MERCADO FINANCEIRO
Prejuízo
As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em queda pelo terceiro dia consecutivo ontem, puxadas pelas perdas do setor bancário. Nos mercados da região, as notícias que preocuparam os investidores foram o prejuízo do grupo de seguros holandês ING e a perspectiva de queda de 4,5% da economia do Reino Unido neste ano.
Europeias
A Bolsa de Londres caiu 2,13% no índice FTSE 100, a 4.331,37 pontos; a Bolsa de Paris recuou 2,42% no índice CAC 40, para 3.152,90 pontos; a Bolsa de Amsterdã registrou perdas de 2,01% no índice AEX General, indo para 250,19 pontos; a Bolsa de Frankfurt desvalorizou 2,61% no índice DAX, que ficou com 4.727,61 pontos; a Bolsa de Milão perdeu 3,91% no índice MIBTel, para 15.344 pontos; e a Bolsa de Zurique teve queda 1,28%, indo para 5.277,37 pontos no índice Swiss Market.
Recuperação
O Banco da Inglaterra divulgou ontem que o Produto Interno Bruto (PIB) britânico sofrerá uma forte contração antes de se recuperar a partir de 2010. A economia do Reino Unido teve queda de 1,5% no primeiro trimestre de 2009.
Na divulgação da perspectiva, Mervyn King, governador (diretor) do banco central britânico, jogou mais dúvida sobre a recuperação econômica do país.
Más notícias
Más notícias sobre o setor bancário também puxaram os mercados na Holanda e na Alemanha. O governo alemão aprovou um projeto de resgate dos bancos com problemas financeiros no país, a fim de retomar a circulação de crédito no país. A medida prevê a criação de instituições para absorver os ativos podres que comprometem o futuro dos bancos. Pela proposta, os ativos tóxicos serão congelados e absorvidos por ''bancos podres'' (''bad banks''). A medida, que tem previsão de começar a vigorar a partir de julho, ainda precisa ser aprovado pelo parlamento.
Bancos
Já o grupo de bancos e seguros ING divulgou que teve um prejuízo líquido de 793 milhões de euros (US$ 1,08 bilhão) no primeiro trimestre de 2009, frente ao lucro de 1,54 bilhão de euros (US$ 2,1 bilhões) obtido no mesmo período do ano anterior. O lucro líquido do setor bancário da companhia subiu para 519 milhões de euros, enquanto a divisão de seguros sofreu uma perda líquida de 824 milhões de euros. As ações do setor financeiro registraram fortes quedas, com destaque para os papéis da ING (-11,9%) e UBS (-10,1%).
Zona do euro
A produção industrial da zona do euro (grupo de 16 nações da União Europeia que utilizam o euro como moeda única) recuou 2% em março na comparação com fevereiro, informou ontem a Eurostat (órgão de estatísticas da UE).Embora o dado tenha vindo melhor do que a de fevereiro -quando apresentou queda de 2,5%-, ele foi mais fraco que o esperado pelos analistas. Eles apostavam em uma retração de apenas 1%.
Recuo
Já na comparação com março do ano passado, a produção industrial recuou 20,2%. A produção industrial é um dado importante para a zona do euro, já que muitos dos seus países são altamente dependentes do desempenho da indústria, especialmente com as exportações de itens de alto valor agregado, como carros e máquinas pesadas. O dado, por exemplo, é um grande motivador para que muitos órgãos e economistas apontem que a economia da Alemanha -a principal economia da zona do euro- será uma das mais afetadas pela crise.
Estoques
Os estoques de petróleo e gasolina caíram nos Estados Unidos na semana passada, segundo dados publicados pelo Departamento de Energia do país.
Depois de nove semanas consecutivas de alta, as reservas de petróleo registram queda de 4,7 milhões de barris na semana encerrada em 8 de maio, a 370,6 milhões de barris. Os analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires previam uma alta de 1,3 milhões de barris. Os estoques de gasolina caíram 4,1 milhões de barris, a 208,3 milhões de barris, quando os analistas esperavam uma estabilidade.
Destilados
Já as reservas de produtos destilados (diesel e combustível para calefação) registraram alta de 1 milhão de barris, a 147,5 milhões de barris, abaixo do avanço esperado pelos analistas, de 1,3 milhões de barris. Às 12h26 (horário de Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em junho era cotado a US$ 59,05 no mercado de Nova York, uma alta de 0,34% em relação ao fechamento de terça-feira.
Opep
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduziu ontem a previsão de demanda de petróleo para 2009 em 1,8%, em mais uma reação à recessão mundial.''Persistem riscos consideráveis no mercado petroleiro, que continua desequilibrado pela baixa constante na demanda e pela superprodução crescente'', adverte a Opep em um relatório mensal. Segundo o cartel, a demanda deve registrar uma contração no ano de 1,57 milhão de barris por dia (mbd), a 84,03 milhões, contra 85,59 mbd em 2008. A Opep havia anunciado em março uma previsão de queda de 1,37 mbd.
Das Agências





