Boas notícias

As ações da Vale alavancaram o pregão doméstico na Bovespa neste início de semana. A Bolsa fechou em alta de 1% e se aproximou ainda mais dos 46 mil pontos, alcançando 45.991,89 pontos. As boas notícias vindas da China, cuja produção industrial subiu 8,3% em março, levaram os investidores, principalmente estrangeiros, a adquirirem papéis da Vale e de outras siderúrgicas. Apesar do tombo do petróleo, as ações da Petrobras mostraram resistência, embora tenham fechado perto da estabilidade, em sentidos opostos. O dólar apresentou leve queda e fechou em R$ 2,17 e meio à expectativa dos balanços trimestrais da economia americana, que serão divulgados esta semana.


Giro

Os ganhos da Bovespa no mês atingem 12,38% e, no ano, de 22,48%. O giro financeiro totalizou R$ 4,247 bilhões. Vale ON terminou em alta de 2,59% e Vale PNA, de 2,42%. Petrobras fechou em sentidos opostos. A ON avançou 0,26% e a PN caiu 0,16%. No exterior, o petróleo terminou em queda forte, de 4,19% no contrato para maio, cotado a US$ 50,05 o barril. TAM PN liderou as altas do Ibovespa ontem, com alta de 10,99%. Nos EUA, as bolsas acabaram virando para cima na última hora, mas o Dow Jones não conseguiu sustentar os ganhos até o final. Terminou em queda de 0,32%, enquanto o S&P avançou 0,25% e o Nasdaq, 0,05%.


Câmbio

O mercado de câmbio doméstico reduziu o ritmo de negócios na volta do feriado da Páscoa. Pelo menos cinco dos 30 componentes do Índice Dow Jones divulgam seus resultados nos próximos dias: as financeiras Citigroup, JPMorgan e as companhias Johnson & Johnson e General Electric. Ontem, o banco Goldman Sachs anunciou um lucro líquido de US$ 1,81 bilhão no primeiro trimestre. Com o desinteresse dos investidores em assumir grandes posições, seja na compra ou na venda, as cotações da moeda por aqui oscilaram dentro de uma margem relativamente estreita e intercalando leves altas e quedas.


Dia morno

As corretoras de câmbio trocaram o dólar comercial por R$ 2,173 nas últimas operações registradas ontem, após o feriado prolongado da Semana Santa. O valor representa apenas uma leve alta de 0,09% sobre a cotação de quinta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 2,330, em alta de 1,30%. Em dia bastante morno, os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 2,165 e R$ 2,178. Desde o início do mês, a cotação do dólar já caiu 6,34% (até quinta), levando alguns profissionais de mercado a esperar um repique na jornada de ontem, o que não acabou por não ocorrer.

Mercado futuro

No mercado futuro, o último negócio com o dólar maio/09 às 16h51 foi à cotação de R$ 2,1765, em baixa de 0,25%, após oscilar de R$ 2,1735 (-0,39%) a R$ 2,1880 (+0,28%). Os três demais vencimentos de dólar negociados na BM&F também projetaram taxas em declínio. Do giro total de US$ 7,615 bilhões com esses quatro vencimentos transacionados, o dólar maio/09 movimentou US$ 7,604 bilhões até 16h18. Às 17h16, o euro subia 1,66%, a US$ 1,3381; a libra avançava 1,22%, a US$ 1,4854; e o dólar recuava 0,20%, a 100,05 ienes. Em relação a moedas de emergentes, o dólar recuava 0,14%, a 13,1105 pesos mexicanos; caía 0,68%, a 576,55 pesos chilenos; e perdia 0,69%, a 33,32 rublo russo.


Juros

As taxas futuras de juros subiram ontem, reforçando a inclinação da curva de DI, embora o volume de negócios tenha continuado reduzido. No final da sessão regular, às 16h05, o DI janeiro/2010 (120.135 contratos) terminou a 9,72%, de 9,70% no ajuste e 9,67% no fechamento de quinta-feira. O DI julho/2009 (18.100 contratos) ficou em 10,15%, estável ante o ajuste e o último fechamento. Janeiro/2011 (40.920 contratos) marcou 10,50%, de 10,39% no ajuste e 10,42% no encerramento anterior. O vencimento janeiro/2012 (59.315 contratos) ficou em 11,13%, de 11,06% no ajuste e 11,08% no encerramento da quinta-feira.

Chinesas


Em dia de feriado em vários mercados asiáticos de ações, como Hong Kong, Austrália e Tailândia, o destaque de ontem ficou para as bolsas chinesas, que atingiram o seu melhor resultado em quase oito meses. A alta nas ações cíclicas, em virtude das esperanças nos números de março que mostram uma disparada de novos empréstimos, ajudou as bolsas de valores da China a fechar em forte elevação. O índice Xangai Composto subiu 2,8% e encerrou aos 2.513,70 pontos, o maior fechamento desde 20 de agosto. Já o Shenzhen Composto ganhou 1,8% e terminou aos 835,91 pontos. China Shenhua Energy atingiu a alta limite diária de 10%, assim como China Cosco Holdings.


Em alta

A bolsa de Taipé, em Taiwan, atingiu a maior alta em seis meses e meio, beneficiada pela demanda por ações de empresas alimentícias, de construção e siderúrgicas - os dois últimos setores foram estimulados pelos projetos de infraestrutura do governo local. O índice Taiwan Weighted subiu 1,3% e terminou aos 5.857,64 pontos, o maior fechamento desde setembro. Kindom Construction disparou 6,3%. China Steel avançou 4,6%. Entre os papéis de alimentos, Ve Wong adicionou 6,9%.

Das Agências

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