MERCADO FINANCEIRO
Dólar desceu
Bolsa de Londres subiu
Em queda
O dólar comercial foi vendido por R$ 2,035 ontem, em um decréscimo de 1,97% sobre a cotação de ontem. Trata-se do menor preço para a moeda americana desde 14 de outubro do ano passado. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 2,150, em baixa de 3,15%.
Desvalorização
Somente neste mês, a cotação do dólar já desvalorizou 6,69%. No ano, o desconto chega a 12,81%. Profissionais de mercado ressaltam que o fluxo de recursos se intensificou nos últimos dias. Bancos já acusam o retorno de captações externas, mas ainda restritas às empresas de primeira linha.
Motivos
''Há uma série de motivos que podem explicar essa queda do dólar, mas o principal motivo é o grande fluxo de recursos externos, principalmente por conta da Bolsa. A Bovespa está batendo os seus 50 mil pontos diários e está se tornando um ponto de investimento para os investidores externos'', comenta Tiago Cassimiro, da mesa de operações da corretora Guitta. O Banco Central deu continuidade a sua prática de promover leilões de compra, desta vez entre 12h18 (hora de Brasília) e 12h28, aceitando ofertas por R$ 2,057 (taxa de corte).
Juros futuros
O mercado de juros futuros da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) rebaixou novamente as taxas projetadas nos contratos de longo prazo. Segundo analistas, repercutiu no mercado as declarações do ministro Guido Mantega (Fazenda), admitindo que a economia brasileira pode crescer somente 2%, ou até mesmo não ter crescimento, neste ano. No contrato que projeta as taxas para janeiro do ano que vem, a taxa prevista caiu de 9,33% ao ano para 9,29%; e no contrato que vence em janeiro de 2011, a taxa projetada foi mantida em 9,77%.
Perdas
Ordens de venda disparadas nas últimas horas do pregão de ontem fizeram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechar com perdas modestas, acompanhando de perto a Bolsa de Nova York. Notícias positivas sobre bancos americanos melhoraram o humor dos investidores logo na abertura dos negócios, mas no fim, a cautela falou mais alto. O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, cedeu 0,23% no fechamento e alcançou os 51.346 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,62 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York perdeu 0,34%.
Fusão
Entre as principais notícias do dia, a Sadia e a Perdigão confirmaram a fusão entre as duas maiores fabricantes de alimentos do país. Segundo o comunicado ao mercado, o acordo foi aprovado pelos Conselhos de Administração das duas empresas e ainda precisa passar por adesão dos acionistas de ambas.
Retração
As ações das duas empresas, que foram negociadas com fortes altas enquanto havia somente notícias esparsas das negociações, tiveram quedas no pregão de ontem. A ação preferencial da Sadia retraiu 5,05% enquanto a ação ordinária da Perdigão teve baixa de 6,36%.
Estados Unidos
Nos EUA, o Departamento de Comércio afirmou que a construção de casas e apartamentos teve queda de 12,8% em abril, para uma cifra total de 458 mil unidades, abaixo da cifra total de 530 mil projetada por economistas do setor financeiro. Trata-se do nível mais baixo desde 1959.
Reação
O mercado reagiu favoravelmente às notícias de que algumas instituições bancárias começam a devolver recursos federais recebidos em meio à pior fase da crise dos créditos ''subprime''. Dois dois maiores bancos dos Estados Unidos, o Goldman Sachs e o Morgan Stanley, enviaram ao governo americano uma proposta para devolver até US$ 20 bilhões dos empréstimos concedidos.
Atenções
A ata do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês) deve monopolizar as atenções de analistas e investidores hoje, a partir das 15h (hora de Brasília). Para analistas, o mais importante deste documento será a revisão das projeções para a economia americana nos próximos anos. ''A nosso ver, o Fed deverá apresentar piores projeções para o PIB e para a taxa de desemprego deste ano e, provavelmente, revisarão para baixo a previsão para a inflação cheia'', comenta Elson Teles, economista-chefe da corretora Concórdia.
Altas
As Bolsas da Europa mantiveram as trajetórias de altas nesta semana e fecharam, ontem, no maior patamar desde janeiro. Os investidores do setor bancário voltaram às compras depois que a Alemanha, maior economia europeia, divulgou uma alta no índice de confiança no mercado financeiro. O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 0,81%, com 4.482,25 pontos; a Bolsa de Paris avançou 0,67% no índice CAC 40, a 3.190,28 pontos; o índice DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, subiu 2,22%, para 4.959,62 pontos; a Bolsa de Milão avançou 0,82% no índice MIBTel, indo para 15.836 pontos; e a Bolsa de Zurique teve valorização de 1,17%, indo para 5.498,80 pontos no índice Swiss Market.
Das agências





