2,018 no balcão.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia de ontem em alta de 2,02%, aos 51.840,80 pontos. Na mínima do dia, tocou os 50.074 pontos (-1,46%) e, na máxima, os 51.934 pontos (+2,20%). No mês, a bolsa acumula ganhos de 9,63% e, no ano, de 38,06%. Depois de registrar o menor desempenho de 2009 anteontem, o giro financeiro deu uma engordada e totalizou R$ 5,017 bilhões.
Retração
A Bolsa doméstica abriu em queda, influenciada pelo dado ruim da S&P Case - Shiller, que registrou a maior retração em 21 anos no Índice Nacional de Preços das Residências, que caiu 19,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. Também pesou o noticiário do setor de mineração e siderurgia, a respeito dos primeiros acordos sobre o preço do minério de ferro. A Rio Tinto fechou acordo com a siderúrgica japonesa Nippon Steel para vender minério de ferro com desconto de 33% a 44%. A Rio Tinto também fechou acordo com a JFE.
Acordo
Numa segunda leitura, o acordo sobre preços acabou sendo visto com bons olhos, quando os analistas concluíram que a Vale, no final das contas, seria beneficiada. A explicação é que a brasileira vende um produto de melhor qualidade e deve obter um desconto menor em suas negociações. Mas a principal razão da melhora do humor em Nova York ontem foi o índice de confiança dos consumidores norte-americanos da Conference Board, que saltou de 40,8 em abril para 54,9 em maio, superando a previsão dos economistas, de alta para 43.
Maior cotação
Os papéis da Vale subiram 2,07% na ação ON e 1,38% na PNA. Gerdau PN avançou 3,89%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,11%, CSN ON, 2,88%. Usiminas PNA teve a menor alta do dia do setor, de 1,13%. Os ganhos de Petrobras foram maiores: +2,37% na ON e +2,40% na PN, seguindo a alta do petróleo. O contrato para julho avançou 1,26%, a US$ 62,45, a maior cotação do ano.
Destaque
As ações de bancos foram destaque de alta, depois que o Bank of America Merrill Lynch elevou para ''compra'' a recomendação para os papéis do Itaú Unibanco e manteve os ratings de ''compra'' para as ações do Banco do Brasil e de ''neutro'' para Bradesco, segundo relatório divulgado ontem pela instituição financeira. Itaú Unibanco PN subiu 3,78%, Bradesco PN, 2,14%, e BB ON, 4,16%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones terminou a sessão em alta de 2,37%, aos 8.473,49 pontos. O S&P avançou 2,63%, aos 910,33 pontos, e o Nasdaq, 3,45%, para 1.750,43 pontos.
Câmbio
Após subir até R$ 2,047 (1,09%) na abertura dos negócios, o dólar no mercado à vista devolveu os ganhos e iniciou a tarde em baixa, refletindo o fluxo cambial positivo, a melhora das Bolsas internacionais e da Bovespa e interesses no recuo das cotações da moeda por parte de investidores posicionados no mercado de derivativos cambiais.
Leilão vespertino
O Banco Central fez um leilão vespertino, em que comprou cerca de US$ 154 milhões, à taxa de corte em R$ 2,0228, disse um operador de uma corretora de câmbio em São Paulo. Outra parte do fluxo favorável registrado nos segmentos comercial e financeiro foi absorvida por empresas importadoras, tendo em vista o preço da moeda considerado atrativo, afirmou a gerente da mesa de câmbio da SLW Corretora, Roseli Braga.
Quedas consecutivas
No fechamento, o dólar à vista apurou a terceira queda consecutiva, desta vez de 0,35%, para R$ 2,018 no balcão, e de 0,19%, a R$ 2,0201 na BM&F. O recuo nestas três sessões foi de 0,84% no balcão. No mês, as perdas apuradas pela moeda ante o real estão em 7,77% e 7,38%, respectivamente; e no ano, de 13,58% e 12,66%, pela ordem. O giro financeiro total aumentou 849% em relação ao anterior, para cerca de US$ 4,987 bilhões, dos quais cerca de US$ 4,734 bilhões em D+2.
Juros
Os juros futuros continuaram em sua trajetória declinante ontem, sustentada pelo viés de queda para a política monetária, por sua vez reforçado pela leitura dos discursos de membros do Banco Central. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2010 (110.080 contratos) projetava 9,25%, ante 9,30% e 9,29% no fechamento e ajuste ontem. O DI janeiro de 2011, com 104.200 contratos, recuava para 9,72%, de 9,82% e 9,81% no fechamento e ajuste anteriores. O DI janeiro de 2012 (52.855 contratos) estava em 10,62%, de 10,71% ontem.
Agência Estado





