MERCADO FINANCEIRO
Bovespa sobe
Dólar baixo
Feriados
Os feriados de Memorial Day nos Estados Unidos e bancário no Reino Unido deixaram a Bovespa praticamente às moscas. O giro financeiro foi muito fraco, o menor desde a última semana de 2008, entre os feriados de Natal e réveillon, o que mostra o estrago que faz a ausência dos estrangeiros no mercado local. Apesar disso, o pregão foi positivo, sem muito vigor nas altas - embora em dia de volume baixo qualquer movimento tenha força para conduzir os negócios. O dólar seguiu a mesma toada e, em dia sem fluxo cambial, manteve tendência de queda, caindo 0,1%.
Bovespa
A Bovespa terminou o dia em alta de 0,49%, aos 50.816,24 pontos. Na mínima do dia, registrou os 50.558 pontos (-0,02%) e, na máxima, os 50.969 pontos (+0,79%). No mês, registra ganhos de 7,46% e, no ano, de 35,33%, o giro financeiro somou apenas R$ 1,55 bilhão, o menor volume desde 29 de dezembro de 2008. Esta é a última semana de maio, o que significa dizer que, apesar da segunda-feira para lá de morna, a tendência é que muitos investidores voltem ao pregão para proporcionar o que é conhecido como ''embelezamento de carteiras''.
Performance
Esse movimento, pautado pela puxada de final de mês para melhorar a performance dos ativos, muitas vezes foi ofuscado em meio à crise financeira, mas, em 2009- à exceção de fevereiro, quando o Ibovespa fechou em queda - tem se mostrado firme, assim como tem acontecido com a recuperação da renda variável. Ontem, as ações da Petrobras operaram em alta e se descolaram do preço do petróleo no mercado eletrônico no exterior.
Em alta
Fecharam em alta de 0,41%, a R$ 41,37 no caso das ON e de 0,24%, a R$ 32,95 no das PN. O barril de petróleo com vencimento em julho em Nova York operava com queda de 0,75%, a US$ 61,21 às 17h15. A ação PNA da Vale registrou alta de 0,62%, a R$ 32,65, e a ON subiu 0,90%, a R$ 38,09. As siderúrgicas também fecham com ganhos. Gerdau PN subiu 0,84%, a R$ 18,00, Metalúrgica Gerdau apresentou alta de 1,63%, a R$ 23,75; Usiminas PNA +2,05%, a R$ 35,36, e Siderúrgica Nacional ON +1,33%, a R$ 43,40.
Piora
Entre as principais notícias do dia, o boletim Focus, preparado pelo Banco Central, mostrou que a maioria do bancos piorou suas projeções de crescimento econômico deste ano: em vez de uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,49%, boa parte das estimativas aponta para uma queda de 0,53%. A FGV (Fundação Getulio Vargas) revelou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC)teve alta de 1,3% em maio, o terceiro mês consecutivo de recuperação. A sondagem aponta, no entanto, que a confiança do consumidor brasileiro na economia local ainda está abaixo do patamar registrado em setembro de 2008, mês que marca o início da pior fase da crise mundial.
Perspectivas
Levantamento da Ativa Corretora revelou que o lucro somado das empresas brasileiras de capital aberto foi 26% menor na comparação dos resultados do primeiro trimestre de 2009 com o mesmo período de 2008. Excluindo os números de Petrobras e Vale do Rio Doce, a queda é ainda maior: 41%. O departamento de pesquisa econômica da Ativa considera que os balanços do segundo trimestre ainda devem revelar números desfavoráveis na comparação com o mesmo período de 2008. Devem ser melhores, no entanto, se considerado o primeiro trimestre do ano.
Câmbio
O mercado de câmbio doméstico operou com volatilidade e liquidez reduzidas ontem por causa dos feriados nos Estados Unidos e no Reino Unido. Com a ausência de negócios nos principais mercados internacionais, praticamente não foi registrado fluxo cambial. Ainda assim, as cotações à vista e no mercado futuro da moeda norte-americana seguiram em queda na sessão.
Leilão
O Banco Central realizou um leilão matutino de compra, em que teria adquirido cerca de US$ 44 milhões, segundo operadores consultados. Contudo, a operação não tirou o dólar spot do terreno negativo. Na máxima, registrada à tarde, a cotação à vista atingiu a estabilidade, a R$ 2,027 no balcão. No mercado futuro, o dólar junho/09, mais negociado, só registrou leve valorização após o fechamento do pronto. No encerramento da sessão à vista, o dólar no balcão recuou 0,10%, para R$ 2,025; e na BM&F caiu 0,05%, a R$ 2,024.
Juros
Os juros futuros tiveram uma sessão atípica ontem, marcada pelo baixíssimo volume de contratos negociados. Passada a realização de lucros dos últimos pregões e, em meio ao ambiente de liquidez reduzida, as taxas ontem retomaram o curso de queda, à espera da evolução da agenda que pode contribuir para o ajuste das apostas para a Selic. Às 16 horas, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2010 (30.000 contratos) estava em 9,29%, de 9,33% e 9,34% no fechamento e ajuste sexta-feira. O DI janeiro de 2011 (8.075 contratos) projetava 9,81%, de 9,88% ontem. O DI janeiro de 2012 (6.195 contratos) caía a 10,71%, ante 10,75% no fechamento e 10,79% no ajuste.
Das Agências





