Blue chips

As blue chips abriram espaço ontem para a primeira linha comandar, o que significa dizer que a alta do Ibovespa foi conduzida pelo desempenho positivo dos bancos, siderúrgicas e varejistas. O índice fechou em alta de 1,66%, aos 46.024,78 pontos. No mês, a bolsa acumula ganhos de 12,46% e, no ano, de 22,57%. O giro financeiro totalizou R$ 5,030 bilhões. O dólar encerrou em queda de 0,96%, cotado a R$ 2,176.

Frigoríficos

Na Bovespa, frigoríficos tiveram ontem forte destaque, com a notícia de que o governo vai criar uma linha de financiamento para o setor. JBS Friboi ON registrou ganho acentuado, de 7,45%, a maior alta do Ibovespa. Marfrig, que não faz parte da carteira teórica do Ibovespa, disparou 8,35%. Vale e Petrobras também fecharam no azul, mas tiveram um desempenho ''morno'', na avaliação de alguns especialistas - embora tenham concentrado o volume.

Ações

Na segunda-feira, acontece o vencimento de opções sobre ações, onde os principais papéis em negociação são justamente das duas companhias. Vale PNA terminou cotada a R$ 30,10, com alta de 0,77%, Vale ON, em +0,65%, Petrobras ON, em +0,53% e Petrobras PN, em +0,07%, a R$ 30,00.

Bom desempenho

As siderúrgicas tiveram bom desempenho, na esteira dos pacotes anunciados pelo governo recentemente. Usiminas PNA avançou 6,39% e foi a segunda maior alta do Ibovespa, seguida por Usiminas ON (+6,32%), Gerdau PN subiu 2,13%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,52%, e CSN ON, 2,42%. No setor bancário, as ações repercutiram o desempenho do setor nos Estados Unidos. Bradesco PN fechou com alta de 2,93%, Itaú Unibanco PN, de 2,89% e BB PN, de 4,86%.

Norte-americanas

A Bovespa acompanhou o desempenho das bolsas norte-americanas. O Dow Jones terminou a sessão em elevação de 1,19%, aos 8.125,43 pontos, o S&P avançou 1,55%, aos 865,30 pontos, o Nasdaq subiu 2,68%, aos 1.670,44 pontos. Os ganhos foram influenciados pelo balanço melhor do que o esperado do JPMorgan, embora a queda no número de novas obras residenciais nos EUA mostre que ainda há motivos para preocupação e possa ter limitado o entusiasmo nas compras.


Câmbio

O dólar no mercado doméstico encerrou em queda, cotado a R$ 2,176 (-0,96%) no balcão e a R$ 2,1765 (-0,93%) na BM&F. O resultado ampliou o recuo das cotações no mês para 6,13%. O declínio ontem da moeda à vista refletiu em parte as operações de venda de investidores locais e estrangeiros no mercado futuro de dólar, com vistas a migrar para aplicações em renda fixa, que assegura atraente diferencial de juros interno e externo, e em ações na Bovespa, segundo um operador de câmbio de uma corretora.

Fluxo

O fluxo cambial na sessão foi aparentemente equilibrado uma vez que as taxas do cupom cambial curto (diferencial de taxas entre o mercado à vista e o mercado futuro) se manteve estável o dia todo próximo de zero, explicou um profissional de tesouraria de um banco nacional. O giro financeiro total à vista somou cerca de US$ 3,555 bilhões, sendo US$ 3,319 bilhões em D+2.

Mercado futuro

No mercado futuro, o último negócio com o dólar maio/09 às 16h55 foi à cotação de R$ 2,183, em baixa de 0,43%, após oscilar de R$ 2,1765 (-0,71%) a R$ 2,1990 (+0,32%). Até 16h30, esse vencimento de dólar futuro movimentou US$ 11,871 bilhões do total transacionado com cinco vencimentos, de US$ 11,960 bilhões.

No exterior

No mercado de câmbio no exterior, às 17h19 de ontem, o dólar subia ante o euro, a libra esterlina e em relação ao iene. Nesse horário, o euro caía para US$ 1,3186, de US$ 1,3225 na quarta-feira, enquanto a libra cedia a US$ 1,49355, de US$ 1,50155 ontem e o dólar avançava a 99,36 ienes, de 99,46 ienes anteontem.

Juros

Não faltaram argumentos para a alta nas taxas de juros futuros ontem, apesar de números de inflação em linha com as previsões. No cenário doméstico, as vendas no varejo em fevereiro registraram um crescimento acima da mediana das estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, enquanto no exterior as principais bolsas internacionais registraram valorização. A sessão ainda contou com o leilão tradicional de títulos prefixados do Tesouro.

Sessão

No encerramento da sessão regular, às 16h05, o DI janeiro/2010 (274.535 contratos) registrou 9,71%, de 9,60% no ajuste e 9,61% no fechamento de anteontem. O DI julho/2009 (81.145 contratos) ficou em 10,14%, ante 10,06% do ajuste e 10,07% do último fechamento. Janeiro/2011 (46.980 contratos) marcou 10,36%, de 10,27% no ajuste e no encerramento anterior. O vencimento janeiro/2012 (66.575 contratos) ficou em 10,97%, de 10,89% no ajuste e 10,92% no fechamento da véspera.

Tecnologia

Os principais índices de ações norte-americanos fecharam com ganhos ontem, com o Nasdaq em seu nível mais alto desde novembro. As bolsas foram impulsionadas pela alta das ações de tecnologia e consumo - como Google, Nokia, Walt Disney e Hewlett-Packard -, que foram beneficiadas pelo otimismo dos investidores com relação à recuperação da economia.

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