MERCADO FINANCEIRO
Bovespa cai
Euro sobe
Bovespa
Após cinco altas seguidas, a Bovespa viveu ontem o seu primeiro dia de baixa no mês. Balanços ruins e a inversão para baixo das bolsas norte-americanas fizeram com que a Bolsa caísse 2,8%, aos 50.058,06 pontos. Contribuíram para a queda blue chips como Vale, Gerdau e o setor bancário. Na mínima do dia, tocou os 49.743 pontos (-3,41%) e, na máxima, os 52.079 pontos (+1,12%). No mês, ainda acumula elevação de 5,86% e, no ano, de 33,31%. O giro financeiro totalizou R$ 5,769 bilhões.
Petrobras
Ontem, Petrobras também acabou virando para baixo, depois de uma abertura positiva, mas seu recuo foi limitado pela alta do petróleo. Na Nymex, o contrato desta commodity para junho terminou em US$ 56,71, com variação positiva de 0,66%. O papel ON da estatal perdeu hoje 1,92%, e o PN, 1,75%.
Vale ON caiu 3,75% e PNA, 3,23%. Gerdau PN recuou 4,99%. A empresa teve queda de 96,7% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 34,999 milhões, em relação a igual período do ano passado. Metalúrgica Gerdau PN terminou em -5,07%, CSN ON, em -2,83%, e Usiminas PNA, -1,94%.
Bancos
Nos bancos, o destaque de baixa ficou com o Itaú Unibanco, que recuou 7,57% na ação PN e 4,55% na ON. A queda foi bancada pela volta dos rumores de que o BofA poderia se desfazer das ações que detêm no banco brasileiro. Bradesco PN perdeu 4,37% e BB ON, 5,03%. O Dow Jones terminou o dia em queda de 1,20%, aos 8.409,85 pontos, S&P caiu 1,32%, aos 907,39 pontos, e Nasdaq, de 2,44%, a 1.716,24 pontos. Bank of America (BofA) avançou 6,46%, mas Citigroup perdeu 1,30%, JPMorgan terminou com recuo de 5,32% e American Express, de 4,31%. As ações da GM perderam 3,61%. A montadora anunciou prejuízo líquido de US$ 6 bilhões no primeiro trimestre.
Euro
O euro encerrou a sessão de Nova York em alta ante o dólar e o iene, após o Banco Central Europeu (BCE) divulgar medidas de afrouxamento quantitativo consideradas como modestas pelo mercado. A libra terminou em baixa em relação à divisa norte-americana, pressionada pela expansão do programa de compras de ativos do Banco da Inglaterra (BoE).O euro avançou para US$ 1,3383, de US$ 1,3335 na quarta-feira, enquanto o dólar subiu para 99,04 ienes, de 98,28 ienes. Em relação à moeda japonesa, o euro teve alta para 132,58 ienes, de 131,01 ienes anteontem. A libra caiu para US$ 1,5020, de US$ 1,5140 na quarta-feira, enquanto o dólar ficou em 1,1307 franco suíço, de 1,1315 franco suíço.
Câmbio
O mercado de câmbio doméstico registrou fraco volume de negócios ontem, em que o dólar oscilou entre os terrenos positivo e negativo antes de encerrar em leve baixa. O preço atual da moeda por aqui está testando níveis registrados há seis meses e isso ajudou a inibir os negócios, diante da realização de lucros nas bolsas norte-americanas e brasileira, disse a economista Mariana Costa, da Link Investimentos. O Banco Central não atuou no mercado ontem.
No fechamento, o dólar à vista recuou 0,09%, para R$ 2,110 no balcão - menor valor desde 30 de outubro de 2008, quando terminou a R$ 2,103. Na BM&F, o pronto finalizou em baixa de 0,14%, cotado a R$ 2,108.
Juros
A ata do Copom surpreendeu positivamente o mercado de juros, que avançou nas apostas para a política monetária nos próximos meses. O documento colocou os contratos futuros em rota firme de queda e ajudou a melhorar o volume de negócios. Às 16 horas, o DI janeiro de 2010 (269.015 contratos) projetava 9,56%, de 9,65% no fechamento e ajuste ontem. O DI janeiro de 2011 (163.705 contratos) estava em 10,28%, de 10,48% no fechamento e 10,50% no ajuste anteontem. O DI janeiro de 2012 (109.305 contratos) recuava a 11,04%, de 11,17% no fechamento e 11,21% no ajuste anteriores.
Tesouro
O Tesouro Nacional realizou ontem uma captação no mercado internacional no valor de US$ 750 milhões. O dinheiro foi obtido com a venda de títulos da dívida brasileira com vencimento em janeiro de 2019 nos EUA e Europa.
O objetivo era captar US$ 500 milhões, mas a demanda dos investidores pelos títulos do Brasil foi ''muitas vezes maior que a oferta'', o que levou o Tesouro a aumentar o volume da emissão. Essa é a segunda operação desse tipo desde a piora na crise internacional verificada a partir de setembro do ano passado. Em janeiro deste ano, o Brasil fez a primeira emissão desses mesmos papéis e captou US$ 1,025 bilhão.
Dinheiro
Além do dinheiro obtido nos mercados norte-americano e europeu, a emissão também deve ser estendida à Ásia depois da abertura do mercado local, onde podem ser captados mais US$ 37,5 milhões (5% da captação nos EUA e Europa).
O anúncio acontece em um momento de melhora na economia mundial. A operação realizada pelo Tesouro em janeiro já havia aberto espaço para que empresas privadas fossem buscar dinheiro no mercado internacional. Desde então, foram realizadas captações por empresas com Petrobras (US$ 1,5 bilhão), Odebrecht (US$ 200 milhões) e Telemar (US$ 750 milhões).
Das Agências





