MERCADO FINANCEIRO
Influenza
Abril foi um mês mais do que favorável à Bovespa. Nem mesmo o risco iminente de um alerta de pandemia pela Organização Mundial da Saúde por causa da gripe suína - ontem rebatizada de influenza A H1N1 - abateu o ânimo dos investidores em comprar ações. A Bovespa terminou com a maior alta mensal desde fevereiro de 2005 - na diária, continua sendo o maior nível desde outubro - e fechou oito semanas seguidas no azul. Ontem, voltou a pisar nos 48 mil pontos e ainda pela manhã, com a ajuda dos investidores estrangeiros e, claro, do clima favorável no exterior.
Bovespa
A Bovespa terminou a quinta-feira em alta de 0,13%, aos 47.289,53 pontos. Na mínima do dia, atingiu os 47.235 pontos (+0,02%) e, na máxima, os 48.126 pontos (+1,90%). Em todo o mês de abril, a Bolsa acumulou elevação de 15,55%, a maior alta mensal desde os mesmos 15,55% registrados em fevereiro de 2005. Também foi o segundo mês seguido no azul. Na semana, subiu 1,10% e, em 2009, acumula elevação de 25,94%. O giro financeiro totalizou R$ 5,409 bilhões. Os dados são preliminares.
Empurrãozinho
A volta dos investidores estrangeiros foi fundamental para garantir tal desempenho às bolsas, e o retorno foi pautado na certeza de que a economia doméstica está mais bem preparada para passar por esta crise. O empurrãozinho dado pelo Fed anteontem quando, ao anunciar sua decisão de política monetária, sinalizou que a economia norte-americana dá sinais de estabilidade encontrou terra adubada ontem nos bons indicadores conhecidos nos EUA - e já não é de ontem que muitos índices têm surpreendido favoravelmente, assim como tem ocorrido com os balanços trimestrais.
Principais
Dow Jones terminou ontem em baixa de 0,22%, aos 8.168,12 pontos. No mês, subiu 7,35%. S&P 500 recuou 0,10%, aos 872,81 pontos (9,39% em abril), e Nasdaq, subiu 0,31%, aos 1.717,30 pontos (+12,35% no mês). As principais bolsas europeias também terminaram em alta. Em Londres, o índice FTSE-100 subiu 1,29%, para 4.243,71 pontos, acumulando alta de 12,78% no mês. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX avançou 1,38%, para 4.769,45 pontos, com alta de 16,20% no mês. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve valorização de 1,38%, para 3.159,85 pontos, acumulando ganhos de 19,56% no mês. Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 1,65%, para 9.038,00 pontos, registrando aumento de 18,90% no mês.
Metálicas
No Brasil, a alta das commodities metálicas no exterior favoreceu a recuperação dos papéis da Vale, que aumentaram 3,06% na ON e 1,26% na PN, fechando abril com ganhos, respectivamente, de 18,11% e 15,94%. Siderúrgicas acompanharam: Gerdau PN, 2,61%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,18%, Usiminas PNA, 1,10%, e CSN ON, 1,69%. Petrobras ON caiu 0,19% e PN, 0,67%.
Câmbio
O dólar no mercado doméstico encerrou a sessão em alta de 0,37%, cotado a R$ 2,188 no balcão. Na BM&F, o pronto subiu 0,51%, para R$ 2,181. Apesar desses leves ganhos, a moeda norte-americana no balcão acumulou baixa ante o real em abril de 5,61%, montante que respondeu por quase toda a perda contabilizada este ano, de 6,30%. No mercado futuro, o último negócio às 17h06 com o dólar maio/09 foi à cotação de R$ 2,180, baixa de 0,14%; e com o dólar junho/09 à taxa de R$ 2,2025, em alta de 0,34%.
Internacional
No mercado internacional de moedas, às 17h15, o euro caía 0,63%, a US$ 1,3228 e apurava no mês ganho de 0,13% ante o dólar; e a libra esterlina recuava 0,31%, a US$ 1,4781, com valorização de 3,35% em relação à moeda norte-americana em abril. Ante divisas de países emergentes, o dólar subia 0,23%, a 13,8014 pesos mexicanos, porém, mostrava baixa de 2,60% no mês; a moeda norte-americana também ganhava 0,88%, cotado a 1,602 lira turca, mas em abril acumulava queda de 4,01%.
Juros
O mercado de juros teve uma reação considerada contida ao resultado do Copom, uma vez que o corte de 1 ponto porcentual na Selic, que agora está em 10,25%, estava totalmente precificado e que o comunicado curto divulgado após a reunião não trouxe sinalização clara sobre os próximos passos da política monetária. Diante disso, o mercado continua ''na mesma'', ou seja, manteve na curva a termo a precificação anterior de uma queda de 0,5 ponto da taxa básica no encontro de junho, uma vez que, por outro lado, também não houve indicação no statement do Banco Central de que o processo de flexibilização monetária terminou.
Negociação
Ao final na negociação normal na BM&F, os contratos de curto prazo continuaram devolvendo prêmios e caíram, enquanto os longos ficaram levemente pressionados pela correlação com as bolsas americanas e pelas incertezas sobre a Selic no futuro. Às 16 horas, os vencimentos mais curtos concentravam o volume de negócios e o DI mais líquido era junho de 2009 (547.310 contratos) - cuja taxa era de 10,125%, de 10,13% ontem. Passada a reunião do Copom, agora este contrato oscila totalmente atrelado ao CDI. O DI janeiro de 2010 (339.200 contratos) cedia de 9,78% e 9,77% no fechamento e ajuste de ontem para 9,71%. O DI janeiro de 2012 (68.435 contratos) estava em 11,28%, de 11,25% no fechamento e 11,17% no ajuste anteontem.
Agência Estado





