Impulso
Ao contrário da tradicional cautela que os mercados costumam exibir em vésperas de feriados prolongados, houve ontem um forte impulso de alta para as bolsas de valores. As primeiras novidades positivas vieram das bolsas asiáticas, mas o mote decisivo para as valorizações acima de 3% das bolsas norte-americanas e da Bovespa veio do banco Wells Fargo, ao anunciar que deve registrar lucro líquido de aproximadamente US$ 3 bilhões no primeiro trimestre.

Bovespa
A Bovespa fechou a quinta-feira em alta de 3,07%, superando os 45 mil pontos. Já o dólar manteve a sua tendência negativa atingiu o menor valor desde 7 de novembro de 2008 (de R$ 2,156), ao cair hoje 1,45%, para R$ 2,172. O mercado de juros viveu um dia morno e os contratos ficaram estáveis. Em Nova York, o Dow Jones fechou em alta de 3,14%, o S&P 500 subiu 3,81% e o Nasdaq, 3,89%. As ações do Wells Fargo fecharam em alta de 31,70%. Mais cedo, as principais bolsas europeias também exibiram fortes altas no fechamento: Londres, +1,48%, Paris, +1,82% e Frankfurt, +3,06%.

Fortes altas
Na Bovespa, as blues chips Petrobras e Vale tiveram forte altas, puxadas respectivamente, pela valorização do petróleo e dos metais básicos no exterior. Petrobras PN subiu 4,44%, enquanto a ON registrou alta de 4,16%. Vale PNA avançou 5,02% e a ON foi mais além, subindo 6,44%. Ações de bancos também tiveram valorizações, mas as do Banco do Brasil não seguiram o movimento. Os papéis ON do banco caíram 2,82%, ainda na esteira da troca de comando na instituição, interpretada como um sinal de ingerência política.

Spread
Ao mesmo tempo, o mesmo fato beneficiou ações de empresas ligadas ao consumo, pela estratégia declarada do governo de estimular o crédito e baixar o spread bancário. Exemplo disso foram as altas dos papéis da B2W Varejo ON (+4,30%), das Lojas Renner ON (3,33%) e Lojas Americanas (+4,69%).Ao final do dia, no ranking de maiores altas despontavam Embraer ON (+9,08%) e Klabin PN (+9,06%). Entre as maiores baixas, os destaques foram para Cyrela ON (-7,27%) e Rossi Residencial ON (-4,06%).

Câmbio
O dólar no mercado doméstico oscilou em queda e abaixo de R$ 2,20 durante toda a sessão, reagindo ao fluxo cambial positivo e ao declínio da moeda norte-americana em relação a outras divisas de países emergentes em meio às firmes altas das bolsas internacionais e da Bovespa. No fechamento, o dólar à vista atingiu o menor valor desde 7 de novembro de 2008 (de R$ 2,156), ao cair ontem 1,45%, para R$ 2,172 no balcão. Na BM&F, a moeda também recuou 1,45%, a R$ 2,171.

Investidores
Com ingressos de recursos pelo segmento financeiro de investidores dispostos a investir na Bovespa, o giro financeiro total foi expressivo, aumentou 73% ante o anterior, para cerca de US$ 3,380 bilhões, dos quais cerca de US$ 3,2 bilhões em D+2. No mercado futuro, o último negócio às 16h40 com o dólar maio/09 foi à cotação de R$ 2,1815, em baixa de 1,58%, após atingir à tarde mínima de R$ 2,1805 (-1,62%) e máxima pela manhã de R$ 2,208 (-0,38%).

Cautela
O dólar por aqui só não caiu mais ontem, segundo um operador de um banco, por causa da cautela habitual em véspera de feriado prolongado e também dada a expectativa de que o Banco Central poderá repetir o comportamento do mês passado e não rolar integralmente o próximo vencimento de contratos de swap cambial, num total de cerca de US$ 5,5 bilhões em 1º de maio. Às 16h57, o euro caía 0,77%, a US$ 1,3162; o dólar subia 0,55%, a 100,42 ienes. Em relação a moedas de emergentes, o dólar cedia, nesse horário, 2,17%, a 13,0719 pesos mexicanos; recuava 0,.30%, a 578,00 pesos chilenos; perdia 1,07%, a 1,566 lira turca; e caía 0,22%, a 33,6347 rublo russo.

Juros
As taxas dos contratos de DI encerraram a sessão regular com os vencimentos longos em alta e os mais curtos em baixa, em um pregão de baixa liquidez, véspera de feriado. Às 16h05, o contrato janeiro/2010 apontou 9,70%, de 9,74% no ajuste e 9,73% no fechamento da véspera. O DI julho/2009 passou a 10,16%, de 11,18% no ajuste e 10,17% no fechamento da véspea. Janeiro/2011 marcou 10,42%, de 10,45% no ajuste e 10,42% no fechamento de ontem. O vencimento janeiro/2012 ficou em 11,08%, estável ante o ajuste e acima dos 11,06% no encerramento da quarta-feira.

Euforia
A euforia do mercado com o anúncio do banco Wells Fargo contribuiu para que as Bolsas americanas disparassem ontem. As ações da instituição bancária subiram impressionantes 31,70% e levaram de roldão os papéis dos demais bancos, após ter declarado que pode apurar um lucro recorde ainda no primeiro trimestre deste ano. A Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) teve forte alta de 3,14%, indo para 8.083,38 pontos no índice DJIA (Dow Jones Industrial Average), enquanto o S&P 500 avançou 3,80%, aos 856,56 pontos. A Bolsa tecnológica Nasdaq teve ganho de 3,89% no indicador Nasdaq Composite, indo para 1.652,54 pontos.
Das Agências

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