Bovespa sobe
Metais caem



Leilão

Apesar do leilão de compra de dólar realizado ontem pelo Banco Central, a moeda americana prosseguiu em trajetória de baixa, fechando no menor nível desde outubro do ano passado. A última vez que o BC comprou moeda à vista havia sido em 10 de setembro de 2008. A explicação está no fluxo cambial positivo e no otimismo dos investidores com a retomada dos ganhos pelas bolsas internacionais e no Brasil. A Bovespa fechou o pregão de ontem em alta de 2,67%, acumulando um ganho na semana de 8,68%.

Recuo

No mercado de câmbio, o que se observou é que o recuo mais acentuado das cotações não foi contido após o leilão, segundo operadores de mesas de câmbio consultados, porque o BC pode ter adquirido um volume pequeno de dólares no mercado. Assim, os players que não conseguiram vender ao BC podem ter ido ofertar no mercado depois. Logo após o leilão de compra, o dólar no balcão renovou as cotações mínimas várias vezes até atingir o piso intraday de R$ 2,066, baixa de 2,09%.

Operação

Um operador de uma corretora em São Paulo estimou que o BC pode ter adquirido cerca de US$ 270 milhões na operação de anteontem. A taxa de corte no leilão foi de R$ 2,0785. Na terça-feira, o BC atuou comprando US$ 3,4 bilhões, por meio de contratos de swap cambial reverso. No fechamento, o dólar no balcão reduziu a baixa para 1,99%, a R$ 2,068 - valor inferior à taxa de corte do BC no leilão e também o menor preço em seis meses, desde 3 de outubro de 2008, quando o dólar no balcão encerrou a R$ 2,044.

Giro financeiro

Na BM&F, o dólar pronto recuou 1,42%, para R$ 2,078. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 2,720 bilhões, dos quais cerca de US$ 2,570 bilhões em D+2. No mercado de dólar futuro, o último negócio do dólar junho/09 às 17h29 foi à cotação de R$ 2,074, em queda de 2,31%, após bater mínima a R$ 2,073 (-2,36%).

Bolsa


Em sua nona semana de alta, a Bovespa já acumula valorização de 36,87% no ano. Nesta semana, a valorização da Bolsa ficou em 8,68%, o que a levou para 51.395 pontos. A apreciação de hoje foi de 2,67%. A continuidade na entrada de capital externo no pregão da Bolsa neste começo de mês tem alimentado a recuperação das ações brasileiras. O movimento já havia sido sentido em abril. Para o estrangeiro, poucos mercados no mundo têm se mostrado tão atraentes quanto o brasileiro em 2009. Em dólares, a Bolsa de Valores de São Paulo registra valorização acumulada de 54,15% no ano.

Estrangeiros


Após os R$ 3,78 bilhões líquidos em capital externo que desembarcaram na Bolsa local em abril -melhor resultado em 12 meses-, outros R$ 2,9 bilhões já vieram para o pregão doméstico neste mês, até o dia 6.''Os investidores estrangeiros têm se destacado nas últimas semanas e ajudado a Bolsa a subir'', afirma Maurício Gallego, chefe da mesa de pessoa física da Link Investimentos.
Os mercados de ações tiveram um dia animador hoje pelo mundo. Em Wall Street, as Bolsas subiram, apesar dos números ainda ruins do mercado de trabalho, que mostraram que o número de demissões em abril chegou a 539 mil trabalhadores no país.

Menos pior

A volta ao terreno positivo depois de uma breve realização de lucros ontem foi garantida pelo dado 'menos pior' do que as previsões do payroll norte-americano, o que deu continuidade ao fluxo de entrada de investidores estrangeiros no Brasil. Bradesco PN teve a maior variação do segmento (+2,76%), seguido por BB ON (+1,65%) e Itaú Unibanco PN (+1,17%). BM&FBovespa ON foi a segunda maior alta do Ibovespa, ao subir 7,79%, a R$ 10,10. Em maio, já acumula 14,26% de alta.

Petrobras

Petrobras ON subiu 3,48% e PN, 3,19%. Em dia de queda dos metais básicos, Vale conseguiu subir, embora operadores tenham citado que o balanço do primeiro trimestre ainda pesa um pouco sobre as ações. A ON avançou 1,43% e a PNA, 2,09%. No setor siderúrgico, CSN ON avançou 3,49%, Usiminas PNA, 3,12%, Gerdau PN, 2,85%, e Metalúrgica Gerdau PN, 3,18%. Dow Jones terminou em +1,96%, aos 8.574,65 pontos, o S&P com +2,41%, aos 929,23 pontos, e o Nasdaq com +1,33%, a 1.739,00 pontos. BofA avançou 4,89%, Citigroup, 5,51%, JPMorgan, 10,50%, e American Express, 9,36%.


Juros

A sinalização vista na ata do Copom de que a política monetária terá outras rodadas de flexibilização continuou preponderando nos juros futuros nesta sexta-feira, a despeito dos indicadores domésticos divulgados. Os contratos com vencimento até 2011 tiveram nova queda de taxas e a precificação das apostas de queda da Selic evoluiu na curva a termo, com a possibilidade de um corte de 0,75 ponto porcentual em junho ganhando força.

Negociação

Ao término da negociação normal na BM&F, às 16 horas, o DI janeiro de 2010 (196.950 contratos) recuava para 9,49%, de 9,54% no fechamento e 9,56% no ajuste anteontem. O DI janeiro de 2011 (74.730 contratos) estava em 10,22%, de 10,26% e 10,28% no fechamento e ajuste ontem. O DI janeiro de 2012 (61.560 contratos) estava em 11,15%, de 11,06% e 10,04% no fechamento e ajuste anteriores.

Das Agências

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