MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A expectativa com o resultado dos testes de estresse com os bancos nos EUA, que serão conhecidos no início de maio, deu gás aos negócios com ações ontem. A Bovespa, à frente de Nova York graças ao ingresso de recursos estrangeiros, voltou aos 46 mil pontos ao fechar pela terceira sessão seguida em alta, o que também garantiu a sétima semana consecutiva no azul. O Ibovespa subiu 2,12%, aos 46.771,79 pontos. Na mínima do dia, atingiu os 45.801 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 46.946 pontos (+2,50%). Na semana, a Bolsa acumula alta de 2,17%, no mês, de 14,29% e, no ano, de 24,56%. O giro financeiro somou R$ 4,206 bilhões.
Otimismo
O otimismo da Bovespa foi garantido pelo desempenho sustentado das bolsas norte-americanas, que ampliaram os ganhos após a divulgação da metodologia do teste de estresse dos bancos pelas autoridades reguladoras dos EUA. O resultado final só sairá no dia 4 de maio, mas o Fed disse ontem que a ''vasta maioria'' dos 19 bancos que receberam ontem os resultados preliminares de como eles se saíram ''excedeu bem'' o nível e a qualidade de capital que os supervisores estavam almejando.
EstrangeirasO Dow Jones terminou com elevação de 1,50%, aos 8.076,29 pontos, S&P-500 de 1,68%, aos 866,23 pontos, e Nasdaq de 2,55%, aos 1.694,29 pontos. Bank of America subiu 3,17%, JPMorgan, 0,51%, mas Citigroup caiu 0,31%. Na Europa, as bolsas também exibiram ganhos elevados, impulsionados pelo avanço das ações de bancos e de companhias petrolíferas. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 3,43%. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX subiu 3,00%. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 3,13%.
Boa opção
Nessa revoada de investidores para cá, Vale tem sido uma das principais opções, ontem ao lado de BM&FBovespa, outra ação de grande atração para os estrangeiros. Os papéis da Petrobras têm ficado para trás nos últimos dias, em meio a um noticiário não muito favorável à empresa. Primeiro foi a questão ainda indefinida do reajuste do preço dos combustíveis e da elevação ou não da Cide que recai sobre os combustíveis pelo governo.
Petrobras
Petrobras ON subiu 0,25% e PN, 0,14%. Vale subiu 1,87%, e PNA, 1,60%. Gerdau PN fechou em alta de 0,92%, Metalúrgica Gerdau PN, de 1,35%, CSN ON, de 0,60%. Usiminas PNA virou no finalzinho e terminou em baixa de 0,56%. Cemig PN liderou as baixas do Ibovespa ao cair 3,40%. A empresa anunciou a compra do controle acionário da Terna Participações por R$ 2,3 bilhões. Os analistas consideraram elevado o prêmio pago pela Terna, embora a compra seja considerada estratégica. Terna Unit subiu 16,96%.
Câmbio
O dólar comercial foi vendido por R$ 2,192 nas últimas operações de ontem, em um declínio de 1,21% sobre a cotação de anteontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 2,330, em baixa de 0,85%. Em 15 dias úteis neste mês, hoje foi o sétimo dia em que a taxa de câmbio finalizou o dia abaixo do patamar de R$ 2,20, oscilando entre R$ 2,182 e R$ 2,203. O giro financeiro do mercado está extremamente baixo e há muita especulação nas mesas de operação sobre a rolagem dos mais de US$ 5 bilhões em títulos do Banco Central que vencem no início de maio. A moeda americana foi negociada com desconto na maior parte do dia, numa jornada em que as Bolsas de Valores operam em alta desde a abertura. Os agentes financeiros mantém o bom humor sobre o desenrolar da crise global, com expectativas um pouco mais otimistas sobre a economia brasileira.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias dos bancos, elevou as taxas projetadas nos contratos de maior prazo. A inflação medida pelo IPCA-15 atingiu 0,36% em março ante 0,11% em fevereiro, em linha com as expectativas do setor financeiro. Na semana que vem, o Copom (Comitê de Política Monetária) decide a nova taxa básica de juros do país --hoje em 11,25%-- e as apostas oscilam entre um corte 1 e e 1,5 ponto percentual.
No contrato para vencimento em janeiro de 2010, a taxa prevista passou de 9,77% para 9,80%; e no contrato que vence em janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 10,45% para 10,56%.
Taxas
As taxas de juros subiram ontem, refletindo a redução de posições vendidas montadas na aposta de corte da Selic em 1,5 ponto porcentual em abril, em uma sessão de expressivo giro de contratos. A poucos dias da decisão do Copom, o mercado vai consolidando a previsão de queda de 1 ponto da taxa básica de juros e coloca em debate a questão da continuidade da flexibilização monetária em junho. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI junho de 2009 foi o mais líquido, com 407.440 contratos, e projetava 10,30%, mesmo nível do ajuste de ontem, e levemente acima do fechamento (10,28%). O DI janeiro de 2010 (382.000 contratos) estava em 9,90%, ante 9,77% no fechamento e 9,78% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2011 (78.000 contratos) subia de 10,45% e 10,49% no fechamento e ajuste anteriores para 10,56%.
Das Agências





