MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em queda
Petróleo sobe
Em queda
A Bovespa terminou em queda pela segunda sessão consecutiva, apesar da alta das commodities metálicas e do petróleo e da melhora de Wall Street no meio da tarde ontem. Porém, as perdas foram bem menores do que as registradas no pior momento do dia, justamente por causa da recuperação do Dow Jones. Vale, que ontem havia sido o ponto de resistência à queda, ontem foi o motor que empurrou o Ibovespa para baixo, enquanto as ações da Perdigão dispararam com as notícias que indicam a proximidade, enfim, de um acordo com a Sadia.
Commodities
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 1,28%, aos 50.325,78 pontos. Na mínima do dia, registrou 49.808 pontos (-2,29%) e, na máxima, os 51.565 pontos (+1,15%). No mês, o resultado acumulado ainda é positivo em 6,42% e, em 2009, em 34,02%. O giro financeiro foi melhor que o da véspera e totalizou R$ 5,280 bilhões. As commodities tiveram fechamento em alta ontem, mas não serviram de referência aos papéis no Brasil, pelo menos não para as blue chips e para as siderúrgicas. O petróleo chegou a superar, no intraday, os US$ 60 pela primeira vez desde novembro do ano passado, mas fechou abaixo disso.
Petrobras
No Brasil, as ações da Petrobras tiveram comportamento melhor do que as da Vale, por causa do desempenho do preço do petróleo e da interpretação de que o balanço trimestral divulgado ontem foi de ''médio para acima das expectativas''. Petrobras ON terminou a sessão em baixa de 2,06% e PN, de 1,58%. Vale ON terminou ontem com queda de 2,68%, e Vale PNA, de 1,74%, empurrando para baixo o Ibovespa com a ajuda das siderúrgicas. Gerdau PN recuou 2,29%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,31%, Usiminas PNA, 3,20% e CSN ON, 2,32%.
Léguas
Perdigão ON liderou os ganhos do Ibovespa com léguas de distância para o segundo colocado. As ações se beneficiaram da provável união com a Sadia está bem perto de ser concluída. Perdigão ON avançou 13,25% e Sadia PN, 3,30%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones terminou em +0,60%, aos 8.469,11 pontos, e o S&P, em -0,10%, aos 908,35 pontos. O Nasdaq seguiu em baixa e perdeu 0,88%, aos 1.715,92 pontos.
Câmbio
O mercado cambial doméstico encerrou o dia com o dólar à vista em alta, reflexo de saídas de recursos da Bovespa, em um dia de pouco volume transacionado. Operações de opção de dólar também influenciaram as cotações, que chegaram a recuar mais cedo. O Banco Central voltou a comprar divisas no segmento à vista, mas pouco interferiu no rumo dos preços, em uma sessão de poucas notícias relevantes ao câmbio.
Na roda
Assim, o dólar fechou a R$ 2,0700 no balcão, em alta de 0,53%, após oscilar de R$ 2,049 na mínima (-0,49%) e R$ 2,0770 na máxima (+0,87%). Na roda de pronto da BM&F, a moeda subiu 0,46%, a R$ 2,0680. De acordo com informações de operadores, o giro interbancário somava às 16h45 apenas US$ 1,481 bilhão, sendo US$ 1,386 bilhão em D+2. No mercado futuro, os cinco vencimento negociados até as 16h30 registravam alta, contabilizando 217.745 negócios e US$ 10,97 bilhões. O contrato para junho saía a R$ 2,079, em alta de 0,05%, segundo fonte do mercado.
Players
De acordo com um operador da tesouraria de um banco estrangeiro no Brasil, a saída de players teria levado a cotação à vista às máximas da sessão por volta do meio-dia. Uma dessas operações de saída, realizada por um banco norte-americano, teria sido da ordem de US$ 100 milhões. De acordo com o profissional de uma corretora em São Paulo, em um dia de mercado ''pequeno'' como o de ontem, esse tipo de transação faz efeito nos preços. O Banco Central realizou leilão de compra de dólar no mercado à vista durante a tarde, com taxa de corte a R$ 2,0678, mas pouco influenciou as operações. Segundo estimativa de um operador da tesouraria de um banco em São Paulo, a autoridade monetária comprou US$ 170 milhões.
Moedas
No mercado de moedas, mesmo após o presidente do Fed, Ben Bernanke, defender ontem a força do dólar e sua importância como moeda reserva, os investidores não se entusiasmaram em comprar a divisa. Às 16h30, o euro era negociado em alta de 0,34%, a 1,3645; a libra subia 1,06%, a US$ 1,5275. Na relação com o iene, o dólar cedia 0,80%, a 95,52 ienes. Na comparação com outras divisas emergentes, a moeda norte-americana desvalorizava-se ante o peso mexicano (-0,51%, a 13,2125 pesos), o rublo russo (-0,50%, a 32,0980 rublos) e lira turca (-0,19%, a 1,561 lira).
Juros
Os juros futuros seguiram em rota firme de queda, sendo ontem destaques os prazos a partir de 2011, que tiveram recuo sustentado por um volume crescente de contratos. Às 16 horas, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2010 (125.145 contratos) caía a 9,41%, de 9,42% e 9,43% no fechamento e ajuste ontem. O DI janeiro de 2011 (101.260 contratos) estava em 10,05%, de 10,09% e 10,10% no fechamento e ajuste anteontem. O DI janeiro de 2012 (59.205 contratos) projetava 11,01%, de 11,12% e 11,10% no fechamento e ajuste anteriores.
Agência Estado





