Otimismo
Os principais índices do mercado de ações europeu encerraram em alta, em meio ao otimismo dos investidores após grandes empresas da Europa -entre elas a Siemens, a Sanofi-Aventis, o Santander e a Royal Dutch Shell- divulgarem balanços melhores do que a expectativa dos investidores. Outro fator que contribuiu para o avanço do mercado foi o aumento no índice de sentimento econômico da zona do euro para 67,2 em abril, em comparação a 64,7 em março. Este foi o primeiro avanço do índice desde maio de 2007. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou em alta de 1,9%, a 197,28 pontos.

Papéis
Em termos de mercados locais, o índice FTSE-100 subiu 93,19 pontos (2,27%), para 4.189,59 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX avançou 97,14 pontos (2,11%), para 4.704,56 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 65,92 pontos (2,16%), para 3.116,94 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 235,00 pontos (2,71%), para 8.891,30 pontos. Segundo Christian Tegllund Blaabjerg, estrategista-chefe de mercado de ações do Saxo Bank, os resultados sem dúvida estavam dando impulso aos papéis europeus.

Petróleo
No setor petrolífero, a Royal Dutch Shell subiu 1,69% após divulgar uma queda de 62% no lucro líquido do primeiro trimestre, para US$ 3,49 bilhões.
Entre as companhias que encerraram o dia em território negativo, a ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, recuou 3,70%. A empresa teve prejuízo de US$ 1,06 bilhão no primeiro trimestre, em comparação a um lucro de US$ 2,37 bilhões no mesmo período do ano passado. As ações da Bayer, que registrou uma queda de 44,2% no lucro líquido do primeiro trimestre, caíram 3,26%.

Fluxo cambial
O fluxo cambial em abril até o dia 24 tem resultado positivo de US$ 596 milhões. Em igual período do ano passado, foi registrado ingresso líquido de US$ 4,898 bilhões. Segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central, o movimento preliminar de abril foi liderado pelo segmento comercial, que teve superávit de US$ 1,386 bilhão no período. O valor foi gerado por exportações de US$ 8,309 bilhões e importações de US$ 6,923 bilhões. No mesmo período, o fluxo financeiro registrou saída líquida de US$ 790 milhões, gerado por ingressos de US$ 16,458 bilhões e saídas de US$ 17,248 bilhões.

Juros
O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) manteve ontem, por unanimidade, sua taxa de juros no patamar em que se encontra desde dezembro do ano passado, uma margem de variação entre zero e 0,25%. Trata-se da terceira reunião consecutiva em que o Fed mantem a taxa no menor nível de sua história. A decisão do banco vem no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos apresentou a primeira estimativa sobre o desempenho da economia do país no primeiro trimestre deste ano: o PIB (Produto Interno Bruto) sofreu uma contração de 6,1%, após uma queda de 6,3% no quarto trimestre de 2008.

Taxas baixas
As taxas muito baixas fazem com que o Fed não tenha a arma dos juros para tentar estimular a economia americana e tirá-la da recessão em que mergulhou em dezembro de 2007. Juros baixos tornam o dinheiro mais barato para os bancos, o que, em tese, deveria baratear empréstimos para empresas e pessoas físicas. No ''Livro Bege'' (documento com dados econômicos coletados nas 12 divisões regionais do Fed e divulgado duas semanas antes da reunião de política monetária do banco) apresentado neste mês, o Fed notou alguma melhora em indicadores cruciais da saúde econômica dos EUA, como emprego, consumo e no setor imobiliário.

Confiança
A confiança do consumidor, de fato, tem apresentado melhoras: os indicadores apurados tanto pela Universidade de Michigan como pelo instituto de pesquisa Conference Board (os dois principais do país) mostraram ligeira melhora no fim de março e continuaram avançando neste mês. Anteontem, o Conference Board mostrou um ganho de mais de 45% entre os índices de março e de abril -que ficou em 39,2 pontos, contra 26,9 um mês antes. O nível ainda indica uma economia em recessão, mas a melhora foi expressiva.

Avanço modesto
O ritmo dos gastos do consumidor americano também justificou algum otimismo: em fevereiro houve um crescimento de 0,2%, marcando o segundo avanço consecutivo. O avanço foi modesto (0,2%) se comparado ao de janeiro (1%), mas ainda assim, dois meses de avanços nos gastos com consumo em uma economia em recessão é uma boa notpicia. Além disso, o dado de janeiro foi revisado para cima (a leitura original era de um crescimento de 0,6%) e a taxa de poupança teve ligeiro declínio, de 4,4% em janeiro para 4,2% em fevereiro - sinalizando que mais dinheiro pode ter sido dirigido para o consumo.

Imobiliário
No mercado imobiliário, os números são fracos, mas superaram as previsões dos analistas. As vendas de casas novas em março caíram 0,6%, para uma taxa anualizada de 356 mil unidades (contra 358 mil em fevereiro), mas a expectativa era de um tombo maior, para 340 mil. As vendas de casas usadas caíram 3% no mês passado, mas em compensação os preços dos imóveis tiveram uma recuperação, subindo 5,9%, para uma média de US$ 175,2 mil (contra US$ 165,4 mil em fevereiro).
Das Agências

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