Bolsa sobe
dólar cai



Bolsa dispara

O vencimento de opções sobre ações na Bovespa encontrou terreno fértil ontem. O dia de noticiário positivo e de bolsas em alta mundo afora levou o mercado acionário doméstico a recuperar, em apenas uma sessão, quase toda a perda acumulada na semana passada. O Ibovespa registrou ontem a segunda maior alta de maio, ao subir 5,01% (atrás apenas dos 6,59% do último dia 4) e fechou aos 51.463,02 pontos (maior pontuação desde o dia 6 - 51.499,48 pontos). Na mínima do dia, registrou 49.012 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 51.490 pontos (+5,07%). No mês, acumula ganhos de 8,83% e, no ano, de 37,05%.


'Exercício bom'

''Foi um exercício muito bom, acima do esperado'', comentou o gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders, ao destacar que muitos investidores vinham comprando posições lá atrás, principalmente em dias de queda do índice. Esse movimento, explicou um profissional de renda variável de uma corretora em São Paulo, sinaliza que mesmo quando se desfaziam dos papéis esses investidores não queriam ficar de fora do mercado, daí a escolha pela opção, mais barata''.
O movimento altista de ontem foi favorecido pelo desempenho do mercado externo e pela 'fome' dos estrangeiros pelos ativos domésticos. A alta generalizada das bolsas teve como destaque os ganhos da Bolsa da Índia.

Dedo da China

Houve ainda o dedo da China. O governo daquele país detalhou um plano de estímulo para a indústria de petróleo e petroquímica, pelo qual comunicou a intenção de processar 405 milhões de toneladas métricas de petróleo bruto por ano até 2011. Petrobras, embora tenha tido um desempenho praticamente colado ao do Ibovespa, ficou aquém da alta de Vale e siderúrgicas, já que, nos bastidores, ainda pesa desfavoravelmente à empresa a possível instalação, no Senado, da CPI para investigá-la. Petrobras ON terminou em alta de 4,80% e PN, de 4,50%.


Ingrediente positivo


Os ganhos da Vale superaram os 6% (+6,56% a ON e +6,29% a PNA). Nas siderúrgicas, a menor alta foi de 5,79%, de Usiminas PNA. Gerdau PN avançou 8,48%, Metalúrgica Gerdau PN, 7,20%, e CSN ON, 6,23%. Já no setor bancário, Bradesco PN subiu 5,15%, Itaú Unibanco PN, 4,83%, e BB ON, 5,17%. A arrancada das bolsas norte-americanas foi outro ingrediente positivo ao mercado doméstico. O Dow Jones terminou o pregão em alta de 2,85%, aos 8.504,08 pontos, o S&P 500, de 3,04%, aos 909,71 pontos, e o Nasdaq, de 3,11%, aos 1.732,36 pontos.

Câmbio

Já o dólar no mercado doméstico retomou a queda. O Banco Central fez um leilão no mercado à vista durante a tarde - das 15h14 às 15h24 -, em que pode ter adquirido cerca de US$ 140 milhões, segundo estimou um operador de uma corretora em São Paulo. A taxa de corte na operação foi de R$ 2,0779. Após essa operação, a cotação do pronto no balcão seguiu em queda e até renovou a mínima, em meio a ofertas de investidores, que possivelmente não conseguiram vender ao BC, disse um operador de tesouraria de um banco estrangeiro. A mínima intraday do pronto foi de R$ 2,075 (-1,66%) registrada às 16 horas.


Dólar

No fechamento, o dólar à vista recuou 1,61%, para R$ 2,076 no balcão. A cotação máxima, de R$ 2,090 (-0,95%), foi registrada pela manhã. Na BM&F, o pronto encerrou na mínima do dia, a R$ 2,075, em queda de 1,61%; sendo que a máxima mais cedo foi de R$ 2,094 (-0,71%). O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 1,898 bilhões, dos quais cerca de US$ 1,677 bilhões em D+2.
No mercado futuro, o dólar junho às 16h47 foi cotado na mínima intraday de R$ 2,0775, em baixa de 2%, sendo que a máxima, pela manhã, foi de R$ 2,104 (-0,75%), informou um operador de tesouraria de um banco privado nacional.


Internacional

No mercado internacional de moedas, às 17h01 o euro subia 0,42%, a US$ 1,3551; a libra esterlina ganhava 1,06%, a US$ 1,5340. Ante moedas de países emergentes, o dólar perdia 2,01%, a 12,9957 pesos mexicanos; cedia 0,07%, a 560,75 pesos chilenos; recuava 1,78%, a 1,542 lira turca. Os juros futuros ensaiaram uma realização de lucros no final da etapa da negociação normal da BM&F, após passarem o dia em queda firme. As taxas de curto prazo encostaram nos níveis anteriores e os vencimentos longos reduziram o ímpeto de baixa.

Taxas caindo

O movimento foi considerado natural pelos analistas, uma vez que as taxas vêm caindo há muitos dias e, em algum momento, um ajuste, ao menos parcial, é esperado, mas que em nada deve alterar as expectativas para a política monetária. Às 16 horas, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2010 voltava a liderar o giro, com 142.430 contratos e taxa de 9,32%, de 9,33% no fechamento e 9,46% no ajuste. O DI janeiro de 2011 (78.870 contratos) caía de 9,78% e 10,10% no fechamento e ajuste anteriores para 9,74%.

Agência Estado

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