MERCADO FINANCEIRO
Blue chips
São Paulo - Vale, Petrobras, bancos e empresas de papel e celulose garantiram mais um pregão no azul à Bovespa e a recuperação dos 45 mil pontos, perdidos na última sexta-feira. Com a presença dos investidores estrangeiros no pregão, a Bovespa terminou o dia em alta de 2,03%, aos 45.801,17 pontos. Na mínima do dia, registrou 44.888 pontos (estabilidade) e, na máxima, 45.804 pontos (+2,04%). No mês, a Bolsa acumula alta de 11,91%, e, no ano, de 21,97%.
Giro
O giro financeiro totalizou R$ 3,784 bilhões. O rateio das bolsas norte-americanas em alguns momentos do pregão acabou diminuindo os ganhos domésticos, mas como a distância entre os índices foi grande, a Bovespa tinha bastante espaço para garantir o ganho. O dólar se recuperou e ontem fechou em alta de 0,77%, a R$ 2,2190.
Discussão
Os investidores deixaram de lado a discussão sobre o reajuste dos combustíveis e também compraram um pouco de Petrobras. Petrobras ON terminou em alta de 2,01% e PN, de 2,31%. Não fez preço nos papéis a decisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro que suspendeu o pagamento da primeira parcela de dividendos da estatal, que seria realizado amanhã, no montante de R$ 3,334 bilhões.
Alta em bloco
No setor bancário, alta em bloco, mas Bradesco e Banco do Brasil se sobressaíram em meio à notícia de que a VisaNet deve retomar seu processo de abertura de capital. As duas instituições são acionistas da empresa. A previsão é de que a oferta seja secundária, com venda de ações dos controladores. Bradesco PN subiu 4,42%, Banco do Brasil ON, 4,61%, Itaú Unibanco PN, 4,07%. Redecard ON terminou em baixa de 0,04%, refletindo a possível retomada do processo de IPO da VisaNet, sua concorrente.
Ações
As ações da Vale ON também avançaram - +2,83%. Vale PNA ganhou 2,45%.
No setor de celulose e papel, alta foi puxada pelos rumores de que a produção de celulose de fibra curta no País poderá sofrer um novo ajuste - o que traria novo equilíbrio entre oferta e demanda e auxiliaria na recomposição de preços do insumo - e ainda recuperando-se da forte baixa acumulada nos últimos meses. Aracruz PNB subiu 9%, VCP PN, 9,31% e Klabin PN, 5,25%.
Exterior
No exterior, o Dow Jones terminou o pregão em alta de 0,89%, aos 7.957,06 pontos. O S&P avançou 0,99%, aos 851,92 pontos e o Nasdaq, 0,37%, aos 1.652,21 pontos. GM fechou em baixa de 4,14%. Contudo, as ações do setor financeiro deram suporte às bolsas.
Câmbio
A expectativa para o vencimento de US$ 5,7 bilhões em contratos de swap cambial do Banco Central no dia 1º de maio voltou a servir como argumento para compras de dólar no mercado de câmbio doméstico ontem, em uma sessão de volume reduzido de negócios. No balcão, a cotação à vista encerrou a R$ 2,2190, em alta de 0,77%. Na roda de pronto da BM&F, a taxa ficou em R$ 2,2180, acréscimo de 0,82%.
Interbancário
O giro interbancário somou apenas US$ 498,529 milhões, sendo US$ 498 milhões em D+2. No mercado futuro, os quatro vencimentos negociados registraram valorização, totalizando US$ 16,899 bilhões. O contrato para maio, mais negociado, projetava R$ 2,219 - estável, às 16h47.
Contaminado
As compras visando o vencimento do BC ocorreram principalmente no mercado futuros, contaminando as operações à vista. A leitura é de que a autoridade monetária possa repetir o comportamento do mês passado e não rolar integralmente esse vencimento. Isso deixaria o BC comprado em dólar, logo, seria interessante aos players uma ptax de fechamento do mês mais alta. Vale lembrar que a ptax é formada pela média das cotações do dólar apurada pelo BC e ponderada pelo volume de negócios.
Moedas
No mercado global de moedas, o dólar perdeu força frente ao euro - com a moeda europeia sendo negociada a US$ 1,3110, em alta de 0,85%. A libra esterlina também registrava ganhos, de 1,55%, a US$ 1,4694. Na relação com o iene, o dólar subia 0,19%, a 97,87 ienes. Na comparação com outras divisas emergentes, a moeda norte-americana des valorizava-se ante o peso mexicano (-0,48%, a 13,2099 pesos) e o rublo russo (-1,07%, a 33,5740 rublos), mas se apreciava ante a lira turca (+0,06%, a 1,641 lira).
Juros
Os juros futuros passaram a tarde de ontem em queda, sustentada pela retomada do ajuste técnico que empurrou as taxas anteontem para baixo e também pela expectativa de uma inflação amena a ser revelada pelo IPCA-15 de abril hoje. Ao término da negociação normal na BM&F, às 16 horas, o DI janeiro de 2010 (228.680 contratos) cedia de 9,80% no fechamento e ajuste ontem para 9,78%. O DI julho de 2009 (99.665 contratos) projetava 10,079% (102.200 contratos), de 10,10% e 10,11% no fechamento e ajuste de ontem. O DI janeiro de 2012 (84.960 contratos) caía a 11,13%, de 11,16% no fechamento e ajuste de 10,15%.
Agência Estado





