Dólar

Nem mesmo o leilão de compra realizado ontem pelo Banco Central foi capaz de estancar a queda do dólar, que fechou ontem a R$ 2,059, o menor valor desde 3 de outubro de 2008, quando encerrou a R$ 2,044. Ontem, o dólar no balcão recuou 0,44%. Na máxima, pela manhã, o pronto no balcão subiu até R$ 2,079 (+0,53%); e na mínima, recuou a R$ 2,052 (-0,77%). No mês, a moeda no balcão apura perda de 5,90%; e no ano, queda de 11,82%. Na BM&F, o pronto caiu ontem 0,94%, para R$ 2,0585. A Bolsa também fechou em queda. A baixa de ontem foi de 0,82%, muito em razão do fato de os investidores terem realizado lucros, após ganhos acumulados em nove semanas de alta.

Ação direta

Esta foi a segunda ação direta de compra no mercado à vista desde que o BC retomou, na sexta-feira passada, o uso desse instrumento de política cambial. Antes disso, a última vez que o BC comprou moeda à vista foi em 10 de setembro de 2008. Na última sexta-feira, o volume de moeda adquirido pelo BC pode ter somado cerca de US$ 270 milhões, estimaram operadores consultados pela AE.


Em vão

Tanto na sexta-feira como ontem, a ação do BC no mercado à vista teve o efeito de reduzir o tamanho da queda final do dólar à vista, mas não a impediu totalmente. A taxa de corte na operação desta segunda-feira ficou em R$ 2,0607. Os recursos comprados pelo BC destinam-se às reservas internacionais do País, que na última sexta-feira somavam US$ 201,943 bilhões.


Swap cambial

Na última terça-feira, dia 5, o BC também fez um leilão de swap cambial reverso, que representou uma compra de dólar no mercado futuro, no caso, um total de US$ 3,4 bilhões. Nesse dia, o mercado surpreendeu-se com esse leilão e o dólar acabou encerrando em alta, cotado a R$ 2,148 no balcão (+1,03%) e na BM&F (+0,85%). No mercado futuro, o dólar junho/09 foi cotado às 17h57 a R$ 2,071, com leve alta de 0,05%, após oscilar de R$ 2,0615 (-0,41%) a R$ 2,090 (+0,97%).

Contramão

Porém, o comportamento do dólar no mercado brasileiro andou na contramão ontem da valorização apurada pela moeda em relação às principais euromoedas e outras divisas de países emergentes. Lá fora, a realização de lucros nas bolsas norte-americanas, seguida pela Bovespa, deu fôlego à demanda por dólares. Às 17h32, o euro recuava 0,43%, a US$ 1,3585; a libra esterlina caía 0,73%, a US$ 1,5121; mas o dólar perdia 1,06%, cotado a 97,39 ienes. Em relação a países emergentes, o dólar subia 0,99%, a 13,1522 pesos mexicanos; ganhava 0,62%, a 569,75 pesos chilenos; e subia 1,62%, a 1,565 lira turca.

Indicadores

Em dia sem indicadores relevantes e de noticiário fraco, a Bovespa apenas cumpriu tabela. Os investidores aproveitaram a queda das bolsas internacionais em meio a uma realização de lucros e também embolsaram um pouco dos ganhos acumulados em 9 semanas de alta. Petrobras, com a expectativa do balanço, e bancos, refletindo o comportamento em Wall Street, conduziram as vendas. Vale, por sua vez, impediu que a queda fosse maior. A Bovespa terminou em baixa de 0,82%, aos 50.976,39 pontos. Na mínima do dia, registrou 50.060 pontos (-2,60%) e, na máxima, os 51.389 pontos (-0,01%).

Boia

As ações da Vale serviram de boia a uma queda mais profunda do índice à vista. Uma explicação nas mesas foi a de que as carteiras sofreram um rearranjo e os investidores trocaram ativos mais valorizados por outros menos valorizados. No mês até a última sexta, as ações da Vale subiram 7,45% na PNA e 8,23% na ON, bem menos do que uma Gerdau, por exemplo (17,32% na PN) ou Petrobras (+13,08% na ON ou 11,71% na PN). ''Os investidores podem ter trocado de posições'', justificou o analista da SLW Pedro Galdi.

Petróleo

Ontem, Vale ON subiu 0,31% e PNA, 0,21%. Nas siderúrgicas, Usiminas PNA avançou, 2,57%. CSN ON terminou com retração de 1,63%, Gerdau PN, de 0,38%, e Metalúrgica Gerdau PN, de 0,41%. Petrobrás fechou longe das mínimas, acompanhando o comportamento do petróleo. A commodity recuou 0,22%, para US$ 58,50, no contrato para junho. Petrobras ON perdeu 0,86% e PN, 0,39%.


Papéis do BB

Os papéis dos bancos no Brasil acompanharam seus pares no exterior e caíram, com exceção do BB. BB ON avançou 0,20%, enquanto Bradesco PN terminou com desvalorização de 2,59%, Itaú Unibanco PN, de 2,60%. Nos EUA, Dow Jones caiu 1,82%, aos 8.418,77 pontos, S&P, 2,15%, aos 909,24 pontos, e Nasdaq, 0,45%, aos 1.731,24 pontos. As ações do BofA perderam 8,68%, Citigroup recuou 3,98%, JPMorgan, 7,99%, e Amex, 8,31%.

Juros

Os juros futuros abriram a semana mantendo o sinal de queda nas taxas, com o noticiário ecoando a mensagem da ata do Copom de que a política monetária reserva novos cortes para a Selic. Ao término da negociação normal na BM&F, às 16 horas de ontem, o DI janeiro de 2010 (141.390 contratos) estava em 9,43%, de 9,48% no fechamento e 9,49% no ajuste anteriores. O DI janeiro de 2011 (93.550 contratos) recuava a 10,10%, de 10,22% no fechamento e ajustes na sexta-feira.

Agência Estado

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