Em alta
Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam em alta ontem, com investidores pesando o balanço mais fraco do que a expectativa do Morgan Stanley e perspectivas otimistas para a economia. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou em alta de 1,1%, a 192,38 pontos. Em termos de mercados locais, o índice FTSE-100 ganhou 43,20 pontos (1,08%), para 4.030,66 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX subiu 92,76 pontos (2,06%), para 4.594,42 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 51,30 pontos (1,72%), para 3.025,24 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 registrou aumento de 218,30 pontos (2,53%), para 8.834,10 pontos.


Fim da crise?
Entre os bancos, HSBC Holdings subiu 4,3% e Barclays avançou 9,6%. As ações do setor bancário devolveram parte dos ganhos durante a sessão após o Morgan Stanley divulgar que registrou prejuízo líquido no primeiro trimestre, mas o rali foi retomado posteriormente após o governo norte-americano divulgar que o preço das residências nos EUA subiu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro. ''Os mercados começaram a subir com o aumento nos preços das moradias, na expectativa de que este pode ser o fim da crise no setor de habitação. Isso seria bastante benéfico para os bancos, porque pode provocar o aumento no preço das dívidas problemáticas detidas pelas instituições financeiras, diminuindo as perdas com execuções de hipotecas'', disse Philippe Gijsels, estrategista do Fortis Bank.


Sessão fraca
As companhias do setor farmacêutico tiveram uma sessão fraca. A Roche caiu mais de 10% após anunciar que a droga Avastin não é mais eficiente do que quimioterapia para evitar o reaparecimento de câncer de intestino. A notícia é bastante ruim para a Roche, que gastou US$ 46,8 bilhões para comprar ações da Genentech, empresa que desenvolveu o Avastin. Os papéis da GlaxoSmithKline caíram 3% em reação a um declínio de 12% no lucro da companhia no primeiro trimestre.As ações da Nestlé recuaram 0,8% depois de a companhia divulgar que as vendas recuaram 2,1% no primeiro trimestre, para 25,2 bilhões de francos suíços (US$ 21,5 bilhões).


Prejuízo
A Electrolux subiu 16,2% após a empresa divulgar um prejuízo líquido de 346 milhões de coroas suecas (US$ 40 milhões) no primeiro trimestre. A perda, no entanto, foi menor do que estimavam analistas. ''Acreditamos que a reação positiva é justificável levando em consideração a posição de mercado da Electrolux, e o sucesso das medidas de corte de custos da empresa'', afirmaram analistas da S&P Equity Research.


Automotivo
No setor automotivo, a Volkswagen divulgou uma queda de 73,8% no lucro líquido
do primeiro trimestre, mas subiu 0,6%, afirmando que a crise econômica e financeira mundial teve um forte impacto sobre as atividades da companhia e que os lucros não devem atingir os mesmos níveis registrados nos últimos anos.
A Peugeot recuou 1,2% após divulgar uma queda de 25% na receita do primeiro trimestre. A Volvo anunciou que deve demitir 1.543 funcionários na Suécia e subiu 9.3%.


Panorama
A economia brasileira deve registrar uma contração de 1,3% neste ano, segundo o relatório ''World Economic Outlook'' (''Panorama Econômico Mundial'', em tradução livre) divulgado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgado ontem. No ano passado, o Brasil teve crescimento de 5,1%. O desempenho previsto para 2009 é o quinto mais fraco dentre as 11 economias latino-americanas para as quais o FMI divulgou previsões -o pior resultado será o do México, com queda prevista de 3,7%, seguido pela Venezuela, que deverá ter contração de 2,2%.


Desempenho
O melhor resultado na região será o do Peru, com um crescimento previsto de 3,5% neste ano. Para 2010, no entanto, a previsão do Fundo é de que a única economia a apresentar desempenho negativo será a Venezuela (-0,5%). Para o Brasil, a expectativa é de crescimento de 2,2%. O melhor desempenho, por sua vez, será o do Peru (+4,5%).''Como em outras regiões emergentes, a crise no setor financeiro e o declínio nas economias avançadas estão elevando os custos de empréstimos e reduzindo o fluxo de capitais na América Latina e no Caribe'', diz o documento. ''Além disso, a queda nos preços das commodities estão pressionando as grandes economias da região - Argentina, Brasil, Chile, Mexico e Venezuela.''


Divergentes
Apesar dos bons resultados de Wall Street e das notícias positivas vindas dos Estados Unidos, os mercados asiáticos fecharam sem uma tendência definida ontem. Algumas bolsas sucumbiram à realização de lucros, mas outras conseguiram sustentar os ganhos. O dia foi novamente marcado pela volatilidade. Analistas da região estão divididos sobre a direção dos mercados, dados alguns sinais de recuperação econômica combinados com as fracas perspectivas de lucro de várias companhias. Os investidores também aguardam com certa ansiedade o resultado dos testes de estresse realizado nos grandes bancos dos EUA, que deve sair no início de maio.
Das Agências

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