Dólar

A moeda americana foi vendida por R$ 2,203 ontem, a menor taxa desde o dia 6 de janeiro. O valor representa um declínio de 0,63% sobre a cotação anterior. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 2,330, em um decréscimo de 1,27%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 2,214 e R$ 2,192, no quinto dia em que a cotação ficou abaixo do patamar de R$ 2,25. Profissionais de mercado notam que realmente houve um alívio nas expectativas mais pessimistas do mercado financeiro, principalmente a partir da reunião do G20, em que houve um consenso entre as maiores economias para combater a crise global.


Recursos

''Nós estamos notando o retorno dos estrangeiros ao mercado brasileiro, e eles estão voltando com tudo. As entradas de recursos são diárias, o que tem ajudado a derrubar realmente as taxas de câmbio'', comenta Mauro Araújo, da mesa de operações da corretora Vision, chamando atenção para o saldo de investimentos estrangeiros na Bolsa brasileira. ''No mercado, você já vê gente falando em Bolsa a 51 mil pontos no curto prazo, por exemplo'', acrescenta.
Alguns analistas já esperam o dólar na casa dos R$ 2,10 no curto prazo.

Fluxo cambial

O boletim Focus, que resume a opinião de uma centena de instituições financeiros, aponta ainda uma taxa de câmbio em R$ 2,30 em dezembro.Entre as principais notícias do dia, o Banco Central registrou que o fluxo cambial, que mede a entrada e saída de dólares no país, ficou negativo em US$ 2,974 bilhões no primeiro trimestre de 2009. Nos primeiros dias de abril (até o dia 3), o fluxo está negativo em US$ 3,472 bilhões.

Europeias

Os principais índices do mercado de ações europeu terminaram em alta, em sua maioria, puxados pelo bom desempenho das montadoras mesmo depois de a Daimler divulgar que teve um primeiro trimestre difícil neste ano. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou o dia em alta de 0,3%, a 184,02 pontos.
''Diferentemente do final de 2008, os investidores agora pelo menos têm a percepção de que as distorções nos setores econômico e financeiro estão sendo abordadas pelos formuladores de políticas.


Expectativas

Além disso, as expectativas em relação aos balanços voltaram a níveis realistas e os participantes do mercado esperam um declínio de 50% no lucro global'', disse Ad van Tiggelen, estrategista do ING Investment Management.
Em termos de mercados locais, o índice FTSE-100 foi a exceção e perdeu 5 pontos (0,13%), para 3.925,52 pontos, pressionado pelas perdas nos papéis de companhias do setor de petróleo e gás. A BP caiu 0,51% e a Royal Dutch Shell recuou 0,81%.

Tóquio em queda

A bolsa de valores de Tóquio fechou em baixa, puxada pela acentuada liquidação nas Bolsas de Nova York. A pressão de venda foi ainda exacerbada pela valorização do iene, que afetou os papéis da Sony e de outras grandes exportadoras. O índice Nikkei 225 caiu 2,7% e fechou aos 8.595,01 pontos.
Os investidores japoneses foram também influenciados pelos fracos resultados da Alcoa no primeiro trimestre, o que os levou a vender futuros e realizar lucros no mercado à vista.

Pregão

O mercado esteve fraco desde a abertura do pregão, mas voltou a cair na parte da tarde após o dólar ficar abaixo dos 100 ienes. Os papéis da Sony recuaram 5%.A Sharp caiu 6,1%, uma vez que reduziu suas perspectivas para o lucro no ano fiscal encerrado recentemente, atingida por despesas com reestruturação e perdas adicionais com a desvalorização de valores mobiliários. A empresa agora espera um prejuízo líquido de 130 bilhões de ienes, em comparação com a previsão anterior de 100 bilhões de ienes.

Asiáticas

As principais bolsas asiáticas caíram ontem com o início da divulgação dos balanços trimestrais das companhias espalhando pessimismo nos mercados. Os bancos e as empresas mineradoras lideraram as perdas. Ontem, o resultado já havia sido semelhante nas bolsas americanas. Dessa maneira, é o segundo dia seguido que as bolsas recuam, tanto nos EUA quanto na Ásia. O índice Nikkei, da Bolsa de Valores do Japão, fechou em queda de 2,7%, aos 8.595 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 3% e chegou a 14.474. O índice Shangai Composite, da China, recuou 3,8%, fechando em 2.347 pontos.


Ações


No Japão, as ações da Sharp, maior fabricante de TVs de LCD do país, caíram 6,1% depois de a empresa revisar para baixo sua estimativa de balanço. Os papéis da Shin-Etsu, fabricante de placas de computador, caíram 5,4%. As empresas exportadoras foram atingidas ainda por uma valorização do iene em relação ao dólar.Em Hong Kong, as ações de construtoras de imóveis caíram depois de vários dias de alta nas últimas semanas. O valor dos papéis da Shimao Property despencou 12,4%.

Das Agências

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