Recuo

Os números do desempenho do varejo americano foram piores que os esperados e os investidores aproveitaram a situação para realizarem lucros, tanto nos Estados Unidos como no Brasil. Com este quadro, a Bovespa recuou ontem 1,25%, mesmo após ter subido 1,30% no início do pregão. Fechou aos 45.418,18 pontos. Na mínima, registrou 45.284 pontos (-1,54%) e, na máxima, 46.591 pontos (+1,30%). No mês, acumula ganhos de 10,98% e, no ano, de 20,95%. O giro financeiro totalizou R$ 5,35 bilhões. Já o dólar encerrou em alta de 1,15%, cotado a R$ 2,195, após ter caído 2,16% nas quatro sessões anteriores.


Resistência

A Bolsa doméstica mostrou resistência em vários momentos do pregão, amparada pelo desempenho de Vale. As ações da mineradora subiram em boa parte do dia ainda estimuladas pelas notícias de reaquecimento da atividade na China e por causa da alta dos metais básicos no exterior. No final, com o peso de Wall Street, as ações PNA terminaram em queda de 0,26%. A ON conseguiu manter o sinal azul e avançou 0,08%.


Siderúrgicas

As siderúrgicas também não sustentaram os ganhos até o final e recuaram, com exceção para Gerdau. Gerdau PN subiu 1,12% e Metalúrgica Gerdau PN, 1,71%. Usiminas PNA recuou 2,22% e CSN ON, 0,88%. Já as ações da Petrobras seguiram o comportamento do petróleo no exterior. A ON recuou 0,82% e a PN, 0,94%. O Dow Jones recuou 1,71%, aos 7.920,18 pontos, o S&P fechou em baixa de 2,01%, aos 841,51 pontos, e o Nasdaq terminou em queda de 1,67%, a 1.625,72 pontos. JPMorgan caiu 8,90%, American Express, 9,92%. Os papéis do Goldman recuaram 11,56%.


Volátil

Na Europa, o setor bancário teve efeito positivo sobre os índices, levando as bolsas a encerrarem o primeiro pregão depois do feriado prolongado de Páscoa em alta. Em Londres, o índice FTSE-100 ganhou 0,13%. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX subiu 1,47%. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 0,88%.
Hoje, o pregão doméstico pode ser mais volátil, por causa do vencimento de opções sobre Ibovespa, bem como de contratos de Ibovespa futuro. Segundo o economista da Um Investimentos Hersz Ferman, a trajetória mais positiva não foi apagada no pregão de hoje. ''Mas sua sustentação vai depender dos dados e dos balanços que sairão nos próximos dias'', avaliou.

Índices

Os índices do mercado de ações norte-americano encerraram em baixa ontem, pressionados por dados mais fracos do que as expectativas de Wall Street sobre as vendas no varejo dos EUA durante o mês de março. O indicador gerou receios entre os investidores em relação à recuperação da economia norte-americana e colocou um freio no rali praticamente ininterrupto das bolsas registrado nas últimas cinco semanas. O índice Dow Jones fechou em queda de 137,63 pontos (1,71%), a 7.920,18 pontos, acumulando perdas de 2% desde o início da semana. O índice Nasdaq caiu 27,59 pontos (1,67%), para 1.625,72 pontos, enquanto o Standard & Poor's 500 recuou 17,23 pontos (2,01%), para 841,50 pontos.

Câmbio

Após cair 2,16% nas quatro sessões anteriores, o dólar no mercado à vista de balcão oscilou em terreno positivo o dia todo ontem e encerrou em alta de 1,15%, cotado a R$ 2,195. Na BM&F, o dólar pronto também fechou a R$ 2,195, com ganho de 1,01%. As cotações do dólar por aqui foram impulsionadas pela demanda de investidores locais e estrangeiros diante da valorização externa da divisa norte-americana ante o euro e outras moedas de países emergentes em meio às quedas das bolsas norte-americanas e da Bovespa e dos preços de commodities, como o petróleo e alguns metais.


Vencimentos

No mercado futuro, os três vencimentos de dólar negociados até 16h20 de ontem apontaram taxas mais altas, com um giro transacionado de cerca de US$ 12,892 bilhões. Às 16h33, o último negócio com o dólar maio/09 foi à cotação de R$ 2,206, com ganho de 1,12% e um volume movimentado de cerca de US$ 12,871 bilhões do total. Às 16h59, o euro caía 0,40%, a US$ 1,3275. Ante moedas países emergentes, além do real, o dólar subia 0,64%, a 13,1984 pesos mexicanos; ganhava 0,17%, a 578,25 pesos chilenos; avançava 1,21%, a 1,595 lira turca; e subia 0,08%, a 33,3530 rublos russo.

Juros

As taxas dos contratos de juros passaram por uma correção de baixa nesta terça-feira, alinhadas com o ajuste nas bolsas em Nova York e no Brasil. No encerramento do pregão regular, às 16h05, o DI janeiro/2010 (144.535 contratos) registrou 9,70%, de 9,71% no ajuste e 9,72% no fechamento de ontem. O DI julho/2009 (48.185 contratos) ficou em 10,10%, ante 10,16% do ajuste e 10,15% do último fechamento. Janeiro/2011 (78.655 contratos) marcou 10,35%, de 10,49% no ajuste e 10,46% no encerramento anterior. O vencimento janeiro/2012 (101.080 contratos) ficou em 10,88%, de 11,14% no ajuste e 11,09% no fechamento da véspera.

Agência Estado

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