MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em alta
Bolsas americanas em baixa
Bovespa
Depois de dois dias de queda moderada, a Bovespa passou ontem por um pregão claramente de realização de lucros. Embora as justificativas para a venda de papéis sejam bem razoáveis - uma delas o rebaixamento da perspectiva do rating no Reino Unido -, a avaliação sobre o mercado doméstico não mudou: o movimento de vendas é saudável e a trajetória de alta não se dissipou. Vale e siderúrgicas estiveram à frente das vendas, empurradas, entre outras coisas, pela queda dos metais que, ao lado do petróleo, também sentiram o peso do noticiário.
Dólar
O dólar aproveitou o momento negativo e, após três quedas consecutivas, fechou em alta de 0,35%, a R$ 2,035 no balcão. O Ibovespa terminou o dia em baixa de 2,26%, aos 50.087,33 pontos. Nestas três sessões seguidas de queda, perdeu 2,67%, o que não mudou a trajetória do mês, que ainda exibe alta de 5,92%. No ano, a Bolsa acumula ganhos de 33,39%. Na mínima do dia, o índice tocou os 49.565 pontos (-3,28%) e, na máxima, os 51.244 pontos (estabilidade). O giro financeiro totalizou de R$ 4,577 bilhões.
Classificação
Ontem, a agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu a perspectiva do rating do Reino Unido de estável para negativa, levando em conta a deterioração das finanças públicas do país. A notícia levantou o temor sobre o rebaixamento da dívida do governo dos EUA - e não só, de outras grandes economias também, ainda mais que houve um afrouxamento monetário justamente para fazer frente à crise financeira.
Norte-americanas
Assim, as bolsas norte-americanas recuaram, ainda com os efeitos dos dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego da última semana. O Dow Jones terminou o pregão em queda de 1,54%, aos 8.292,13 pontos, o S&P recuou 1,68%, aos 888,33 pontos e Nasdaq 1,89%, aos 1.695,25 pontos.Em Londres, o índice FTSE-100 caiu 2,75%, para 4.345,47 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX recuou 2,74%, para 4.900,67 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 2,60%, para 3.217,41 pontos.
Menos terreno
No Brasil, as ações da Petrobras perderam menos terreno que as da Vale. As ON recuaram 1,93% e as PN, 1,96%. Vale pesou mais sobre o Ibovespa ontem, em meio ao corte feito pelo Morgan Stanley na recomendação da empresa de ''equalweight'' para ''underweight''. Além disso, a novela da negociação do preço do minério de ferro continua no ar e, ontem, a agência de notícias estatal chinesa Xinhua disse que as siderúrgicas daquele país estão reivindicando um corte de 40%. Vale ON terminou o dia em queda de 4,06% e Vale PNA, 2,97%.
Câmbio
Após cair 3,89% nos três dias anteriores, o dólar no mercado à vista encerrou em alta, de 0,35%, a R$ 2,035 no balcão. Na BM&F, o pronto subiu 0,44%, para R$ 2,036. A mudança de direção das cotações ocorreu em meio à volatilidade e resultou muito mais da ampliação da queda da Bovespa durante à tarde do que de uma atuação forte do Banco Central, segundo o operador de câmbio Ovídio Pinho Soares, da Finabank Corretora.
Ação incisiva
O BC deve ter comprado apenas cerca de US$ 55 milhões ontem, segundo operadores consultados em várias instituições, após uma ação incisiva anteontem, quando adquiriu cerca de US$ 1,2 bilhão e impediu que a moeda furasse os R$ 2, embora não tenha desviado as cotações do terreno negativo. Apesar da valorização ontem, o dólar no balcão apura em maio queda de 6,99% e, no ano, de 12,85%.
Leilão
O dólar à vista pisou em terreno negativo no começo da tarde, depois de oscilar em alta desde a abertura, o que levou o Banco Central a fazer um leilão de compra. No entanto, a moeda renovou a mínima intraday após essa atuação, quando cedeu até R$ 2,015, baixa de 0,64%. Com a piora da Bovespa à tarde, o pronto ganhou suporte e retomou os ganhos, afirmou Pinho Soares.
Vaívem
O vaivém das cotações favoreceu as operações casadas e de day trade, que deram consistência aos negócios. O giro financeiro total à vista manteve acima de US$ 4 bilhões: somou cerca de US$ 4,303 bilhões, dos quais cerca de US$ 4,087 bilhões em D+2. Na BM&F, o giro financeiro com dólar futuro manteve-se alto. Os cinco vencimentos de dólar futuro negociados até 16h20 projetavam taxas em alta, com um giro de cerca de US$ 17,408 bilhões.
Foco
O foco dos negócios, de todo modo, seguiu no vencimento mais curto, para 1º de junho/09, que girou até esse horário, cerca de US$ 17,278 bilhões do total. Às 16h49, o dólar junho/09 apontava valorização de 0,10%, a R$ 2,040, após recuar no início da tarde até R$ 2,0185 (-0,96%) e subir pela manhã até R$ 2,051 (+0,64%). No mercado de câmbio, às 17h38, o euro subia para US$ 1,3885, de US$ 1,3772 na quarta-feira, enquanto a libra esterlina ganhava 0,29%, a US$ 1,5836 e o dólar cedia para 94,35 ienes, de 94,74 ienes na véspera.
Juros
Os juros futuros ampliaram a alta na parte da tarde, chegando às máximas do dia, alinhados à pressão adicional vista nos Treasuries e de fatores relacionados ao leilão de prefixados do Tesouro Nacional. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 era o mais líquido, com 156.855 contratos e taxa de 9,89%, ante 9,71% no ajuste e 9,73% no fechamento ontem.
Agência Estado





