MERCADO FINANCEIRO
Abaixo do patamar
Pelo quarto dia, a taxa de câmbio final -R$ 2,197- ficou abaixo do patamar de R$ 2,20, conforme registrado nas últimas operações de ontem. O preço da moeda americana ficou somente 0,09% acima da cotação no fechamento de anteontem. E na praça paulista, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,320, estável. As taxas oscilaram entre R$ 2,224 e R$ 2,194. Profissionais de mercado destacam que o baixo volume de negócios contribui para que os preços da moeda voltem para R$ 2,20, logo pela manhã, mas ressaltam que a tendência da moeda ainda é de baixa, num cenário de menor aversão ao risco.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias dos bancos, reduziu mais uma vez as taxas projetadas nos contratos de maior prazo. No contrato para vencimento em janeiro de 2010, a taxa prevista cedeu de 9,68% para 9,60%; e no contrato que vence em janeiro de 2011, a taxa projetada recuou de 10,33% para 10,27%.
Petrobras
A Petrobras deixará de contribuir para o cumprimento das metas fiscais do governo federal a partir de 2010. Isso abre um espaço para que a estatal possa aumentar seus investimentos em um valor entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões e contribuir para reduzir os efeitos da crise econômica no país. As informações, que já haviam sido antecipadas pela Folha na semana passada, foram confirmadas ontem pelo Ministério do Planejamento, que divulgou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2010.
Economia
Com a saída da Petrobras dessa conta, o governo vai reduzir a economia feita para pagar os juros da dívida pública (superávit primário) a partir do próximo ano. A meta de superávit primário para 2009 foi mantida em 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) para todo o setor público, mas vai cair para 3,3% nos anos de 2010 a 2012. Além do poder investir o dinheiro da Petrobras, que corresponde a 0,5% do PIB, o governo também vai poder reduzir a meta de superávit em mais 0,5% com a utilização do PPI (Projeto Piloto de Investimentos), onde estão as principais obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Parâmetros
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem que ainda são insuficientes os parâmetros que poderiam ditar um ajuste dos preços da gasolina e do diesel. ''Quem dita uma possível redução é o preço no mercado externo'', comentou, ao chegar ao Fórum Econômico Mundial, no Rio. Para o executivo, há uma ''tendência de estabilidade no preço internacional'', mas ainda é cedo para afirmar. Indagado sobre a pressão exercida pelos caminhoneiros para realizar uma redução no preço do diesel, Gabrielli disse que a ''Petrobras não sofre pressão alguma'', e completou: ''Não vendemos diesel para caminhoneiros, mas sim para distribuidoras.
Descoberta
O presidente da Petrobras disse que a descoberta realizada pela estatal petrolífera de uma nova jazida abaixo da camada de sal (pré-sal) na área de Iguaçu, na Bacia de Santos, é ''muito importante'', mas ainda são desconhecidos os volumes lá encontrados. O óleo está em uma área muito profunda em uma camada localizada abaixo do leito marinho.''Apenas após o quarto poço a ser perfurado na área, a partir dos próximos dias, é que teremos uma visão volumétrica. É uma questão de tempo'', disse. O executivo também afirmou que não poderia sequer informar a dimensão da reserva, se era maior ou menor do que o Campo de Tupi, que tem potencial para 8 bilhões de barris, ou mesmo se a área é contígua aos campos Carioca e Guará, localizadas no mesmo bloco BM-S-9.
Europeias
Os principais índices do mercado de ações europeu terminaram em queda, ontem, cedendo ao declínio nas ações do setor bancário após o UBS anunciar que deve registrar prejuízo no primeiro trimestre deste ano. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou em queda de 0,3%, a 190,52 pontos. Em termos de mercados locais, o índice FTSE-100 perdeu 20,59 pontos (0,52%), para 3.968,40 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 7,22 pontos (0,16%), para 4.549,79 pontos.
Setor bancário
No setor bancário, as ações do UBS recuaram 6,86%, devolvendo parte de um avanço de 15% registrado anteontem. O banco de investimentos divulgou que deve anunciar um prejuízo líquido de quase 2 bilhões de francos suíços (US$ 1,8 bilhão) no primeiro trimestre de 2009. Outras instituições financeiras também recuaram. O BNP Paribas caiu 1,53% e o Deutsche Bank teve declínio de 4,33%.
Segundo Mike Lenhoff, estrategista-chefe da corretora Brewin Dolphin, os mercados esperam a divulgação de mais balanços corporativos para dicidr qual direção tomar. ''O mercado buscará nos balanços sinais de que a situação deve melhorar de agora em diante.'' No setor de tecnologia, os papéis da Nokia
Tóquio
Tóquio
A bolsa de valores de Tóquio registrou sua terceira queda consecutiva, uma vez que a realização de lucros na Bolsa de Nova York ontem influenciou negativamente os papéis das empresas do setor financeiro e de tecnologia. O sentimento do mercado foi prejudicado ainda pela valorização do iene em relação ao dólar. A moeda americana estava sendo comercializada a 98,47 ienes no fechamento do pregão. O índice Nikkei 225 caiu 1,1% e fechou aos 8.742,96 pontos.
Das Agências





